Jornalista Guilherme Barros postou uma nota sobre o Kumon em sua coluna no portal do IG.
Deixo o link: http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2011/11/25/rede-kumon-registra-crescimento-de-115-em-numero-de-alunos/
Boa leitura a todos!!
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
Consultor de Campo em uma rede de franquias
Arlan Roque escreveu um artigo muito interessante sobre a função do Consultor de Campo em uma rede de franquias. Clique no link abaixo e confira.
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/franquias-consultor-de-campo-quem-e-este-profissional/59408
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/franquias-consultor-de-campo-quem-e-este-profissional/59408
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Não é fácil viajar de avião...
"Brasil lidera alta da aviação doméstica" (Folha de São Paulo, página B1 - 29/07/2011).
A receita da aviação doméstica brasileira cresceu 19%, em relação ao mesmo período de 2010. A média mundial, para esse mesmo período, foi de 4%. Superamos a Índia(17,7%) e a China(7,8%).
Esse crescimento vem do fato das classes C e D estarem aumentando o seu poder de compra e as passagens aéreas terem ficado mais baratas.
"Os assentos oferecidos pelas companhias aéreas em rotas nacionais, de acordo com a IATA, cresceram em ritmo menor que a receita com passageiros: 11%"
Como os assentos não crescem na mesma proporção do número de passageiros, temos cada vez mais voos lotados e assentos sendo vendidos pela tarifa cheia. Assim, nos horários mais nobres, uma passagem que normalmente é vendida de 100 a 200 reais, pode chegar à 1200 reais.
Além disso, os principais aeroportos estão saturados. Congonhas, sexta-feira, parece a 25 de março em véspera de Natal.
Em Porto Alegre, para desafogar o novo aeroporto, reativaram o terminal antigo, onde colocaram as companhias Azul e Webjet, mas as condições são muito precárias, sem caixas eletrônicos, poucos banheiros, divisórias de Eucatex, instaladas com aparência de provisórias.
Outro grande sinal da deficiência dos nossos aeroportos é a demora de mais de 1h para chegar a mala na esteira. Isso faz com que as pessoas queiram levar tudo dentro do aeronave, atrasando o embarque e lotando o bagageiro do avião.
Mas a INFRAERO e as companhias aéreas já estão "resolvendo" essa situação. A solução está descrita na página C4 da folha de São Paulo (29/07/2011) - " Empresas farão blitze em bagagem de mão".
O limite estabelecido para as "bagagens de mão" é de 5 kg e com 115cm (largura+comprimento+profundidade). A INFRAERO comprará "gabaritos" para colocar junto aos aparelhos de Raio X na entrada do embarque. As malas que não couberem no gabarito terão que ser despachadas.
Fico indignado porque não ví escrito em lugar algum que a INFRAERO contratará mais pessoas ou vai melhorar o setor de bagagens, para que os passageiros não fiquem tanto tempo aguardando na esteira. O voo de Porto Alegre para São Paulo dura 1h20min, não cabe ficar na esteira aguardando a mala mais de 1h.
Lamentavelmente o nosso poder público não tem competência para resolver os seus problemas. Os principais aeroportos serão privatizados, na tentativa que a iniciativa privada consigar melhorar a situação atual até a Copa do Mundo.
E quem continua sofrendo é o passageiro, que paga a passagem e a taxa de embarque.
A receita da aviação doméstica brasileira cresceu 19%, em relação ao mesmo período de 2010. A média mundial, para esse mesmo período, foi de 4%. Superamos a Índia(17,7%) e a China(7,8%).
Esse crescimento vem do fato das classes C e D estarem aumentando o seu poder de compra e as passagens aéreas terem ficado mais baratas.
"Os assentos oferecidos pelas companhias aéreas em rotas nacionais, de acordo com a IATA, cresceram em ritmo menor que a receita com passageiros: 11%"
Como os assentos não crescem na mesma proporção do número de passageiros, temos cada vez mais voos lotados e assentos sendo vendidos pela tarifa cheia. Assim, nos horários mais nobres, uma passagem que normalmente é vendida de 100 a 200 reais, pode chegar à 1200 reais.
Além disso, os principais aeroportos estão saturados. Congonhas, sexta-feira, parece a 25 de março em véspera de Natal.
Em Porto Alegre, para desafogar o novo aeroporto, reativaram o terminal antigo, onde colocaram as companhias Azul e Webjet, mas as condições são muito precárias, sem caixas eletrônicos, poucos banheiros, divisórias de Eucatex, instaladas com aparência de provisórias.
Outro grande sinal da deficiência dos nossos aeroportos é a demora de mais de 1h para chegar a mala na esteira. Isso faz com que as pessoas queiram levar tudo dentro do aeronave, atrasando o embarque e lotando o bagageiro do avião.
Mas a INFRAERO e as companhias aéreas já estão "resolvendo" essa situação. A solução está descrita na página C4 da folha de São Paulo (29/07/2011) - " Empresas farão blitze em bagagem de mão".
O limite estabelecido para as "bagagens de mão" é de 5 kg e com 115cm (largura+comprimento+profundidade). A INFRAERO comprará "gabaritos" para colocar junto aos aparelhos de Raio X na entrada do embarque. As malas que não couberem no gabarito terão que ser despachadas.
Fico indignado porque não ví escrito em lugar algum que a INFRAERO contratará mais pessoas ou vai melhorar o setor de bagagens, para que os passageiros não fiquem tanto tempo aguardando na esteira. O voo de Porto Alegre para São Paulo dura 1h20min, não cabe ficar na esteira aguardando a mala mais de 1h.
Lamentavelmente o nosso poder público não tem competência para resolver os seus problemas. Os principais aeroportos serão privatizados, na tentativa que a iniciativa privada consigar melhorar a situação atual até a Copa do Mundo.
E quem continua sofrendo é o passageiro, que paga a passagem e a taxa de embarque.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
A importância de ter um bom começo na educação das crianças!
O professor Arthur Reynolds divulgou o resultado de suas pesquisas sobre a influência do estudo pré-escolar na vida adulta. Faz até uma análise do retorno do investimento público em programas para pré-escolares. Muito interessante! Deixo o link para mais detalhes.
http://www.sciencedaily.com/releases/2011/02/110204091258.htm
http://www.sciencedaily.com/releases/2011/02/110204091258.htm
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Como uma pequena empresa vai a falência
Porque uma empresa vai a falência?
Imagine a seguinte situação: Alberto é dono de uma padaria bem localizada numa grande cidade. Seus produtos são de ótima qualidade, o ambiente é limpo e organizado, seus preços não são muito altos e os clientes estão sempre satisfeitos. Alberto, por ser o único dono do negócio, nunca se preocupou em separar muito bem suas contas pessoais das da empresa.
Frequentemente, Alberto paga fornecedores com seu próprio dinheiro ou retira capital do caixa para pagar uma conta pessoal. Seu padrão de vida é bom e ele sempre consegue manter uma reserva de capital de giro na “conta” da empresa. Seu negócio mantém o mesmo faturamento há 12 meses e ele não vê muitos motivos para mudar seus hábitos.
No caso relatado, mesmo parecendo estar tudo bem com Alberto e seu negócio, basta um concorrente à altura abrir as portas na mesma região, os preços dos insumos aumentarem ou a família de Alberto assumir uma nova dívida que ambos serão afetados, Alberto e seu negócio.
Um dos maiores motivos que levam pequenas empresas à falência é a má administração do fluxo de caixa da empresa. E um empresário que não consegue controlar com eficiência o seu próprio fluxo de caixa, certamente também não o fará na sua empresa. Os erros mais comuns e mais graves ao administrar o fluxo de caixa de uma empresa são:
Erro 1: Misturar contas pessoais com as da empresa. Os sócios devem definir um valor mensal para retirar da empresa. E para saber quanto realmente precisam para manter seus padrões de vida, precisam ter suas próprias finanças sob controle. Além disso, precisam ter disciplina, para não reajustar seus salários cada vez que o negócio dá um salto no faturamento. O reajuste deve ser planejado anualmente e deve levar em conta os objetivos da empresa.
Erro 2: Gastos desnecessários. Ao iniciar um negócio, são listados todos os investimentos necessários para estabelecer a empresa e é estimado o tempo de retorno deste investimento. Infelizmente, quando a empresa já está funcionando, novos investimentos normalmente não seguem o mesmo cuidado. O ideal é que cada aquisição da empresa venha a diminuir as despesas ou aumentar as receitas; e o novo retorno do investimento deve ser calculado.
Erro 3: Pouco controle do fluxo de caixa. Todas as contas devem ser registradas em algum lugar, seja uma simples planilha eletrônica ou um poderoso software de gestão. Tanto as contas à pagar quanto as à receber. O mesmo vale para o patrimônio e os investimentos da empresa, quando existentes. E este fluxo de caixa, considerando receitas e despesas, deve ser analisado mensalmente, de preferência em contraste com as metas do período.
Erro 4: Muito foco nas despesas. Quando você foca seus esforços em reduzir as despesas, você tem um limite: pode reduzi-las a zero (ou o mais próximo possível disso). Já quando você foca seus esforços em aumentar suas receitas, você não tem limite algum. Esse é pensamento que o empreendedor tem que ter em mente ao controlar o fluxo de caixa da empresa. Controlar fluxo de caixa não é cortar despesas, mas sim conhecê-las bem para pode estabelecer boas metas para as receitas.
Mesmo contratando um profissional para cuidar das contas da empresa, é fundamental para a saúde do negócio o sócio ter boa educação financeira. Sócios sem educação financeira adequada e que não conseguem controlar seu próprio fluxo de caixa familiar um dia acabam precisando retirar da empresa mais dinheiro do que o previsto.
Quanto menos o empreendedor retirar da empresa, mais ele poderá reinvestir no negócio, fazendo-o crescer ainda mais. E isso é ainda mais importante durante o primeiro ano da empresa. Além disso, quanto mais tranquilo e organizado for o fluxo de caixa do próprio empreendedor, mais ele poderá focar no negócio, com menos preocupações e administrando uma empresa financeiramente saudável. Conclui-se que educação financeira é fundamental para empreendedores de sucesso.
Fonte: Newsletter Educação Financeira Básica
Imagine a seguinte situação: Alberto é dono de uma padaria bem localizada numa grande cidade. Seus produtos são de ótima qualidade, o ambiente é limpo e organizado, seus preços não são muito altos e os clientes estão sempre satisfeitos. Alberto, por ser o único dono do negócio, nunca se preocupou em separar muito bem suas contas pessoais das da empresa.
Frequentemente, Alberto paga fornecedores com seu próprio dinheiro ou retira capital do caixa para pagar uma conta pessoal. Seu padrão de vida é bom e ele sempre consegue manter uma reserva de capital de giro na “conta” da empresa. Seu negócio mantém o mesmo faturamento há 12 meses e ele não vê muitos motivos para mudar seus hábitos.
No caso relatado, mesmo parecendo estar tudo bem com Alberto e seu negócio, basta um concorrente à altura abrir as portas na mesma região, os preços dos insumos aumentarem ou a família de Alberto assumir uma nova dívida que ambos serão afetados, Alberto e seu negócio.
Um dos maiores motivos que levam pequenas empresas à falência é a má administração do fluxo de caixa da empresa. E um empresário que não consegue controlar com eficiência o seu próprio fluxo de caixa, certamente também não o fará na sua empresa. Os erros mais comuns e mais graves ao administrar o fluxo de caixa de uma empresa são:
Erro 1: Misturar contas pessoais com as da empresa. Os sócios devem definir um valor mensal para retirar da empresa. E para saber quanto realmente precisam para manter seus padrões de vida, precisam ter suas próprias finanças sob controle. Além disso, precisam ter disciplina, para não reajustar seus salários cada vez que o negócio dá um salto no faturamento. O reajuste deve ser planejado anualmente e deve levar em conta os objetivos da empresa.
Erro 2: Gastos desnecessários. Ao iniciar um negócio, são listados todos os investimentos necessários para estabelecer a empresa e é estimado o tempo de retorno deste investimento. Infelizmente, quando a empresa já está funcionando, novos investimentos normalmente não seguem o mesmo cuidado. O ideal é que cada aquisição da empresa venha a diminuir as despesas ou aumentar as receitas; e o novo retorno do investimento deve ser calculado.
Erro 3: Pouco controle do fluxo de caixa. Todas as contas devem ser registradas em algum lugar, seja uma simples planilha eletrônica ou um poderoso software de gestão. Tanto as contas à pagar quanto as à receber. O mesmo vale para o patrimônio e os investimentos da empresa, quando existentes. E este fluxo de caixa, considerando receitas e despesas, deve ser analisado mensalmente, de preferência em contraste com as metas do período.
Erro 4: Muito foco nas despesas. Quando você foca seus esforços em reduzir as despesas, você tem um limite: pode reduzi-las a zero (ou o mais próximo possível disso). Já quando você foca seus esforços em aumentar suas receitas, você não tem limite algum. Esse é pensamento que o empreendedor tem que ter em mente ao controlar o fluxo de caixa da empresa. Controlar fluxo de caixa não é cortar despesas, mas sim conhecê-las bem para pode estabelecer boas metas para as receitas.
Mesmo contratando um profissional para cuidar das contas da empresa, é fundamental para a saúde do negócio o sócio ter boa educação financeira. Sócios sem educação financeira adequada e que não conseguem controlar seu próprio fluxo de caixa familiar um dia acabam precisando retirar da empresa mais dinheiro do que o previsto.
