quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Churrasco - Dicas de como assar um Prime Rib

Prime Rib é uma costela de primeira qualidade, cortada em "fatias" e ideal para assar em grelhas.
Quanto mais marmorizada, mais macia e saborosa.
Em Porto Alegre, recomendo comprar na Premium - Boutique de Carnes (https://www.facebook.com/PremiumBoutiqueDeCarnes/about/#), que fica na rua 24 de outubro, 111 - loja 30.
Neste tipo de carne, costumo usar sal fino e assar com fogo relativamente forte, feito com carvão.
O ideal é não virar muitas vezes a carne, por isso deixar assar por um bom tempo o primeiro lado e virar quando o lado virado para o fogo já estiver com a aparência de assado.
Considero que o "ponto" dessa carne é quando ela está rosada por dentro.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

RS foi o estado que mais cresceu em franchising

Transcrevo abaixo notícia do CDL POA.
Esse resultado vem do empreendedorismo do empresariado gaúcho, aliado aos trabalhos da ABF Regional Sul.
É muito bom que o Rio Grande do Sul tenha acordado para o Franchising, pois isso movimentará muito a economia do nosso estado.

http://www.cdlpoa.com.br/PORTAL/noticias/artigo.aspx?NumArtigo=6996

Quinta-feira 4/4/2013


Rio Grande do Sul foi o que mais cresceu em franchising

Os gaúchos são os empreendedores que mais investem em novas franquias no País.

O crescimento das unidades franqueadas no Estado, em 2012, foi mais que o dobro do índice do Brasil, totalizando cerca de 5.400 unidades existentes. Neste passo, a Capital gaúcha concentra em torno de 37% das lojas e quiosques de franquias do Rio Grande do Sul. O destaque é do segmento de esporte, saúde, beleza e lazer, que concentra 42% das unidades no Estado e um faturamento de 70% a mais em relação a 2011.

Comparando com o desempenho dos outros estados, o RS foi o que mais cresceu em número de unidades franqueadas (29,8%), seguido de SC (28,3%), SP (17%) e MG (13,7%). Para o vice-presidente da ABF e presidente da CDL Porto Alegre, Gustavo Schifino, que esteve à frente da regional Sul em 2012, o crescimento foi fruto de um trabalho de capacitação e motivação ao empreendedorismo. “A ABF - Sul trouxe ainda informações consistentes sobre o franchising, minimizando assim os riscos dos negócios. O Rio Grande do Sul acordou para o franchising”, destaca Schifino.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising, somente no Rio Grande do Sul o desempenho do setor em faturamento totalizou R$ 2 bilhões. Os segmentos mais representativos dentre o faturamento do ano são os de móveis, decorações e presentes, além de acessórios pessoais e calçados. Os R$ 2 bilhões de faturamento correspondem a 19,4% de aumento nominal comparado com 2011.

Serviço:
ABF Regional Sul
Situada junto à sede da CDL Porto Alegre- Rua Senhor dos Passos, nº 235.
Interessados em associar-se podem entrar em contato através do email abf.rs@cdlpoa.com.br ou pelo telefone 3017-8022.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Novos Shopping Centers estarão no interior

Segundo a reportagem abaixo, das 48 inaugurações de novos shoppings previstas para 2013, 34 estão fora das capitais e 16 em cidades que estão recebendo esse tipo de empreendimento pela primeira vez.
Como muitos modelos de negócios estão mais adaptados a shopping do que a loja de rua, será uma boa oportunidade de expansão para o interior do país.
Leia mais em: http://www.informabrasil.com.br/preview_news_integra.php?materia=1541033&identd=1039&idusri=6382

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Aumenta a procura por Microfranquias.

Por ter um valor de investimento relativamente baixo, a procura por microfranquias vem aumentando a cada ano e os pequenos empresários já estão analisando a viabilidade de se tornar franqueador e aumentar a distribuição de seus produtos, através de uma rede de microfranquias.
Confira a reportagem no link: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI334948-17180,00.html

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Receita Federal autoriza a instalação de "free shop" fora da área de desembarque em aeroportos

Para facilitar o passageiro e motivada pelos eventos mundiais que se aproximam, a RF está autorizando que os aeroportos instalem "free shops" em áreas externas ao desembarque. As regras para comprar continuam as mesmas.
Será que agora poderemos circular pela loja quando não estivermos em viagem internacional?
Mais detalhes no link abaixo.
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/receita-autoriza-free-shops-fora-das-areas-de-desembarque

Os mais ricos do mundo - Dez/2012

"TERRA 01/01/2013 03h00
http://www.correiodoestado.com.br/noticias/ano-termina-com-um-brasileiro-na-lista-dos-mais-ricos-eike-n_170472/

Ano termina com um brasileiro na lista dos mais ricos; Eike não entra


Apenas um brasileiro está na lista das 40 pessoas mais ricas do mundo, compilada pela Bloomberg, uma das principais agências de notícias voltadas para o mercado financeiro. Com fortuna estimada em US$ 18,8 bilhões, Jorge Lemann ocupa a 36ª posição. Um dos donos da ABInbev - a maior cervejaria do mundo -, Lemann ultrapassou Eike Batista, que, em março, foi considerado a 7ª pessoa mais rica do mundo pela Forbes e configurava como o 73º maior bilionário na segunda quinzena deste mês.



A relação dos mais ricos mantém o posto do magnata mexicano Carlos Slim (fortuna de US$ 74,7 bilhões). Em seguida, o fundador da Microsoft, Bill Gates, fica com a segunda colocação - US$ 62,7 bilhões. O espanhol Amancio Ortega, proprietário indústrias têxteis de marcas como a Zara, está no terceiro lugar.