Quanto menos o empreendedor retirar da empresa, mais ele poderá reinvestir no negócio, fazendo-o crescer ainda mais. E isso é ainda mais importante durante o primeiro ano da empresa. Além disso, quanto mais tranquilo e organizado for o fluxo de caixa do próprio empreendedor, mais ele poderá focar no negócio, com menos preocupações e administrando uma empresa financeiramente saudável. Conclui-se que educação financeira é fundamental para empreendedores de sucesso.
Fonte: Newsletter Educação Financeira Básica
terça-feira, 7 de junho de 2011
Como se preparar e viver bem na aposentadoria
Os seis estados da aposentadoria ativa
Armelino Girardi
O que denomino como segundo tempo da vida pode ser a mais bela estação da vida, pois é o coroamento das etapas anteriores. Ela apresenta a colheita de tudo o que se aprendeu e viveu; de tudo o que se sofreu e se superou. Portanto, não é uma etapa da vida a ser temida e muito menos uma fase a ser desprezada. É um período de rupturas, de descobertas e de valorização da vida fértil que existe em cada um.
Para isso, o aposentado precisa conscientizar-se de que a vida não termina com a aposentadoria, sendo necessário adotar atitudes inovadoras e criativas, de forma a encarar esse período como uma rica e promissora travessia de uma etapa para outra da vida, e não como o fim do caminho.
Um dos participantes dos vários cursos que conduzi em um grande banco estatal me perguntou sobre o que seria uma aposentadoria ativa, no comparativo com a história da águia que, ao chegar aos 40 anos, arranca seu bico, suas unhas e velhas penas. Foi numa sexta feira, e justamente naquele dia, meu voo de retorno a Curitiba atrasou. O tempo de espera me inspirou a formular as dicas que passo a seguir, que representam os seis os “estados” que considero necessários para se chegar à aposentadoria ativa, fruto de minha experiência pessoal:
1. Estado do Sonho – É preciso buscar nos sonhos a possibilidade de inventar seu futuro. Se você não sonhar, vai acabar realizando sonhos dos outros. Se você não tiver um projeto de vida pessoal, fatalmente vai acabar cumprindo projetos de outros e virar um “já que”. E é por isso que defino como “desaposentados” os aposentados que continuam sonhando, que transformam os sonhos em projetos e os projetos em vida;
2. Estado de Ruptura – Para fazer a transição para um mundo mais humano, há que haver uma ruptura com o mundo e o sistema que aí está e que fez parte intrínseca dos seus interesses durante a vida profissional. É preciso romper com o antigo para dar espaço ao novo. Despir-se de paradigmas, preconceitos, dogmas, valores, hábitos. Esvaziar seus vasos mental e físico das pequenas coisas e preenchê-los com novos sonhos, vontade de fazer alguma coisa para a sua vida e para a vida dos que estão a sua volta;
3. Estado de Redescoberta – A prática nos mostra que as pessoas, em geral, não se conhecem como deveriam. Tanto a educação formal como os treinamentos in company se atêm ao conhecimento profissional, relegando o autoconhecimento a um segundo plano. Ao se aposentar é preciso descobrir e despertar o seu verdadeiro potencial, com ênfase nas habilidades interpessoais, fundamentais na nova fase de vida (...) acordar a ‘águia’ que existe dentro de nós, ousar novos voos, inventar novos caminhos e tirar de dentro de nós mesmos, de nossos sonhos e ideais as razões para lutar, criar e viver”, conforme ensina Leonardo Boff;
4. Estado da Reaprendizagem – “O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo pela vida e desiste de aprender” (Balzac). A aprendizagem na fase da aposentadoria deve ser algo bem abrangente, pois há muito que se aprender. O foco deve ser a redescoberta de seu mundo interior, seus sonhos, talentos e novas ocupações. Portanto, assim como você se preparou para o trabalho, precisa, ao se aposentar, preparar-se para novos hábitos de vida;
5. Estado da ação – Este é o estado do empreendedorismo, da busca por novas atividades. Ocupar-se é a palavra chave. Os desafios a que nos propomos devem conter exigências que pareçam ir além de nossas forças. Só dessa forma poderemos descobrir nosso poder e conhecer nossas energias escondidas. A longevidade é diretamente proporcional à sociabilidade e ao sentido de utilidade;
6. Estado da Ressignificação – É o estado da transição do mundo corporativo para um universo personalizado e empreendedor, além de mais humano e solidário. Ninguém pode dar-se por realizado se passar pelo mundo sem deixar suas marcas. Além de dar um novo sentido à sua vida ou um sentido mais amplo, você deverá ressignificar os limites e as perdas que vêm com a idade. Isso faz toda a diferença.
Aguarde para os próximos artigos um detalhamento de cada um dos estados de transição para uma aposentadoria ativa.
Armelino Girardi
O que denomino como segundo tempo da vida pode ser a mais bela estação da vida, pois é o coroamento das etapas anteriores. Ela apresenta a colheita de tudo o que se aprendeu e viveu; de tudo o que se sofreu e se superou. Portanto, não é uma etapa da vida a ser temida e muito menos uma fase a ser desprezada. É um período de rupturas, de descobertas e de valorização da vida fértil que existe em cada um.
Para isso, o aposentado precisa conscientizar-se de que a vida não termina com a aposentadoria, sendo necessário adotar atitudes inovadoras e criativas, de forma a encarar esse período como uma rica e promissora travessia de uma etapa para outra da vida, e não como o fim do caminho.
Um dos participantes dos vários cursos que conduzi em um grande banco estatal me perguntou sobre o que seria uma aposentadoria ativa, no comparativo com a história da águia que, ao chegar aos 40 anos, arranca seu bico, suas unhas e velhas penas. Foi numa sexta feira, e justamente naquele dia, meu voo de retorno a Curitiba atrasou. O tempo de espera me inspirou a formular as dicas que passo a seguir, que representam os seis os “estados” que considero necessários para se chegar à aposentadoria ativa, fruto de minha experiência pessoal:
1. Estado do Sonho – É preciso buscar nos sonhos a possibilidade de inventar seu futuro. Se você não sonhar, vai acabar realizando sonhos dos outros. Se você não tiver um projeto de vida pessoal, fatalmente vai acabar cumprindo projetos de outros e virar um “já que”. E é por isso que defino como “desaposentados” os aposentados que continuam sonhando, que transformam os sonhos em projetos e os projetos em vida;
2. Estado de Ruptura – Para fazer a transição para um mundo mais humano, há que haver uma ruptura com o mundo e o sistema que aí está e que fez parte intrínseca dos seus interesses durante a vida profissional. É preciso romper com o antigo para dar espaço ao novo. Despir-se de paradigmas, preconceitos, dogmas, valores, hábitos. Esvaziar seus vasos mental e físico das pequenas coisas e preenchê-los com novos sonhos, vontade de fazer alguma coisa para a sua vida e para a vida dos que estão a sua volta;
3. Estado de Redescoberta – A prática nos mostra que as pessoas, em geral, não se conhecem como deveriam. Tanto a educação formal como os treinamentos in company se atêm ao conhecimento profissional, relegando o autoconhecimento a um segundo plano. Ao se aposentar é preciso descobrir e despertar o seu verdadeiro potencial, com ênfase nas habilidades interpessoais, fundamentais na nova fase de vida (...) acordar a ‘águia’ que existe dentro de nós, ousar novos voos, inventar novos caminhos e tirar de dentro de nós mesmos, de nossos sonhos e ideais as razões para lutar, criar e viver”, conforme ensina Leonardo Boff;
4. Estado da Reaprendizagem – “O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo pela vida e desiste de aprender” (Balzac). A aprendizagem na fase da aposentadoria deve ser algo bem abrangente, pois há muito que se aprender. O foco deve ser a redescoberta de seu mundo interior, seus sonhos, talentos e novas ocupações. Portanto, assim como você se preparou para o trabalho, precisa, ao se aposentar, preparar-se para novos hábitos de vida;
5. Estado da ação – Este é o estado do empreendedorismo, da busca por novas atividades. Ocupar-se é a palavra chave. Os desafios a que nos propomos devem conter exigências que pareçam ir além de nossas forças. Só dessa forma poderemos descobrir nosso poder e conhecer nossas energias escondidas. A longevidade é diretamente proporcional à sociabilidade e ao sentido de utilidade;
6. Estado da Ressignificação – É o estado da transição do mundo corporativo para um universo personalizado e empreendedor, além de mais humano e solidário. Ninguém pode dar-se por realizado se passar pelo mundo sem deixar suas marcas. Além de dar um novo sentido à sua vida ou um sentido mais amplo, você deverá ressignificar os limites e as perdas que vêm com a idade. Isso faz toda a diferença.
Aguarde para os próximos artigos um detalhamento de cada um dos estados de transição para uma aposentadoria ativa.
Como os pais podem ajudar na aprendizagem dos filhos
Na revista veja de 16/fev/2011, o economista Gustavo Ioschpe escreveu uma excelente reportagem sobre a influência da família no desenvolvimento acadêmico das crianças.
Quem trabalha com educação e/ou tem filhos, vale a pena cliclar no link e ler.
http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/como-os-pais-podem-ajudar-na-aprendizagem-dos-filhos
Boa leitura!
Quem trabalha com educação e/ou tem filhos, vale a pena cliclar no link e ler.
http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/como-os-pais-podem-ajudar-na-aprendizagem-dos-filhos
Boa leitura!
terça-feira, 3 de maio de 2011
Agora é definitivo: a população do Brasil é de 190.755.799!
Segue matéria do site do IBGE
"Primeiros resultados definitivos do Censo 2010: população do Brasil é de 190.755.799 pessoas
O Brasil tem 190.755.799 habitantes. É o que constata a Sinopse do Censo Demográfico 2010, que contém os primeiros resultados definitivos do XII Recenseamento Geral do Brasil. A publicação oferece uma série de informações, desde o primeiro Censo, realizado em 1872, sobre a evolução demográfica do País, dados populacionais por sexo e grupos de idade, média de moradores em domicílios particulares ocupados e número de domicílios recenseados, segundo a espécie (ocupados, vagos, fechados, uso ocasional, coletivos) e situação urbana e rural. A publicação impressa é acompanhada por um CD-ROM onde as informações estão em níveis geográficos mais detalhados: Unidades da Federação, municípios, distritos e Regiões Metropolitanas. Também contém 21 tabelas com alguns resultados preliminares do Conjunto Universo do Censo 2010 para as Grandes Regiões e Unidades da Federação, com a população por cor ou raça, pessoas responsáveis pelos domicílios particulares, cônjuges das pessoas responsáveis pelos domicílios particulares, existência de compartilhamento da responsabilidade pelo domicílio, pessoas com registro de nascimento em cartório, alfabetização, rendimento domiciliar, mortalidade e algumas características dos domicílios particulares permanentes.
Nos próximos meses, o IBGE divulgará novos dados do Censo de 2010 sobre a estrutura territorial do País, a malha dos setores censitários e novas informações sociais, econômicas, demográficas e domiciliares referentes aos dados do universo, conforme pode ser conferido no calendário de divulgações: www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/calendario.shtm
A publicação completa pode ser acessada na página www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/default_sinopse.shtm O hotsite www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse disponibiliza tabelas e gráficos variados até o nível de município. Por fim, no link www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/webservice há uma ferramenta de consulta dos resultados que pode ser implementada em qualquer site.
Censo visitou 67,5 milhões de domicílios em 5.565 municípios
O Censo Demográfico é a mais complexa operação estatística realizada por um país, sobretudo quando ele tem dimensões continentais como o Brasil, com 8.515.692,27 km², distribuídos em um território heterogêneo, muitas vezes de difícil acesso, composto por 27 Unidades da Federação e 5.565 municípios. Trabalharam nessa operação 230 mil pessoas, sendo 191 mil recenseadores. Foram investidos R$ 1,2 bilhão durante o ano de 2010, o equivalente a quatro dólares por habitante.
Os recenseadores visitaram 67,5 milhões de domicílios no período de 1º de agosto a 31 de outubro de 2010 e ao menos um morador forneceu informações sobre todos os moradores de cada residência. Os primeiros resultados sobre a população dos municípios foram divulgados no Diário Oficial da União de 4 de novembro de 2010, e as prefeituras tiveram 20 dias para apresentar suas avaliações sobre os números divulgados. O IBGE realizou nesse mesmo período um trabalho de supervisão e controle de qualidade de todo material coletado, em conjunto com as Comissões Censitárias Estaduais (CCE) e as Comissões Municipais de Geografia e Estatística (CMGE), que funcionaram como um canal de comunicação entre o IBGE e a sociedade e participaram de todo o processo de realização do Censo.
Em 29 de novembro de 2010, o IBGE divulgou as populações dos municípios, que indicavam uma população de 190.732.694, 23.105 pessoas a menos que o resultado definitivo agora divulgado. Isso ocorre porque esses resultados eram provenientes de um banco de dados resumo e receberam um tratamento de validação para verificar eventuais omissões e duplicidades na transmissão das informações. Além disso, municípios com áreas indígenas como, por exemplo, São Gabriel da Cachoeira (AM) e Boca do Acre (AM), de difícil acesso e onde a transmissão dos dados é mais complexa, registraram acréscimo de população depois do fim da coleta.
Para alcançar os melhores padrões de qualidade no Censo 2010, o IBGE introduziu várias inovações gerenciais, metodológicas e tecnológicas, com destaque para a atualização da base territorial digital, a adoção do computador de mão equipado com GPS para a coleta dos dados, e a internet como alternativa para preenchimento do questionário. As inovações tecnológicas usadas no Censo 2010, o primeiro no mundo a ser feito de forma totalmente digital, levaram o IBGE a ser um dos dez premiados, em fevereiro de 2011, pela Unesco e a Netexplorateur, ONG francesa pelo desenvolvimento da sociedade digital.
899 mil domicílios tiveram sua população estimada em 2010
Do total dos 67,5 milhões de domicílios recenseados, foram realizadas entrevistas em 56,5 milhões de domicílios (83,7%). Foram classificados como fechados 899 mil domicílios (1,3%), nos quais não foi possível realizar as entrevistas, mas havia evidências de que existiam moradores. Nesses casos, após terminar a coleta e as supervisões de campo, o IBGE utilizou uma metodologia para estimar o número de pessoas residentes nos domicílios fechados. Esta prática é adotada por vários Institutos Oficiais de Estatística de países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, México e Reino Unido, e já havia sido utilizada na Contagem da População 2007 realizada pelo IBGE.
A metodologia para estimar o número de pessoas residentes nos domicílios fechados consiste em atribuir a cada domicílio fechado o número de moradores de outro domicílio, que havia sido inicialmente considerado fechado e depois foi recenseado. A escolha é aleatória, levando em conta a Unidade da Federação, o tamanho da população do município e a situação urbana ou rural. A população total estimada no Censo 2010 por esse procedimento é de 2.795.533 pessoas.
Ao se realizar comparações dos dados populacionais de 2010 com os anos anteriores, será necessário observar que no Censo 2010, pela primeira vez, foi utilizada a estimação dos moradores de domicílios fechados.
O Censo Demográfico 2010 também encontrou 6,1 milhões (9,0%) de domicílios vagos, ou seja, domicílios que não tinham morador na data de referência (noite de 31 de julho para 1º de agosto de 2010), mesmo que, posteriormente, tivessem sido ocupados. Prédios construídos mas não habitados, casas colocadas à venda ou para aluguel são exemplos de domicílios vagos.
Os domicílios de uso ocasional, que somaram 3,9 milhões (5,8%), são aqueles que servem ocasionalmente de moradia, usados para descanso de fins de semana, férias ou outra finalidade.
Já o número de domicílios coletivos (hotéis, pensões, presídios, quartéis, postos militares, asilos, orfanatos, conventos, alojamento de trabalhadores etc.) foi de 110 mil (0,1%).
Em 2000, do total de 54,3 milhões de domicílios, 45 milhões eram ocupados, 528 mil fechados, 6 milhões vagos e 2,7 milhões de uso ocasional.
População brasileira cresce quase 20 vezes desde 1872
A população do Brasil alcançou a marca de 190.755.799 habitantes na data de referência do Censo Demográfico 2010 (noite de 31 de julho para 1º de agosto de 2010). A série de censos brasileiros mostra que a população experimentou sucessivos aumentos em seu contingente, tendo crescido quase vinte vezes desde o primeiro recenseamento realizado no Brasil, em 1872, quando tinha 9.930.478 habitantes.
Até a década de 1940, predominavam altos níveis de fecundidade e mortalidade no País. Com a diminuição desta última em meados dos anos 1940 e a manutenção dos altos níveis de fecundidade, o ritmo do crescimento populacional brasileiro evoluiu para quase 3,0% ao ano na década de 1950. No começo dos anos 60, os níveis de fecundidade começaram lentamente a declinar, queda que se acentuou na década seguinte. Esse fato fez com que as taxas médias geométricas de crescimento anual da população subsequentes também caíssem. Em comparação com o Censo 2000, a população do Brasil apresentou um crescimento relativo de 12,3%, o que resulta em um crescimento médio geométrico anual de 1,17%, a menor taxa observada na série em análise:
Regiões Norte e Centro-Oeste apresentam maior crescimento populacional
Entre 2000 e 2010, o crescimento populacional não se deu de maneira uniforme entre as Grandes Regiões e Unidades da Federação. As maiores taxas médias geométricas de crescimento anual foram observadas nas regiões Norte (2,09%) e Centro-Oeste (1,91%), onde a componente migratória e a maior fecundidade contribuiram para o crescimento diferencial. As dez Unidades da Federação que mais aumentaram suas populações em termos relativos se encontram nessas duas regiões, com destaque para Amapá e Roraima, que apresentaram um crescimento médio anual de 3,45% e 3,34%, respectivamente. As regiões Nordeste (1,07%) e Sudeste (1,05%) apresentaram um crescimento populacional semelhante. A região Sul (0,87%), que desde o Censo de 1970 vinha apresentando crescimento anual de cerca de 1,4%, foi a que menos cresceu, influenciada pelas baixas taxas observadas no Rio Grande do Sul (0,49%) e no Paraná (0,89%).
Por deter o maior contingente populacional, o Sudeste foi responsável pela maior parcela do incremento populacional em termos absolutos, tendo absorvido 37,9% do crescimento total do País entre os dois últimos censos. O segundo lugar em importância correspondeu ao Nordeste, cujo peso no incremento populacional entre 2000 e 2010 alcançou 25,5%. Essas duas regiões detiveram 63,4% (13,3 milhões de pessoas) do total do incremento da população na última década. As Unidades da Federação com maior participação absoluta no crescimento populacional do País na década passada foram São Paulo (20,2% do incremento populacional, ou 4,2 milhões de pessoas), Minas Gerais (8,1%, ou 1,7 milhão), Rio de Janeiro (7,6%, ou 1,6 milhão), Pará (6,6%, ou 1,4 milhão) e Ceará (4,9%, ou 1,0 milhão). Estas duas últimas assumiram os postos que na década anterior eram de Bahia e Paraná.
As regiões mais populosas foram a Sudeste (com 42,1% da população brasileira), Nordeste (27,8%) e Sul (14,4%). Norte (8,3%) e Centro-Oeste (7,4%) continuam aumentando a representatividade no crescimento populacional, enquanto as demais regiões mantêm a tendência histórica de declínio em sua participação nacional.
Os estados mais populosos do Brasil – São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná – concentram, em conjunto, 58,7% da população total do País. São Paulo é o estado com a maior concentração municipal de população, onde os 32 maiores municípios (5,0%) concentram quase 60,0% dos moradores do estado. A menor concentração acontece no Maranhão, onde a população dos 11 maiores municípios, que também representam cerca de 5,0%, corresponde a 35,4% do total do estado.
Na década de 2000, foram criados 58 novos municípios
No Censo Demográfico 2010 foram pesquisados 5.565 municípios, que tiveram sua participação relativa nas regiões Nordeste (32,2%), Sudeste (30,0%) e Norte (8,1%) inferior àquela calculada com os 5.507 municípios existentes no Censo Demográfico 2000. As Regiões Sul (21,3%) e Centro-Oeste (8,4%) aumentaram suas participações no número de municípios do País, já que na última década foram justamente essas regiões as mais contempladas com novos municípios. A Região Sul teve um incremento de 29 municípios (todos eles no Rio Grande do Sul), enquanto no Centro-Oeste surgiram 20 novos municípios no período de 2000 a 2010, sendo 15 deles no Mato Grosso.
Entre os municípios mais populosos, 15 apresentaram população superior a 1 milhão de habitantes, contra 13 em 2000. Somente este grupo reunia 40,2 milhões de pessoas em 2010, o que corresponde a 21,1% da população total do País. Os três municípios mais populosos continuaram sendo São Paulo (11.253.503 habitantes), Rio de Janeiro (6.320.446) e Salvador (2.675.656). Belo Horizonte (2.375.151) passou a ser o sexto mais populoso em 2010, sendo superado por Brasília (2.570.160) e Fortaleza (2.452.185).
Entre os 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes, os que mais cresceram em dez anos foram Manaus (1.802.014 pessoas em 2010), que com uma taxa de 2,51% ao ano, passou de nono para sétimo mais populoso; e Brasília (2.570.160), que passou de sexto para quarto, com um crescimento médio anual de 2,28%. Porto Alegre (1.409.351 pessoas) foi o município que menos cresceu nesse grupo, com incremento anual de apenas 0,35% ao ano.
As capitais das regiões Norte e Nordeste cresceram mais que os demais municípios de suas respectivas Unidades da Federação, com exceção do Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte e Pernambuco. A maior diferença entre as taxas médias geométricas de crescimento anual foi observada no Tocantins, onde Palmas – a capital que mais cresceu no Brasil – apresentou uma taxa de 5,21%, enquanto os demais municípios do estado cresceram 1,25% ao ano. Na Região Sul, Curitiba e Florianópolis cresceram mais que o conjunto dos demais municípios de seus estados, enquanto Porto Alegre – capital com o menor crescimento populacional, de 0,35% ao ano – cresceu menos que os outros municípios do Rio Grande do Sul (também o menor crescimento entre o grupo dos demais municípios, de 0,51%). Na Região Centro-Oeste, com exceção do Mato Grosso do Sul, o crescimento dos municípios das capitais foi menor que o dos demais municípios, ocorrendo o mesmo em todos os estados do Sudeste.
Maranhão, Piauí e Pará apresentam os menores graus de urbanização
O acréscimo de quase 23 milhões de habitantes urbanos resultou no aumento do grau de urbanização, que passou de 81,2% em 2000, para 84,4% em 2010. Esse incremento foi causado pelo próprio crescimento vegetativo nas áreas urbanas, além das migrações com destino urbano.
Os critérios adotados para subdividir o espaço territorial brasileiro em áreas urbanas e rurais são baseados nas legislações de cada município brasileiro. As áreas urbanas são áreas internas ao perímetro urbano de uma cidade ou vila, sendo este perímetro definido por lei municipal. As áreas rurais são as áreas externas aos perímetros urbanos, que também são definidas po lei municipal.
Dentro de um perímetro urbano definido em lei municipal, podem existir áreas urbanizadas, áreas não urbanizadas e até mesmo áreas urbanas isoladas. Estas últimas são caracterizadas por serem separadas da sede municipal, ou distrital, por uma área rural ou por outro limite legal. Da mesma forma, as áreas rurais podem ser classificadas como aglomerados rurais de extensão urbana, povoados, núcleos ou outros aglomerados, todos eles também definidos por legislação municipal.
A região Sudeste continua sendo a mais urbanizada do Brasil, apresentando um grau de urbanização de 92,9%, seguida pelas regiões Centro-Oeste (88,8%) e Sul (84,9%), enquanto as regiões Norte (73,5%) e Nordeste (73,1%) têm mais de 1/4 dos seus habitantes vivendo em áreas rurais. Rio de Janeiro (96,7%), Distrito Federal (96,6%) e São Paulo (95,9%) são as Unidades da Federação com maiores graus de urbanização. Os estados que possuem os menores percentuais de população vivendo em áreas urbanas estão concentrados nas regiões Norte e Nordeste, sendo que Maranhão (63,1%), Piauí (65,8%) e Pará (68,5%) apresentam os índices abaixo de 70%.
País tem 96 homens para cada 100 mulheres
Segundo o Censo Demográfico 2010, há no Brasil uma relação de 96,0 homens para cada 100 mulheres, como resultado de um excedente de 3.941.819 mulheres em relação ao número total de homens. Com este resultado, acentuou-se a tendência histórica de predominância feminina na população do Brasil, já que em 2000 o indicador era de 96,9 homens para cada 100 mulheres.
A região Norte é a única que apresenta o número de homens superior ao de mulheres (relação de 101,8 para cada 100), sendo que todos os seus estados apresentam também razão de sexo superior a 100%. Nas demais regiões, as razões de sexos são as seguintes: Centro-Oeste, 98,6 homens para cada 100 mulheres; Sul, 96,3 homens para cada 100 mulheres; Nordeste, 95,3 homens para cada 100 mulheres respectivamente; e Sudeste, 94,6 homens para cada 100 mulheres.
Entre os estados, a maior razão de sexo está em Mato Grosso, com 104,3 homens para cada 100 mulheres. A Unidade da Federação que apresenta a menor razão de sexo é o Rio de Janeiro: 91,2 homens para cada 100 mulheres. Com exceção do Amazonas, todas as Unidades da Federação apresentam queda na razão de sexos entre 2000 e 2010.
Embora no conjunto da população do Brasil haja o predomínio feminino, em mais de 60,0% dos municípios observa-se um superávit masculino, fato decorrente das correntes migratórias. Entretanto tal predominância ocorre em municípios menos populosos. Cerca de 80,0% dos municípios com menos de 5.000 habitantes possuem mais homens do que mulheres em suas populações, ao passo que em todos os municípios com mais de 500 mil habitantes o número de mulheres é superior ao de homens.
Diminui a proporção de jovens e aumenta a de idosos
A representatividade dos grupos etários no total da população em 2010 é menor que a observada em 2000 para todas as faixas com idade até 25 anos, ao passo que os demais grupos etários aumentaram suas participações na última década. O grupo de crianças de zero a quatro anos do sexo masculino, por exemplo, representava 5,7% da população total em 1991, enquanto o feminino representava 5,5%. Em 2000, estes percentuais caíram para 4,9% e 4,7%, chegando a 3,7% e 3,6% em 2010. Simultaneamente, o alargamento do topo da pirâmide etária pode ser observado pelo crescimento da participação relativa da população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passando a 5,9% em 2000 e chegando a 7,4% em 2010.
Os grupos etários de menores de 20 anos já apresentam uma diminuição absoluta no seu contingente. O crescimento absoluto da população do Brasil nestes últimos dez anos se deu principalmente em função do crescimento da população adulta, com destaque também para o aumento da participação da população idosa.
A região Norte, apesar do contínuo envelhecimento observado nas duas últimas décadas, ainda apresenta uma estrutura bastante jovem, devido aos altos níveis de fecundidade no passado. Nessa região, a população de crianças menores de 5 anos, que era de 14,3% em 1991, caiu para 12,7% em 2000, chegando a 9,8% em 2010. Já a proporção de idosos de 65 anos ou mais passou de 3,0% em 1991 e 3,6% em 2000 para 4,6% em 2010. A região Nordeste ainda tem, igualmente, características de uma população jovem. As crianças menores de 5 anos em 1991 correspondiam a 12,8% da população; em 2000 esse valor caiu para 10,6%, chegando a 8,0% em 2010. Já a proporção de idosos passou de 5,1% em 1991 a 5,8% em 2000 e 7,2% em 2010.
Sudeste e Sul apresentam evolução semelhante da estrutura etária, mantendo-se como as duas regiões mais envelhecidas do País. As duas tinham em 2010 8,1% da população formada por idosos com 65 anos ou mais, enquanto a proporção de crianças menores de 5 anos era, respectivamente, de 6,5% e 6,4%.
A região Centro-Oeste apresenta uma estrutura etária e uma evolução semelhantes às do conjunto da população do Brasil. O percentual de crianças menores de 5 anos em 2010 chegou a 7,6%, valor que era de 11,5% em 1991 e 9,8% em 2000. A população de idosos teve um crescimento, passando de 3,3% em 1991, para 4,3% em 2000 e 5,8% em 2010.
Média de moradores por domicílio cai para 3,3
No Brasil, a densidade domiciliar, relação entre as pessoas moradoras nos domicílios particulares ocupados e o número de domicílios particulares ocupados, apresentou um declínio de 13,2% no último período censitário, mais acentuado que os 9,6% observados entre os Censos de 1991 e 2000, passando de 3,8, em 2000, para 3,3, em 2010. Esse comportamento persistiu tanto na área urbana quanto na área rural.
A região Norte tem a maior densidade domiciliar, enquanto a Sul apresenta a menor, sendo que a tendência de declínio é uma característica geral e está diretamente relacionada à redução da fecundidade. Das cinco regiões, apenas a Norte apresenta média de moradores por domicílio igual a 4,0. Nas demais, esse valor já se situa entre os 3,1 da região Sul e os 3,5 do Nordeste. No contexto estadual, as médias oscilam entre 3,0, no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, e 4,3, nos estados do Amazonas e Amapá.
Calendário das próximas divulgações do Censo Demográfico 2010
Comunicação Social
29 de abril de 2011
"Primeiros resultados definitivos do Censo 2010: população do Brasil é de 190.755.799 pessoas
O Brasil tem 190.755.799 habitantes. É o que constata a Sinopse do Censo Demográfico 2010, que contém os primeiros resultados definitivos do XII Recenseamento Geral do Brasil. A publicação oferece uma série de informações, desde o primeiro Censo, realizado em 1872, sobre a evolução demográfica do País, dados populacionais por sexo e grupos de idade, média de moradores em domicílios particulares ocupados e número de domicílios recenseados, segundo a espécie (ocupados, vagos, fechados, uso ocasional, coletivos) e situação urbana e rural. A publicação impressa é acompanhada por um CD-ROM onde as informações estão em níveis geográficos mais detalhados: Unidades da Federação, municípios, distritos e Regiões Metropolitanas. Também contém 21 tabelas com alguns resultados preliminares do Conjunto Universo do Censo 2010 para as Grandes Regiões e Unidades da Federação, com a população por cor ou raça, pessoas responsáveis pelos domicílios particulares, cônjuges das pessoas responsáveis pelos domicílios particulares, existência de compartilhamento da responsabilidade pelo domicílio, pessoas com registro de nascimento em cartório, alfabetização, rendimento domiciliar, mortalidade e algumas características dos domicílios particulares permanentes.
Nos próximos meses, o IBGE divulgará novos dados do Censo de 2010 sobre a estrutura territorial do País, a malha dos setores censitários e novas informações sociais, econômicas, demográficas e domiciliares referentes aos dados do universo, conforme pode ser conferido no calendário de divulgações: www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/calendario.shtm
A publicação completa pode ser acessada na página www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/default_sinopse.shtm O hotsite www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse disponibiliza tabelas e gráficos variados até o nível de município. Por fim, no link www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/webservice há uma ferramenta de consulta dos resultados que pode ser implementada em qualquer site.
Censo visitou 67,5 milhões de domicílios em 5.565 municípios
O Censo Demográfico é a mais complexa operação estatística realizada por um país, sobretudo quando ele tem dimensões continentais como o Brasil, com 8.515.692,27 km², distribuídos em um território heterogêneo, muitas vezes de difícil acesso, composto por 27 Unidades da Federação e 5.565 municípios. Trabalharam nessa operação 230 mil pessoas, sendo 191 mil recenseadores. Foram investidos R$ 1,2 bilhão durante o ano de 2010, o equivalente a quatro dólares por habitante.
Os recenseadores visitaram 67,5 milhões de domicílios no período de 1º de agosto a 31 de outubro de 2010 e ao menos um morador forneceu informações sobre todos os moradores de cada residência. Os primeiros resultados sobre a população dos municípios foram divulgados no Diário Oficial da União de 4 de novembro de 2010, e as prefeituras tiveram 20 dias para apresentar suas avaliações sobre os números divulgados. O IBGE realizou nesse mesmo período um trabalho de supervisão e controle de qualidade de todo material coletado, em conjunto com as Comissões Censitárias Estaduais (CCE) e as Comissões Municipais de Geografia e Estatística (CMGE), que funcionaram como um canal de comunicação entre o IBGE e a sociedade e participaram de todo o processo de realização do Censo.
Em 29 de novembro de 2010, o IBGE divulgou as populações dos municípios, que indicavam uma população de 190.732.694, 23.105 pessoas a menos que o resultado definitivo agora divulgado. Isso ocorre porque esses resultados eram provenientes de um banco de dados resumo e receberam um tratamento de validação para verificar eventuais omissões e duplicidades na transmissão das informações. Além disso, municípios com áreas indígenas como, por exemplo, São Gabriel da Cachoeira (AM) e Boca do Acre (AM), de difícil acesso e onde a transmissão dos dados é mais complexa, registraram acréscimo de população depois do fim da coleta.
Para alcançar os melhores padrões de qualidade no Censo 2010, o IBGE introduziu várias inovações gerenciais, metodológicas e tecnológicas, com destaque para a atualização da base territorial digital, a adoção do computador de mão equipado com GPS para a coleta dos dados, e a internet como alternativa para preenchimento do questionário. As inovações tecnológicas usadas no Censo 2010, o primeiro no mundo a ser feito de forma totalmente digital, levaram o IBGE a ser um dos dez premiados, em fevereiro de 2011, pela Unesco e a Netexplorateur, ONG francesa pelo desenvolvimento da sociedade digital.
899 mil domicílios tiveram sua população estimada em 2010
Do total dos 67,5 milhões de domicílios recenseados, foram realizadas entrevistas em 56,5 milhões de domicílios (83,7%). Foram classificados como fechados 899 mil domicílios (1,3%), nos quais não foi possível realizar as entrevistas, mas havia evidências de que existiam moradores. Nesses casos, após terminar a coleta e as supervisões de campo, o IBGE utilizou uma metodologia para estimar o número de pessoas residentes nos domicílios fechados. Esta prática é adotada por vários Institutos Oficiais de Estatística de países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, México e Reino Unido, e já havia sido utilizada na Contagem da População 2007 realizada pelo IBGE.
A metodologia para estimar o número de pessoas residentes nos domicílios fechados consiste em atribuir a cada domicílio fechado o número de moradores de outro domicílio, que havia sido inicialmente considerado fechado e depois foi recenseado. A escolha é aleatória, levando em conta a Unidade da Federação, o tamanho da população do município e a situação urbana ou rural. A população total estimada no Censo 2010 por esse procedimento é de 2.795.533 pessoas.
Ao se realizar comparações dos dados populacionais de 2010 com os anos anteriores, será necessário observar que no Censo 2010, pela primeira vez, foi utilizada a estimação dos moradores de domicílios fechados.
O Censo Demográfico 2010 também encontrou 6,1 milhões (9,0%) de domicílios vagos, ou seja, domicílios que não tinham morador na data de referência (noite de 31 de julho para 1º de agosto de 2010), mesmo que, posteriormente, tivessem sido ocupados. Prédios construídos mas não habitados, casas colocadas à venda ou para aluguel são exemplos de domicílios vagos.
Os domicílios de uso ocasional, que somaram 3,9 milhões (5,8%), são aqueles que servem ocasionalmente de moradia, usados para descanso de fins de semana, férias ou outra finalidade.
Já o número de domicílios coletivos (hotéis, pensões, presídios, quartéis, postos militares, asilos, orfanatos, conventos, alojamento de trabalhadores etc.) foi de 110 mil (0,1%).
Em 2000, do total de 54,3 milhões de domicílios, 45 milhões eram ocupados, 528 mil fechados, 6 milhões vagos e 2,7 milhões de uso ocasional.
População brasileira cresce quase 20 vezes desde 1872
A população do Brasil alcançou a marca de 190.755.799 habitantes na data de referência do Censo Demográfico 2010 (noite de 31 de julho para 1º de agosto de 2010). A série de censos brasileiros mostra que a população experimentou sucessivos aumentos em seu contingente, tendo crescido quase vinte vezes desde o primeiro recenseamento realizado no Brasil, em 1872, quando tinha 9.930.478 habitantes.
Até a década de 1940, predominavam altos níveis de fecundidade e mortalidade no País. Com a diminuição desta última em meados dos anos 1940 e a manutenção dos altos níveis de fecundidade, o ritmo do crescimento populacional brasileiro evoluiu para quase 3,0% ao ano na década de 1950. No começo dos anos 60, os níveis de fecundidade começaram lentamente a declinar, queda que se acentuou na década seguinte. Esse fato fez com que as taxas médias geométricas de crescimento anual da população subsequentes também caíssem. Em comparação com o Censo 2000, a população do Brasil apresentou um crescimento relativo de 12,3%, o que resulta em um crescimento médio geométrico anual de 1,17%, a menor taxa observada na série em análise:
Regiões Norte e Centro-Oeste apresentam maior crescimento populacional
Entre 2000 e 2010, o crescimento populacional não se deu de maneira uniforme entre as Grandes Regiões e Unidades da Federação. As maiores taxas médias geométricas de crescimento anual foram observadas nas regiões Norte (2,09%) e Centro-Oeste (1,91%), onde a componente migratória e a maior fecundidade contribuiram para o crescimento diferencial. As dez Unidades da Federação que mais aumentaram suas populações em termos relativos se encontram nessas duas regiões, com destaque para Amapá e Roraima, que apresentaram um crescimento médio anual de 3,45% e 3,34%, respectivamente. As regiões Nordeste (1,07%) e Sudeste (1,05%) apresentaram um crescimento populacional semelhante. A região Sul (0,87%), que desde o Censo de 1970 vinha apresentando crescimento anual de cerca de 1,4%, foi a que menos cresceu, influenciada pelas baixas taxas observadas no Rio Grande do Sul (0,49%) e no Paraná (0,89%).
Por deter o maior contingente populacional, o Sudeste foi responsável pela maior parcela do incremento populacional em termos absolutos, tendo absorvido 37,9% do crescimento total do País entre os dois últimos censos. O segundo lugar em importância correspondeu ao Nordeste, cujo peso no incremento populacional entre 2000 e 2010 alcançou 25,5%. Essas duas regiões detiveram 63,4% (13,3 milhões de pessoas) do total do incremento da população na última década. As Unidades da Federação com maior participação absoluta no crescimento populacional do País na década passada foram São Paulo (20,2% do incremento populacional, ou 4,2 milhões de pessoas), Minas Gerais (8,1%, ou 1,7 milhão), Rio de Janeiro (7,6%, ou 1,6 milhão), Pará (6,6%, ou 1,4 milhão) e Ceará (4,9%, ou 1,0 milhão). Estas duas últimas assumiram os postos que na década anterior eram de Bahia e Paraná.
As regiões mais populosas foram a Sudeste (com 42,1% da população brasileira), Nordeste (27,8%) e Sul (14,4%). Norte (8,3%) e Centro-Oeste (7,4%) continuam aumentando a representatividade no crescimento populacional, enquanto as demais regiões mantêm a tendência histórica de declínio em sua participação nacional.
Os estados mais populosos do Brasil – São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná – concentram, em conjunto, 58,7% da população total do País. São Paulo é o estado com a maior concentração municipal de população, onde os 32 maiores municípios (5,0%) concentram quase 60,0% dos moradores do estado. A menor concentração acontece no Maranhão, onde a população dos 11 maiores municípios, que também representam cerca de 5,0%, corresponde a 35,4% do total do estado.
Na década de 2000, foram criados 58 novos municípios
No Censo Demográfico 2010 foram pesquisados 5.565 municípios, que tiveram sua participação relativa nas regiões Nordeste (32,2%), Sudeste (30,0%) e Norte (8,1%) inferior àquela calculada com os 5.507 municípios existentes no Censo Demográfico 2000. As Regiões Sul (21,3%) e Centro-Oeste (8,4%) aumentaram suas participações no número de municípios do País, já que na última década foram justamente essas regiões as mais contempladas com novos municípios. A Região Sul teve um incremento de 29 municípios (todos eles no Rio Grande do Sul), enquanto no Centro-Oeste surgiram 20 novos municípios no período de 2000 a 2010, sendo 15 deles no Mato Grosso.
Entre os municípios mais populosos, 15 apresentaram população superior a 1 milhão de habitantes, contra 13 em 2000. Somente este grupo reunia 40,2 milhões de pessoas em 2010, o que corresponde a 21,1% da população total do País. Os três municípios mais populosos continuaram sendo São Paulo (11.253.503 habitantes), Rio de Janeiro (6.320.446) e Salvador (2.675.656). Belo Horizonte (2.375.151) passou a ser o sexto mais populoso em 2010, sendo superado por Brasília (2.570.160) e Fortaleza (2.452.185).
Entre os 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes, os que mais cresceram em dez anos foram Manaus (1.802.014 pessoas em 2010), que com uma taxa de 2,51% ao ano, passou de nono para sétimo mais populoso; e Brasília (2.570.160), que passou de sexto para quarto, com um crescimento médio anual de 2,28%. Porto Alegre (1.409.351 pessoas) foi o município que menos cresceu nesse grupo, com incremento anual de apenas 0,35% ao ano.
As capitais das regiões Norte e Nordeste cresceram mais que os demais municípios de suas respectivas Unidades da Federação, com exceção do Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte e Pernambuco. A maior diferença entre as taxas médias geométricas de crescimento anual foi observada no Tocantins, onde Palmas – a capital que mais cresceu no Brasil – apresentou uma taxa de 5,21%, enquanto os demais municípios do estado cresceram 1,25% ao ano. Na Região Sul, Curitiba e Florianópolis cresceram mais que o conjunto dos demais municípios de seus estados, enquanto Porto Alegre – capital com o menor crescimento populacional, de 0,35% ao ano – cresceu menos que os outros municípios do Rio Grande do Sul (também o menor crescimento entre o grupo dos demais municípios, de 0,51%). Na Região Centro-Oeste, com exceção do Mato Grosso do Sul, o crescimento dos municípios das capitais foi menor que o dos demais municípios, ocorrendo o mesmo em todos os estados do Sudeste.
Maranhão, Piauí e Pará apresentam os menores graus de urbanização
O acréscimo de quase 23 milhões de habitantes urbanos resultou no aumento do grau de urbanização, que passou de 81,2% em 2000, para 84,4% em 2010. Esse incremento foi causado pelo próprio crescimento vegetativo nas áreas urbanas, além das migrações com destino urbano.
Os critérios adotados para subdividir o espaço territorial brasileiro em áreas urbanas e rurais são baseados nas legislações de cada município brasileiro. As áreas urbanas são áreas internas ao perímetro urbano de uma cidade ou vila, sendo este perímetro definido por lei municipal. As áreas rurais são as áreas externas aos perímetros urbanos, que também são definidas po lei municipal.
Dentro de um perímetro urbano definido em lei municipal, podem existir áreas urbanizadas, áreas não urbanizadas e até mesmo áreas urbanas isoladas. Estas últimas são caracterizadas por serem separadas da sede municipal, ou distrital, por uma área rural ou por outro limite legal. Da mesma forma, as áreas rurais podem ser classificadas como aglomerados rurais de extensão urbana, povoados, núcleos ou outros aglomerados, todos eles também definidos por legislação municipal.
A região Sudeste continua sendo a mais urbanizada do Brasil, apresentando um grau de urbanização de 92,9%, seguida pelas regiões Centro-Oeste (88,8%) e Sul (84,9%), enquanto as regiões Norte (73,5%) e Nordeste (73,1%) têm mais de 1/4 dos seus habitantes vivendo em áreas rurais. Rio de Janeiro (96,7%), Distrito Federal (96,6%) e São Paulo (95,9%) são as Unidades da Federação com maiores graus de urbanização. Os estados que possuem os menores percentuais de população vivendo em áreas urbanas estão concentrados nas regiões Norte e Nordeste, sendo que Maranhão (63,1%), Piauí (65,8%) e Pará (68,5%) apresentam os índices abaixo de 70%.
País tem 96 homens para cada 100 mulheres
Segundo o Censo Demográfico 2010, há no Brasil uma relação de 96,0 homens para cada 100 mulheres, como resultado de um excedente de 3.941.819 mulheres em relação ao número total de homens. Com este resultado, acentuou-se a tendência histórica de predominância feminina na população do Brasil, já que em 2000 o indicador era de 96,9 homens para cada 100 mulheres.
A região Norte é a única que apresenta o número de homens superior ao de mulheres (relação de 101,8 para cada 100), sendo que todos os seus estados apresentam também razão de sexo superior a 100%. Nas demais regiões, as razões de sexos são as seguintes: Centro-Oeste, 98,6 homens para cada 100 mulheres; Sul, 96,3 homens para cada 100 mulheres; Nordeste, 95,3 homens para cada 100 mulheres respectivamente; e Sudeste, 94,6 homens para cada 100 mulheres.
Entre os estados, a maior razão de sexo está em Mato Grosso, com 104,3 homens para cada 100 mulheres. A Unidade da Federação que apresenta a menor razão de sexo é o Rio de Janeiro: 91,2 homens para cada 100 mulheres. Com exceção do Amazonas, todas as Unidades da Federação apresentam queda na razão de sexos entre 2000 e 2010.
Embora no conjunto da população do Brasil haja o predomínio feminino, em mais de 60,0% dos municípios observa-se um superávit masculino, fato decorrente das correntes migratórias. Entretanto tal predominância ocorre em municípios menos populosos. Cerca de 80,0% dos municípios com menos de 5.000 habitantes possuem mais homens do que mulheres em suas populações, ao passo que em todos os municípios com mais de 500 mil habitantes o número de mulheres é superior ao de homens.
Diminui a proporção de jovens e aumenta a de idosos
A representatividade dos grupos etários no total da população em 2010 é menor que a observada em 2000 para todas as faixas com idade até 25 anos, ao passo que os demais grupos etários aumentaram suas participações na última década. O grupo de crianças de zero a quatro anos do sexo masculino, por exemplo, representava 5,7% da população total em 1991, enquanto o feminino representava 5,5%. Em 2000, estes percentuais caíram para 4,9% e 4,7%, chegando a 3,7% e 3,6% em 2010. Simultaneamente, o alargamento do topo da pirâmide etária pode ser observado pelo crescimento da participação relativa da população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passando a 5,9% em 2000 e chegando a 7,4% em 2010.
Os grupos etários de menores de 20 anos já apresentam uma diminuição absoluta no seu contingente. O crescimento absoluto da população do Brasil nestes últimos dez anos se deu principalmente em função do crescimento da população adulta, com destaque também para o aumento da participação da população idosa.
A região Norte, apesar do contínuo envelhecimento observado nas duas últimas décadas, ainda apresenta uma estrutura bastante jovem, devido aos altos níveis de fecundidade no passado. Nessa região, a população de crianças menores de 5 anos, que era de 14,3% em 1991, caiu para 12,7% em 2000, chegando a 9,8% em 2010. Já a proporção de idosos de 65 anos ou mais passou de 3,0% em 1991 e 3,6% em 2000 para 4,6% em 2010. A região Nordeste ainda tem, igualmente, características de uma população jovem. As crianças menores de 5 anos em 1991 correspondiam a 12,8% da população; em 2000 esse valor caiu para 10,6%, chegando a 8,0% em 2010. Já a proporção de idosos passou de 5,1% em 1991 a 5,8% em 2000 e 7,2% em 2010.
Sudeste e Sul apresentam evolução semelhante da estrutura etária, mantendo-se como as duas regiões mais envelhecidas do País. As duas tinham em 2010 8,1% da população formada por idosos com 65 anos ou mais, enquanto a proporção de crianças menores de 5 anos era, respectivamente, de 6,5% e 6,4%.
A região Centro-Oeste apresenta uma estrutura etária e uma evolução semelhantes às do conjunto da população do Brasil. O percentual de crianças menores de 5 anos em 2010 chegou a 7,6%, valor que era de 11,5% em 1991 e 9,8% em 2000. A população de idosos teve um crescimento, passando de 3,3% em 1991, para 4,3% em 2000 e 5,8% em 2010.
Média de moradores por domicílio cai para 3,3
No Brasil, a densidade domiciliar, relação entre as pessoas moradoras nos domicílios particulares ocupados e o número de domicílios particulares ocupados, apresentou um declínio de 13,2% no último período censitário, mais acentuado que os 9,6% observados entre os Censos de 1991 e 2000, passando de 3,8, em 2000, para 3,3, em 2010. Esse comportamento persistiu tanto na área urbana quanto na área rural.
A região Norte tem a maior densidade domiciliar, enquanto a Sul apresenta a menor, sendo que a tendência de declínio é uma característica geral e está diretamente relacionada à redução da fecundidade. Das cinco regiões, apenas a Norte apresenta média de moradores por domicílio igual a 4,0. Nas demais, esse valor já se situa entre os 3,1 da região Sul e os 3,5 do Nordeste. No contexto estadual, as médias oscilam entre 3,0, no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, e 4,3, nos estados do Amazonas e Amapá.
Calendário das próximas divulgações do Censo Demográfico 2010
Comunicação Social
29 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
Diferença dos salários entre regiões do Brasil está diminuindo
Dependendo da região, os salários pagos são diferentes. Historicamente, os salários pagos nos grandes centros, como Rio e São Paulo, são maiores em relação a outras regiões do Brasil. Mas uma pesquisa recente mostra que esta diferença está caindo.
Tal diferença motivou a migração de profissionais para São Paulo e Rio, mas esse comportamento social pode mudar, e até se inverter.
Transcrevo abaixo 2 reportagens que relatam tal fato.
"Cai diferença entre salários de São Paulo e resto do país
Renda de outras regiões cresce mais rapidamente que a dos paulistanos
Investimentos em infraestrutura, reajuste do salário mínimo e programas sociais explicam fenômeno
MARIANA SCHREIBER
DE SÃO PAULO - 04/04/2011
A diferença entre os salários de São Paulo e do resto do Brasil está diminuindo. E, em algumas regiões e setores, ela já desapareceu.
Levantamento do IBGE comparando o rendimento médio dos trabalhadores da região metropolitana de São Paulo com os de outras cinco -Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Salvador- mostra que em todas houve redução da diferença entre 2003 e 2011.
Isso aconteceu porque os salários dos paulistanos e dos habitantes dos municípios vizinhos cresceram em ritmo menor do que os dos trabalhadores das outras regiões metropolitanas.
No Rio, a remuneração média aumentou mais -chegou a R$ 1.682 em fevereiro, superando em R$ 45 a de São Paulo (R$ 1.637).
Em Porto Alegre, os salários médios do setor de serviços e comércio já estão no mesmo patamar do rendimento dos paulistanos.
O economista da FGV Marcelo Neri ressalta que esse movimento é mais profundo: dados do IBGE de 2001 a 2009 mostram que a renda tem crescido em ritmo maior do que em São Paulo no país.
"A queda da desigualdade regional é inédita. Nos últimos 50 anos, desde quando há dados do assunto, nunca tinha acontecido", disse.
Especialistas em mercado de trabalho e desenvolvimento regional apontam três causas principais para esse fenômeno- a transferência de renda por meio do Bolsa Família, o forte aumento do salário mínimo e os investimentos em infraestrutura.
Clemente Ganz, diretor-técnico do Dieese, observa que o salário mínimo vem crescendo acima da média da remuneração do trabalho no país. Isso, acrescenta, tem impacto maior nas regiões mais pobres, onde uma parte maior da remuneração está atrelada ao piso nacional.
Grandes investimentos do governo em infraestrutura também são considerados importantes, ao estimularem indústria e construção civil.
No caso de Pernambuco, os investimentos públicos mais que duplicaram, passando de um média anual de R$ 680 milhões, entre 2003 e 2006, para R$ 1,68 bilhões, entre 2007 e 2010.
Empresas em busca de incentivos fiscais e mão de obra mais barata também explicam o aquecimento da economia e dos salários fora de São Paulo.
No caso de Minas Gerais, há ainda o fator "China", país que consome ferozmente o minério de ferro produzido no Estado.
CONTINUIDADE
Com o fortalecimento do mercado doméstico, a tendência, dizem economistas, é que a diferença entre os salários regionais caia mais.
"Nosso mercado de trabalho está ficando mais homogêneo, com um forte crescimento da classe média em todo o país", destaca João Saboia, diretor do Instituto de Economia da UFRJ.
Apesar do otimismo generalizado, Raul Silveira Neto, da Universidade Federal de Pernambuco, considera que a baixa qualidade do ensino e da saúde no país pode limitar a expansão dos salários.
"O bem-estar não está evoluindo no mesmo ritmo dos rendimentos. Melhorar emprego e renda dá mais voto que melhorar saneamento e educação", disse.
Rendimento médio no Rio de Janeiro cresceu 30% em 8 anos
DE SÃO PAULO
DO RIO DE JANEIRO
DE PORTO ALEGRE
Os salários médios da região metropolitana fluminense cresceram mais de 30% em oito anos, superando os de São Paulo.
Grande parte desse crescimento está associado à recuperação da indústria do Rio, com destaque para a siderúrgica, automotiva e naval.
O salário industrial médio na região metropolitana chegou a R$ 1.934,80 em fevereiro, 11,6% acima do de São Paulo (R$ 1.733,90).
Ruvail de Souza Paulista Filho, 51, é um dos trabalhadores do Rio que melhoraram de vida com o ressurgimentos dos grandes projetos industriais e os investimentos no setor de petróleo.
O operário trabalhou na construção da siderúrgica CSA até 2009 e fez um curso técnico patrocinado pelo Prominp (Programa de Mobilização da Indústria do Petróleo) depois que saiu da obra.
O curso o ajudou a arrumar uma posição melhor no emprego atual, de inspetor de controle na construção do novo prédio do Cenpes, o centro de pesquisa da Petrobras, na zona norte do Rio.
Ele não revela o salário, mas diz que ganha "bem mais" e consegue guardar dinheiro. "Melhorei de vida."
Das metrópoles pesquisadas mensalmente pelo IBGE, Porto Alegre é onde os rendimentos mais vêm se aproximando dos de São Paulo, depois dos do Rio.
No setor que engloba educação, saúde e servidores públicos, os salários já aumentaram em média 17%.
(MARIANA SCHREIBER, PEDRO SOARES e GRACILIANO ROCHA)
Tal diferença motivou a migração de profissionais para São Paulo e Rio, mas esse comportamento social pode mudar, e até se inverter.
Transcrevo abaixo 2 reportagens que relatam tal fato.
"Cai diferença entre salários de São Paulo e resto do país
Renda de outras regiões cresce mais rapidamente que a dos paulistanos
Investimentos em infraestrutura, reajuste do salário mínimo e programas sociais explicam fenômeno
MARIANA SCHREIBER
DE SÃO PAULO - 04/04/2011
A diferença entre os salários de São Paulo e do resto do Brasil está diminuindo. E, em algumas regiões e setores, ela já desapareceu.
Levantamento do IBGE comparando o rendimento médio dos trabalhadores da região metropolitana de São Paulo com os de outras cinco -Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Salvador- mostra que em todas houve redução da diferença entre 2003 e 2011.
Isso aconteceu porque os salários dos paulistanos e dos habitantes dos municípios vizinhos cresceram em ritmo menor do que os dos trabalhadores das outras regiões metropolitanas.
No Rio, a remuneração média aumentou mais -chegou a R$ 1.682 em fevereiro, superando em R$ 45 a de São Paulo (R$ 1.637).
Em Porto Alegre, os salários médios do setor de serviços e comércio já estão no mesmo patamar do rendimento dos paulistanos.
O economista da FGV Marcelo Neri ressalta que esse movimento é mais profundo: dados do IBGE de 2001 a 2009 mostram que a renda tem crescido em ritmo maior do que em São Paulo no país.
"A queda da desigualdade regional é inédita. Nos últimos 50 anos, desde quando há dados do assunto, nunca tinha acontecido", disse.
Especialistas em mercado de trabalho e desenvolvimento regional apontam três causas principais para esse fenômeno- a transferência de renda por meio do Bolsa Família, o forte aumento do salário mínimo e os investimentos em infraestrutura.
Clemente Ganz, diretor-técnico do Dieese, observa que o salário mínimo vem crescendo acima da média da remuneração do trabalho no país. Isso, acrescenta, tem impacto maior nas regiões mais pobres, onde uma parte maior da remuneração está atrelada ao piso nacional.
Grandes investimentos do governo em infraestrutura também são considerados importantes, ao estimularem indústria e construção civil.
No caso de Pernambuco, os investimentos públicos mais que duplicaram, passando de um média anual de R$ 680 milhões, entre 2003 e 2006, para R$ 1,68 bilhões, entre 2007 e 2010.
Empresas em busca de incentivos fiscais e mão de obra mais barata também explicam o aquecimento da economia e dos salários fora de São Paulo.
No caso de Minas Gerais, há ainda o fator "China", país que consome ferozmente o minério de ferro produzido no Estado.
CONTINUIDADE
Com o fortalecimento do mercado doméstico, a tendência, dizem economistas, é que a diferença entre os salários regionais caia mais.
"Nosso mercado de trabalho está ficando mais homogêneo, com um forte crescimento da classe média em todo o país", destaca João Saboia, diretor do Instituto de Economia da UFRJ.
Apesar do otimismo generalizado, Raul Silveira Neto, da Universidade Federal de Pernambuco, considera que a baixa qualidade do ensino e da saúde no país pode limitar a expansão dos salários.
"O bem-estar não está evoluindo no mesmo ritmo dos rendimentos. Melhorar emprego e renda dá mais voto que melhorar saneamento e educação", disse.
Rendimento médio no Rio de Janeiro cresceu 30% em 8 anos
DE SÃO PAULO
DO RIO DE JANEIRO
DE PORTO ALEGRE
Os salários médios da região metropolitana fluminense cresceram mais de 30% em oito anos, superando os de São Paulo.
Grande parte desse crescimento está associado à recuperação da indústria do Rio, com destaque para a siderúrgica, automotiva e naval.
O salário industrial médio na região metropolitana chegou a R$ 1.934,80 em fevereiro, 11,6% acima do de São Paulo (R$ 1.733,90).
Ruvail de Souza Paulista Filho, 51, é um dos trabalhadores do Rio que melhoraram de vida com o ressurgimentos dos grandes projetos industriais e os investimentos no setor de petróleo.
O operário trabalhou na construção da siderúrgica CSA até 2009 e fez um curso técnico patrocinado pelo Prominp (Programa de Mobilização da Indústria do Petróleo) depois que saiu da obra.
O curso o ajudou a arrumar uma posição melhor no emprego atual, de inspetor de controle na construção do novo prédio do Cenpes, o centro de pesquisa da Petrobras, na zona norte do Rio.
Ele não revela o salário, mas diz que ganha "bem mais" e consegue guardar dinheiro. "Melhorei de vida."
Das metrópoles pesquisadas mensalmente pelo IBGE, Porto Alegre é onde os rendimentos mais vêm se aproximando dos de São Paulo, depois dos do Rio.
No setor que engloba educação, saúde e servidores públicos, os salários já aumentaram em média 17%.
(MARIANA SCHREIBER, PEDRO SOARES e GRACILIANO ROCHA)
A diferença de salários por regiões está diminuindo
Há muitos anos os salários nos grandes centros do país são mais altos. São Paulo e Rio de Janeiro sempre tiveram a fama de pagar salários maiores, devido ao custo de vida, grande concentração de empresas,... Isso fez com que houvesse grande migração de profissionais para esses grandes centros. Um pesquisa recente mostrou uma informação inédita, a diferença
sábado, 2 de abril de 2011
As mulheres fazem sucesso no ramo de franquia
No site da ABF há uma reportagem do jornal carioca O Dia, de 09/03, que fala sobre a maior rentabilidade das franquias sob a gestão de mulheres. Transcrevo abaixo a reportagem.
Franquias sob liderança feminina faturam mais
Unidades têm receita até 32% maior, em média, do que as comandadas por homens
O Dia - RJ - 09/03
No mercado, as mulheres estão dando cada vez mais trabalho para os concorrentes. E, na liderança das empresas, elas também não dão moleza. No caso das franquias, hoje o sexo feminino já domina um terço das unidades no País. Além disso, as empresas franqueadas comandadas por mulheres têm faturamento 32% maior.
Os dados são de uma pesquisa da Rizzo Franchise, consultoria especializada em franquias. De acordo com o levantamento, nos últimos cinco anos, a participação feminina nesse modelo de negócio cresceu significativamente. Entre 8% e 10% ao ano.
De acordo com Marcus Rizzo, especialista em franquias, foram apontadas três razões para o grande sucesso das mulheres. A primeira é a dedicação maior. "A mulher se dedica mais ao negócio. Elas, em geral, são mais presentes que os homens. Elas abraçam a oportunidade com toda a força", diz Rizzo.
A segunda razão é a postura mais receptiva. "No treinamento, o homem chega com a mentalidade de 'eu já sei', enquanto a mulher vem com a de 'quero aprender'", explica o especialista
A terceira é a capacidade de liderança. "A rotatividade nas franquias de mulheres é bem menor. Isso indica que elas têm mais capacidade para desenvolver equipes de trabalho que os homens".
EMPRESÁRIA E MÃE
Muitas mulheres, além de lidar com os negócios, precisam enfrentar a jornada de mães e de esposas. Por isso, elas vêem as franquias como uma oportunidade de ficar mais perto de casa e da família, para terem sucesso e não se ausentarem dos deveres com os filhos.
E, de acordo com Marcus Rizzo, a participação maior de mulheres nas franquias é um movimento que não deve parar. Pelo contrário, a tendência é que o crescimento de até 10% ao ano faça com que os dois sexos ocupem postos de comando por igual em cerca de 10 anos. "É um caminho sem volta", afirma Rizzo.
Mãe e empresária. Como se dividir
Além da participação maior em suas empresas, as mulheres estão também variando os mercados. "Não é mais em um negócio específico, como o de saúde e de beleza ou de vestuário. Agora, elas vão para diferentes ramos, como postos de gasolina e oficinas mecânicas. Não existem mais 'negócios de mulher'", diz Marcus Rizzo.
Filha de um empresário, Alessandra de Araújo, 39 anos, nunca enfrentou preconceito no mundo empresarial e carrega o gene empreendedor. Com 20% de participação na Fernandes Araújo, ela passou por algumas das melhores universidades do mundo para se qualificar.
Hoje, ela é diretora da empresa. "Meu pai sempre me apoiou. Inclusive a buscar experiências fora da própria empresa", conta.
Alessandra é mãe de gêmeos de três anos. E, para ela, dividir o tempo entre os filhos e o trabalho não é nada fácil. "Gerencio do jeito que posso. Em primeiro lugar vem a família, meus filhos", garante.
Mas explica que nem sempre consegue êxito total na empreitada. "A culpa acompanha a mulher, a mãe. Quando eu chego em casa e vejo meus filhos já dormindo no berço, meu peito aperta", desabafa.
Para Alessandra, há grandes diferenças entre o comando masculino e o feminino. "A mulher, normalmente, tem mais tato. Tem uma percepção diferente. Mas isso não quer dizer que seja sempre melhor ter chefe mulher. As condições são distintas".
Ela vê a liderança feminina como diferencial. Para Alessandra, a mulher tende a ser mais detalhista e tem percepção maior do funcionário como um todo. "Digo até que nós temos um sexto sentido. E sabemos nos colocar melhor", afirma a empresária.
Sem discriminação em setor onde domínio é dos homens.
Dentro do mercado da construção civil, a participação masculina sempre foi maior que a feminina. Elaine Cóndor, 35 anos, começou com o escritório de arquitetura Arte a Metro há 10 anos e, há dois, resolveu investir também em construção industrial e incorporação imobiliária. Apesar de ter a ajuda do marido, seu sócio, ela garante que é ela mesmo que fica na linha de frente.
Mesmo em um meio predominantemente masculino, ela não vê preconceito. "Não sinto nada disso. E acho que eu já me habituei", diz a empresária.
Ela conta que trabalhou sem problemas por muitos anos em obras onde era a única mulher. "Eu até sinto falta de ter outras mulheres trabalhando comigo, mas preconceito eu não sofro", explica Elaine, para quem a chegada de uma mulher à Presidência da República ajuda a quebrar os padrões.
Mas, apesar da dedicação ao trabalho, para ela a família vem em primeiro lugar. "Da hora em que chegamos em casa até a hora que nossos filhos vão dormir, somos pai e mãe".
Ela explica que, quando leva tarefas para casa, elas só são resolvidas após as 22h. "Mesmo que eu fique até as 5h trabalhando".
Elaine considera a capacidade de desenvolver várias atividades o melhor diferencial da mulher líder. Na entrevista, perto do fim do expediente, a mãe falou mais alto: "Hoje, é o baile de Carnaval da escola deles. E eu vou para lá".
Franquias sob liderança feminina faturam mais
Unidades têm receita até 32% maior, em média, do que as comandadas por homens
O Dia - RJ - 09/03
No mercado, as mulheres estão dando cada vez mais trabalho para os concorrentes. E, na liderança das empresas, elas também não dão moleza. No caso das franquias, hoje o sexo feminino já domina um terço das unidades no País. Além disso, as empresas franqueadas comandadas por mulheres têm faturamento 32% maior.
Os dados são de uma pesquisa da Rizzo Franchise, consultoria especializada em franquias. De acordo com o levantamento, nos últimos cinco anos, a participação feminina nesse modelo de negócio cresceu significativamente. Entre 8% e 10% ao ano.
De acordo com Marcus Rizzo, especialista em franquias, foram apontadas três razões para o grande sucesso das mulheres. A primeira é a dedicação maior. "A mulher se dedica mais ao negócio. Elas, em geral, são mais presentes que os homens. Elas abraçam a oportunidade com toda a força", diz Rizzo.
A segunda razão é a postura mais receptiva. "No treinamento, o homem chega com a mentalidade de 'eu já sei', enquanto a mulher vem com a de 'quero aprender'", explica o especialista
A terceira é a capacidade de liderança. "A rotatividade nas franquias de mulheres é bem menor. Isso indica que elas têm mais capacidade para desenvolver equipes de trabalho que os homens".
EMPRESÁRIA E MÃE
Muitas mulheres, além de lidar com os negócios, precisam enfrentar a jornada de mães e de esposas. Por isso, elas vêem as franquias como uma oportunidade de ficar mais perto de casa e da família, para terem sucesso e não se ausentarem dos deveres com os filhos.
E, de acordo com Marcus Rizzo, a participação maior de mulheres nas franquias é um movimento que não deve parar. Pelo contrário, a tendência é que o crescimento de até 10% ao ano faça com que os dois sexos ocupem postos de comando por igual em cerca de 10 anos. "É um caminho sem volta", afirma Rizzo.
Mãe e empresária. Como se dividir
Além da participação maior em suas empresas, as mulheres estão também variando os mercados. "Não é mais em um negócio específico, como o de saúde e de beleza ou de vestuário. Agora, elas vão para diferentes ramos, como postos de gasolina e oficinas mecânicas. Não existem mais 'negócios de mulher'", diz Marcus Rizzo.
Filha de um empresário, Alessandra de Araújo, 39 anos, nunca enfrentou preconceito no mundo empresarial e carrega o gene empreendedor. Com 20% de participação na Fernandes Araújo, ela passou por algumas das melhores universidades do mundo para se qualificar.
Hoje, ela é diretora da empresa. "Meu pai sempre me apoiou. Inclusive a buscar experiências fora da própria empresa", conta.
Alessandra é mãe de gêmeos de três anos. E, para ela, dividir o tempo entre os filhos e o trabalho não é nada fácil. "Gerencio do jeito que posso. Em primeiro lugar vem a família, meus filhos", garante.
Mas explica que nem sempre consegue êxito total na empreitada. "A culpa acompanha a mulher, a mãe. Quando eu chego em casa e vejo meus filhos já dormindo no berço, meu peito aperta", desabafa.
Para Alessandra, há grandes diferenças entre o comando masculino e o feminino. "A mulher, normalmente, tem mais tato. Tem uma percepção diferente. Mas isso não quer dizer que seja sempre melhor ter chefe mulher. As condições são distintas".
Ela vê a liderança feminina como diferencial. Para Alessandra, a mulher tende a ser mais detalhista e tem percepção maior do funcionário como um todo. "Digo até que nós temos um sexto sentido. E sabemos nos colocar melhor", afirma a empresária.
Sem discriminação em setor onde domínio é dos homens.
Dentro do mercado da construção civil, a participação masculina sempre foi maior que a feminina. Elaine Cóndor, 35 anos, começou com o escritório de arquitetura Arte a Metro há 10 anos e, há dois, resolveu investir também em construção industrial e incorporação imobiliária. Apesar de ter a ajuda do marido, seu sócio, ela garante que é ela mesmo que fica na linha de frente.
Mesmo em um meio predominantemente masculino, ela não vê preconceito. "Não sinto nada disso. E acho que eu já me habituei", diz a empresária.
Ela conta que trabalhou sem problemas por muitos anos em obras onde era a única mulher. "Eu até sinto falta de ter outras mulheres trabalhando comigo, mas preconceito eu não sofro", explica Elaine, para quem a chegada de uma mulher à Presidência da República ajuda a quebrar os padrões.
Mas, apesar da dedicação ao trabalho, para ela a família vem em primeiro lugar. "Da hora em que chegamos em casa até a hora que nossos filhos vão dormir, somos pai e mãe".
Ela explica que, quando leva tarefas para casa, elas só são resolvidas após as 22h. "Mesmo que eu fique até as 5h trabalhando".
Elaine considera a capacidade de desenvolver várias atividades o melhor diferencial da mulher líder. Na entrevista, perto do fim do expediente, a mãe falou mais alto: "Hoje, é o baile de Carnaval da escola deles. E eu vou para lá".
A influência da vírgula
Para descontrair um pouco, estou compartilhando uma mensagem que recebi de uma amiga e que achei muito interessante. Muitas vezes não percebemos o efeito que uma simples vírgula pode causar, conforme o local onde é colocada.
Sobre a Vírgula
Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!
Uma vírgula muda tudo.
Detalhes Adicionais:
COLOQUE UMA VÍRGULA NA SEGUINTE FRASE:
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.
* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...
Sobre a Vírgula
Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!
Uma vírgula muda tudo.
Detalhes Adicionais:
COLOQUE UMA VÍRGULA NA SEGUINTE FRASE:
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.
* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...
sexta-feira, 1 de abril de 2011
A importância do Geomarketing
No site da revista Exame tem um artigo muito interessante sobre o uso do Geoprocessamento nas empresas. O Kumon trabalha com essa tecnologia para analisar novos pontos de abertura de franquias.
Para saber mais acesse o link: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/geomarketing-o-que-voce-ganha-com-isso?page=1&slug_name=geomarketing-o-que-voce-ganha-com-isso.
Para saber mais acesse o link: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/geomarketing-o-que-voce-ganha-com-isso?page=1&slug_name=geomarketing-o-que-voce-ganha-com-isso.
domingo, 27 de março de 2011
Quer saber quanto custa um curso de idiomas?
Acesse os links abaixo e descubra quanto custa um curso de inglês em algumas cidades do Brasil.
http://www.mercadomineiro.com.br/idiomas-curso-pesquisa-precos.jsp
Rio de Janeiro
João Pessoa
Belo Horizonte
http://www.mercadomineiro.com.br/idiomas-curso-pesquisa-precos.jsp
Rio de Janeiro
terça-feira, 15 de março de 2011
Receita aperta cerco à sonegação
Esse artigo que o repórter Wagner Lopes publicou no jornal Tribuna do Norte, do Rio Grande do Norte, retrata muito bem o nível de fiscalização da Receita Federal do Brasil.
Transcrevo o artigo por julgar importante deixá-lo registrado neste blog.
Publicação: 13 de Março de 2011 às 00:00
http://tribunadonorte.com.br/noticia/receita-aperta-cerco-a-sonegacao/
"Novos instrumentos de controle, um sistema que permite a correção de falhas e uma quantidade cada vez maior de fontes de dados. É com esses “armamentos” que a Receita Federal promete apertar o cerco sobre contribuintes que pretendam sonegar o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), cujas declarações ano-base 2010 estão sendo entregues até 29 de abril.
O delegado da Receita Federal em Natal, Marco Aurélio Barbosa, acredita que as ações de combate à sonegação adotadas nos últimos anos já vêm dando resultados e aponta as novidades para 2011. “Este ano teremos pela primeira vez a entrega da Declaração de Serviços Médicos, a Dmed, por parte dos prestadores de serviços de saúde, como clínicas, hospitais, médicos e profissionais de saúde em geral”, explica.
A irregularidade caracterizada pela declaração de despesas médicas não efetuadas é uma das duas formas mais comuns de sonegação do IRPF. “A receita vai justamente efetuar o cruzamento das informações das Dmeds com as prestadas pelos contribuintes. Se houver divergência de dados, a declaração cairá na ‘malha fina’ e o contribuinte terá oportunidade de se autorregularizar. Se não o fizer, será intimado para apresentar a documentação.”
O outro motivo que comumente leva as declarações a serem retidas na “malha fina” é a omissão de rendimentos, ou seja, quando os contribuintes deixam de declarar os valores recebidos de fontes pagadoras, ou registram no documento valores menores que os reais. Essa irregularidade, porém, é facilmente identificada com o cruzamento de dados.
Já com relação às despesas médicas, o desencontro de informações entre a Dmed e a declaração de imposto não necessariamente representa que o contribuinte esteja errado. “Mas já será um indicativo”, lembra Marco Aurélio. As despesas médicas são utilizadas pelos sonegadores principalmente porque não preveem limite de dedução, ao contrário, por exemplo, das despesas com educação.
“Muitas vezes as pessoas tendem a abusar e a gente tem detectado o que chamamos de ‘recibos graciosos’, emitidos pelos profissionais mesmo sem os serviços terem sido prestados”, lamenta o delegado, lembrando que o assunto já foi, inclusive, alvo de uma operação específica da Receita Federal, intitulada “Jaleco Branco”.
As fraudes ao IRPF não se limitam à omissão de receitas, ou declaração de despesas médicas não realizadas. Há também, por exemplo, pessoas que deixam de declarar alugueis. Ou aquelas que não têm rendimento suficiente para justificar aquisição de imóveis.
Para todos os casos, o delegado garante que a Receita vem reforçando a fiscalização. “A cada ano os controles estão mais efetivos. Trabalhamos hoje com informações vindas de cartórios, do Detran, concessionários de veículos, com registro de aeronaves, embarcações, imóveis, movimentação bancária. E todos esses dados são cruzados.”
O representante da Receita Federal lembra que “algum tempo atrás” as declarações iam para a “malha fina” por amostragem. “Hoje em dia não. Todas são cruzadas, analisadas, e aquelas que apresentarem divergência ou inconsistências vão para a ‘malha fina’”, adverte. Ele diz que não há estimativa nem mesmo nacional de quanto é a sonegação do Imposto de Renda. “Há alguns chutes, mas a Receita não se pronuncia porque não há nenhum embasamento científico.” Ainda assim, acredita que, pelo menos no tocante aos contribuintes pessoa física, o problema vem diminuindo.
Há um Big Brother Fiscal no Brasil, diz IBPT
A análise de que a Receita Federal vem apertando o cerco sobre os sonegadores não parte apenas de membros do próprio órgão. Para o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), João Eloi Olenike, hoje já se implantou um verdadeiro “Big Brother Fiscal” no país e as brechas para a sonegação são cada vez menores.
“Se você compra um carro, a Receita fica sabendo. Se compra um imóvel, também. Se movimenta mais de R$ 5 mil no cartão de crédito, igualmente. Existe até mesmo uma fiscalização em cima de sinais aparentes de riqueza. Então a Receita avançou bastante e está muito bem nessa área de fiscalização”, elogia.
A evolução é fundamental para reduzir a sonegação no País. De acordo com uma estimativa divulgada em 2007 pelo IBPT, para cada R$ 1 que ingressava nos cofres públicos a título de impostos em geral, na época, R$ 3 eram sonegados. O levantamento ainda vem sendo atualizado, mas João Eloi acredita que a relação se tornou menos alarmante, devido aos novos mecanismos de controle.
Ainda assim o problema é grave. “O imposto sonegado é dinheiro que deixa de ser utilizado para investimentos e melhorias sociais”, enfatiza. Ele lembra que os governos também acabam incentivando, indiretamente, a sonegação, seja devido à alta carga tributária (“se fosse baixa todo mundo contribuiria”), ou pela baixa eficiência na aplicação dos recursos: “Muitos não se sentem estimulados a pagar os impostos, pois não veem o retorno deles para a sociedade.”
De qualquer maneira, o presidente do IBPT destaca o aprimoramento da Receita Federal, através de instrumentos como a nova Declaração de Serviços Médicos (Dmed), ou mesmo, em se tratando das empresas, com o advento das notas fiscais eletrônicas. “Tudo isso vem coibindo cada vez mais a sonegação”, resume.
Contribuinte pode evitar cair na malha fina
Em 2010, 5.700 das declarações entregues no Rio Grande do Norte foram parar na “malha fina” da Receita Federal. Nesses casos, os contribuintes podem ter de pagar multa e ser alvos de processos judiciais, se houver irregularidade; ou demorar mais a receber a restituição do imposto, mesmo que esteja tudo correto.
Há uma forma de evitar as dores de cabeça. “A Receita dispõe de um sistema no qual o contribuinte pode se autorregularizar, antes de ser intimado. Para isso, ele pode acessar a Internet e ver em que status se encontra a declaração. Com isso, ele pode corrigir algum erro cometido, efetuando a (declaração) retificadora”, explica Marco Aurélio.
O processamento da declaração pode ser acompanhado pelo site da receita (www.receita.fazenda.gov.br). Quem detectar a necessidade de fazer a correção de irregularidades ou inconsistências, deve gerar uma senha para acessar o extrato da declaração. Para isso, o contribuinte precisa do número do CPF e dos números dos recibos dos dois últimos exercícios.
O próprio sistema informa a existência de pendências na declaração, parte das quais podem ser corrigidas online. Porém a retificação precisa ser feita antes do contribuinte receber a notificação da Receita Federal, pois a partir desse momento há possibilidade de aplicação das multas. Quem demorar a fazer a autorregularização, mesmo que ainda não tenha sido notificado, terá de arcar com os juros e multa de mora pelo atraso no pagamento do imposto, já que o vencimento da primeira cota, ou cota única do IRPF, é dia 29 de abril.
No Rio Grande do Norte, o delegado da Receita estima que 20% dos contribuintes que cairiam na “malha fina” se autorregularizaram, antes de serem intimados. “Para o restante pode ocorrer também de estar tudo correto e, ao ser intimado, ele vai trazer a documentação necessária comprovando as despesas, ou as receitas pendentes de confirmação.”
Marco Aurélio afirma que a maioria dos casos nos quais não é feita a autorregularização apresentam mesmo irregularidades. Sendo assim, o contribuinte recebe um auto de infração e fica sujeito a multa de 75% do imposto devido. Se houver fraude, a multa é elevada a 150%. As informações também são enviadas ao Ministério Público Federal, que pode ingressar judicialmente contra o contribuinte. A pena por sonegação fiscal é de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.
Em relação às 5.700 declarações retidas na “malha fina” em 2010, aproximadamente mil notificações foram entregues em janeiro e fevereiro de 2011. Outras 2.500 devem ser entregues em março e abril e o envio continuará até meados de julho.
Apenas 4% já entregaram a declaração 2011
Este ano a estimativa da Receita Federal é receber 234 mil declarações de Imposto de Renda Pessoa Física, no Rio Grande do Norte, até o fim do prazo, em 29 de abril. Até a manhã de sexta-feira, dia 11, apenas 9.374 haviam sido entregues, o equivalente a 4% do total. O ritmo é lento, mas o sistema de recebimento vem funcionando normalmente.
Marco Aurélio Barbosa afirma que transtornos registrados devido a problemas nos computadores da Receita em São Paulo, no início do mês, já foram solucionados. “Atualmente não tem havido dificuldades, nem temos recebido queixas de lentidão, por isso não há um horário melhor para se enviar a declaração. O alerta é para sempre evitar os últimos dias, já que sempre congestiona.”
Em 2010 foram entregues 248 mil declarações no estado, relativas ao ano-base 2009. A redução no número previsto para este ano é atribuída ao reajuste no limite de isenção do Imposto de Renda. Nas declarações elaboradas ano passado, o limite de isenção era de R$ 17.215,08 e quem recebesse abaixo desse valor não tinha obrigação de declarar o IRPF. Agora em 2011 a quantia passou para R$ 22.487,25.
O acréscimo foi significativo, mas só foi adotado porque muitos contribuintes, mesmo ganhando acima do limite de isenção, só precisavam fazer uso do desconto simplificado de 20% para não pagar o tributo. Por isso a Receita decidiu simplificar o processo e agora quem está nessa situação é desobrigado de apresentar a declaração."
Transcrevo o artigo por julgar importante deixá-lo registrado neste blog.
Publicação: 13 de Março de 2011 às 00:00
http://tribunadonorte.com.br/noticia/receita-aperta-cerco-a-sonegacao/
"Novos instrumentos de controle, um sistema que permite a correção de falhas e uma quantidade cada vez maior de fontes de dados. É com esses “armamentos” que a Receita Federal promete apertar o cerco sobre contribuintes que pretendam sonegar o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), cujas declarações ano-base 2010 estão sendo entregues até 29 de abril.
O delegado da Receita Federal em Natal, Marco Aurélio Barbosa, acredita que as ações de combate à sonegação adotadas nos últimos anos já vêm dando resultados e aponta as novidades para 2011. “Este ano teremos pela primeira vez a entrega da Declaração de Serviços Médicos, a Dmed, por parte dos prestadores de serviços de saúde, como clínicas, hospitais, médicos e profissionais de saúde em geral”, explica.
A irregularidade caracterizada pela declaração de despesas médicas não efetuadas é uma das duas formas mais comuns de sonegação do IRPF. “A receita vai justamente efetuar o cruzamento das informações das Dmeds com as prestadas pelos contribuintes. Se houver divergência de dados, a declaração cairá na ‘malha fina’ e o contribuinte terá oportunidade de se autorregularizar. Se não o fizer, será intimado para apresentar a documentação.”
O outro motivo que comumente leva as declarações a serem retidas na “malha fina” é a omissão de rendimentos, ou seja, quando os contribuintes deixam de declarar os valores recebidos de fontes pagadoras, ou registram no documento valores menores que os reais. Essa irregularidade, porém, é facilmente identificada com o cruzamento de dados.
Já com relação às despesas médicas, o desencontro de informações entre a Dmed e a declaração de imposto não necessariamente representa que o contribuinte esteja errado. “Mas já será um indicativo”, lembra Marco Aurélio. As despesas médicas são utilizadas pelos sonegadores principalmente porque não preveem limite de dedução, ao contrário, por exemplo, das despesas com educação.
“Muitas vezes as pessoas tendem a abusar e a gente tem detectado o que chamamos de ‘recibos graciosos’, emitidos pelos profissionais mesmo sem os serviços terem sido prestados”, lamenta o delegado, lembrando que o assunto já foi, inclusive, alvo de uma operação específica da Receita Federal, intitulada “Jaleco Branco”.
As fraudes ao IRPF não se limitam à omissão de receitas, ou declaração de despesas médicas não realizadas. Há também, por exemplo, pessoas que deixam de declarar alugueis. Ou aquelas que não têm rendimento suficiente para justificar aquisição de imóveis.
Para todos os casos, o delegado garante que a Receita vem reforçando a fiscalização. “A cada ano os controles estão mais efetivos. Trabalhamos hoje com informações vindas de cartórios, do Detran, concessionários de veículos, com registro de aeronaves, embarcações, imóveis, movimentação bancária. E todos esses dados são cruzados.”
O representante da Receita Federal lembra que “algum tempo atrás” as declarações iam para a “malha fina” por amostragem. “Hoje em dia não. Todas são cruzadas, analisadas, e aquelas que apresentarem divergência ou inconsistências vão para a ‘malha fina’”, adverte. Ele diz que não há estimativa nem mesmo nacional de quanto é a sonegação do Imposto de Renda. “Há alguns chutes, mas a Receita não se pronuncia porque não há nenhum embasamento científico.” Ainda assim, acredita que, pelo menos no tocante aos contribuintes pessoa física, o problema vem diminuindo.
Há um Big Brother Fiscal no Brasil, diz IBPT
A análise de que a Receita Federal vem apertando o cerco sobre os sonegadores não parte apenas de membros do próprio órgão. Para o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), João Eloi Olenike, hoje já se implantou um verdadeiro “Big Brother Fiscal” no país e as brechas para a sonegação são cada vez menores.
“Se você compra um carro, a Receita fica sabendo. Se compra um imóvel, também. Se movimenta mais de R$ 5 mil no cartão de crédito, igualmente. Existe até mesmo uma fiscalização em cima de sinais aparentes de riqueza. Então a Receita avançou bastante e está muito bem nessa área de fiscalização”, elogia.
A evolução é fundamental para reduzir a sonegação no País. De acordo com uma estimativa divulgada em 2007 pelo IBPT, para cada R$ 1 que ingressava nos cofres públicos a título de impostos em geral, na época, R$ 3 eram sonegados. O levantamento ainda vem sendo atualizado, mas João Eloi acredita que a relação se tornou menos alarmante, devido aos novos mecanismos de controle.
Ainda assim o problema é grave. “O imposto sonegado é dinheiro que deixa de ser utilizado para investimentos e melhorias sociais”, enfatiza. Ele lembra que os governos também acabam incentivando, indiretamente, a sonegação, seja devido à alta carga tributária (“se fosse baixa todo mundo contribuiria”), ou pela baixa eficiência na aplicação dos recursos: “Muitos não se sentem estimulados a pagar os impostos, pois não veem o retorno deles para a sociedade.”
De qualquer maneira, o presidente do IBPT destaca o aprimoramento da Receita Federal, através de instrumentos como a nova Declaração de Serviços Médicos (Dmed), ou mesmo, em se tratando das empresas, com o advento das notas fiscais eletrônicas. “Tudo isso vem coibindo cada vez mais a sonegação”, resume.
Contribuinte pode evitar cair na malha fina
Em 2010, 5.700 das declarações entregues no Rio Grande do Norte foram parar na “malha fina” da Receita Federal. Nesses casos, os contribuintes podem ter de pagar multa e ser alvos de processos judiciais, se houver irregularidade; ou demorar mais a receber a restituição do imposto, mesmo que esteja tudo correto.
Há uma forma de evitar as dores de cabeça. “A Receita dispõe de um sistema no qual o contribuinte pode se autorregularizar, antes de ser intimado. Para isso, ele pode acessar a Internet e ver em que status se encontra a declaração. Com isso, ele pode corrigir algum erro cometido, efetuando a (declaração) retificadora”, explica Marco Aurélio.
O processamento da declaração pode ser acompanhado pelo site da receita (www.receita.fazenda.gov.br). Quem detectar a necessidade de fazer a correção de irregularidades ou inconsistências, deve gerar uma senha para acessar o extrato da declaração. Para isso, o contribuinte precisa do número do CPF e dos números dos recibos dos dois últimos exercícios.
O próprio sistema informa a existência de pendências na declaração, parte das quais podem ser corrigidas online. Porém a retificação precisa ser feita antes do contribuinte receber a notificação da Receita Federal, pois a partir desse momento há possibilidade de aplicação das multas. Quem demorar a fazer a autorregularização, mesmo que ainda não tenha sido notificado, terá de arcar com os juros e multa de mora pelo atraso no pagamento do imposto, já que o vencimento da primeira cota, ou cota única do IRPF, é dia 29 de abril.
No Rio Grande do Norte, o delegado da Receita estima que 20% dos contribuintes que cairiam na “malha fina” se autorregularizaram, antes de serem intimados. “Para o restante pode ocorrer também de estar tudo correto e, ao ser intimado, ele vai trazer a documentação necessária comprovando as despesas, ou as receitas pendentes de confirmação.”
Marco Aurélio afirma que a maioria dos casos nos quais não é feita a autorregularização apresentam mesmo irregularidades. Sendo assim, o contribuinte recebe um auto de infração e fica sujeito a multa de 75% do imposto devido. Se houver fraude, a multa é elevada a 150%. As informações também são enviadas ao Ministério Público Federal, que pode ingressar judicialmente contra o contribuinte. A pena por sonegação fiscal é de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.
Em relação às 5.700 declarações retidas na “malha fina” em 2010, aproximadamente mil notificações foram entregues em janeiro e fevereiro de 2011. Outras 2.500 devem ser entregues em março e abril e o envio continuará até meados de julho.
Apenas 4% já entregaram a declaração 2011
Este ano a estimativa da Receita Federal é receber 234 mil declarações de Imposto de Renda Pessoa Física, no Rio Grande do Norte, até o fim do prazo, em 29 de abril. Até a manhã de sexta-feira, dia 11, apenas 9.374 haviam sido entregues, o equivalente a 4% do total. O ritmo é lento, mas o sistema de recebimento vem funcionando normalmente.
Marco Aurélio Barbosa afirma que transtornos registrados devido a problemas nos computadores da Receita em São Paulo, no início do mês, já foram solucionados. “Atualmente não tem havido dificuldades, nem temos recebido queixas de lentidão, por isso não há um horário melhor para se enviar a declaração. O alerta é para sempre evitar os últimos dias, já que sempre congestiona.”
Em 2010 foram entregues 248 mil declarações no estado, relativas ao ano-base 2009. A redução no número previsto para este ano é atribuída ao reajuste no limite de isenção do Imposto de Renda. Nas declarações elaboradas ano passado, o limite de isenção era de R$ 17.215,08 e quem recebesse abaixo desse valor não tinha obrigação de declarar o IRPF. Agora em 2011 a quantia passou para R$ 22.487,25.
O acréscimo foi significativo, mas só foi adotado porque muitos contribuintes, mesmo ganhando acima do limite de isenção, só precisavam fazer uso do desconto simplificado de 20% para não pagar o tributo. Por isso a Receita decidiu simplificar o processo e agora quem está nessa situação é desobrigado de apresentar a declaração."
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Lendo a Folha de São Paulo de hoje, 10/01/2011, no caderno Mercado, descobri algumas informações bem interessantes sobre o Facebook, em uma matéria do jornalista Álvaro Fagundes, de Nova Iorque.
São elas:
1. O Brasil tem o 3º maior custo por clique dos anúncios no Facebook. Perde somente para Austrália (USD 1,64) e Rússia (USD 1,49). Cada clique no anúncio do Facebook do Brasil custa USD 1,27 ao anunciante.
2. O valor do clique é definido por um leilão do espaço para anunciar.
3. Em 2010 o número de pessoas cadastradas chegou a 8,8 milhões, representando um crescimento de 265% em relação a 2009.
4. As publicidades voltadas para o público feminino superam as voltadas para o público masculino.Nos Estados Unidos é o contrário.
5. O site está se expandindo no Brasil principalmente entre o público de classe média, com maior poder aquisitivo.
6. A Argentina tem mais usuários que o Brasil - 12,2 milhões. Nos Estados Unidos são 147 milhões de usuários.
São elas:
1. O Brasil tem o 3º maior custo por clique dos anúncios no Facebook. Perde somente para Austrália (USD 1,64) e Rússia (USD 1,49). Cada clique no anúncio do Facebook do Brasil custa USD 1,27 ao anunciante.
2. O valor do clique é definido por um leilão do espaço para anunciar.
3. Em 2010 o número de pessoas cadastradas chegou a 8,8 milhões, representando um crescimento de 265% em relação a 2009.
4. As publicidades voltadas para o público feminino superam as voltadas para o público masculino.Nos Estados Unidos é o contrário.
5. O site está se expandindo no Brasil principalmente entre o público de classe média, com maior poder aquisitivo.
6. A Argentina tem mais usuários que o Brasil - 12,2 milhões. Nos Estados Unidos são 147 milhões de usuários.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Relacionamento franqueado x franqueador
No site Guia do Franchising tem um artigo que roforça a importância do bom relacionamento entre franqueado e franqueador e para isso a importância de uma rigorosa seleção dos franqueados. Vale conferir o artigo escrito por Carlos Ruben Pinto. Clique no link: http://www.guiadofranchising.com.br/franquia/franquias/artigo/texto.php?id=443
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