Para fazer os cálculos, a Bloomberg considera as participações em empresas de capital aberto usando, para isso, o preço de fechamento mais recente das ações. Quando a propriedade dos ativos privados não pode ser verificada, a agência não os inclui nos cálculos.



Confira os mais ricos do mundo

1º Carlos Slim (magnata das telecomunicações) - US$ 74,7 bilhões

2º Bill Gates (fundador da Microsoft) - US$ 62,7 bilhões

3º Amancio Ortega (detém a Inditex) - US$ 57 bilhões

4º Warren Buffet (magnata de empresas no setor de seguros, energia, serviços, entre outros) - US$ 47,5 bilhões

5º Ingvar Kamprad (controla a IKEA) - US$ 42,2 bilhões

6º Charles Koch e David Koch (proprietários da Koch Industries) - US$ 40,3 bilhões

7º Larry Ellison (acionista da Oracle) - US$ 38,8 bilhões

8º Bernard Arnault (acionista de LVMH e Carrefour) - US$ 28,6 bilhões

9º Christy Walton (viúva de John Walton, filho do fundador do Walmart) - US$ 28,1 bilhões

10º Li Ka-Shing (controla a Hutchison Whampoa) - US$ 28 bilhões

11º Alwaleed bin Talal (detém a Kingdom Holding) - US$ 26,9 bilhões

12º Liliane Bettencourt (acionista da L'Oréal) - US$ 26,7 bilhões

13º Jim Walton e Rob Walton (filhos do fundador do Walmart) - US$ 26 bilhões

14º Alice Walton (filha do fundador do WalMart) - US$ 25,6 bilhões

15º Stefan Persson (acionista Hennes & Mauritz) - US$ 24,4 bilhões

36º Jorge Lemann (AB Inbev) - US$ 18,8 bilhões"





quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Franquias Brasileiras no Exterior

As redes de franquia brasileiras estão buscando o mercado internacional. Confiram a reportagem no link: http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/noticias/2012/12/18/Franquias-nacionais-crescem-no-exterior.html
A Chilli Beans inaugurou uma nova loja própria em Hollywood, cerca de 1 mês atrás, no centro comercial atrás do Kodak Theatre, com uma fachada e design muito bonito e descolado.
É o Brasil marcando presença nos grandes mercados mundiais.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Valor do aluguel nas lojas de aeroportos no Brasil

Na semana passada estava na sala de embarque do aeroporto de Curitiba, tomando um café, quando um estrangeiro, falando português com sotaque de americano, pediu à atendente 2 pães de queijo. Na sequência, ele perguntou o preço e quando conseguiu entender que a unidade custava R$ 4,20, fez uma cara de espanto, agradeceu e disse que era muito caro. Nesse momento o espanto foi da atendente, pois não imaginava que um estrangeiro acharia caro R$ 4,20 por um pão de queijo.
Considerando que por USD 3,99 (R$ 8,00) toma-se um café da manhã em um bufet livre com mais de 40 opções, na região turística de Orlando/FL, nos USA, um pão de queijo por R$ 4,20 é um absurdo.
Mas é simples saber o motivo desse preço. O aluguel de um espaço de 120 metros quadrados, no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, está em R$ 100.000,00 por mês. No Galeão, um espaço de menos de 30 metros quadrados custa R$ 28.000,00 por mês. Alguém tem que pagar caro para que o comerciante possa honrar com esses preços abusivos impostos pela nossa INFRAERO.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Quanto custa uma franquia de lojas de roupas??

O setor de franquias está em franca expansão no Brasil. A maioria das lojas em shopping centers é franquia, que vai desde alimentação, passando por vestuário e chegando até a pequenos serviços e quiosques.
No link abaixo você poderá ter uma idéia do custo de várias franquias de lojas de roupas.
http://www.infomoney.com.br/negocios/franquias/noticia/2622978/veja-quanto-custam-franquias-roupa-como-hering-store-officer

terça-feira, 17 de abril de 2012

Liderança Positiva

Mais um excelente artigo na Revista BSP de março/2012.
"Grande parte dos modelos e conceitos tradicionais sobre liderança é baseada na experiência pessoal de pessoas que tiveram sucesso, ou são baseados em fórmulas inspiradoras do que deve ser feito. O modelo de liderança positiva vai além. A liderança positiva mostra que para obter resultados excepcionais os líderes devem aprender a criar um ambiente extremamente positivo no trabalho. Devem aproveitar os pontos fortes de cada um, em vez de concentrar-se sobre os pontos fracos. Lideres devem aprender a elogiar e promover emoções positivas. É difícil para qualquer pessoa manter-se motivado sem reconhecimento, sem feedback positivo. Infelizmente, parece que feedback está virando sinônimo de crítica."

Clique no link e leia o artigo completo.
http://www.revistabsp.com.br/edicao-marco-2012/2012/03/28/lideranca-positiva/

Boa leitura e aguardo os comentários!

Olhar a árvore e a floresta

A Revista BSP de março de 2012 está excelente. Deixo o link para o artigo "Entre o foco e a periferia: a técnica do zoom", que achei excelente e muito oportuno. Não deixem de ler.
http://www.revistabsp.com.br/edicao-marco-2012/2012/03/28/entre-o-foco-e-a-periferia-a-tecnica-do-zoom/
Quem desejar comentar, use o espaço desse blog.
Boa leitura!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Cuidar da marca da empresa é fundamental !

Hoje li um artigo muito interessante com o título " Os 7 Pecados Visuais", escrito pelos diretores de uma empresa de design e comunicação visual. Compartilho o link: http://www.datamaker.blogspot.com.br/2011/06/os-7-pecados-visuais.html

Boa leitura!!!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Até os 8 anos, só o elogio funciona!

A revista Veja desta semana, data de capa 1º/fev/2012, mostra o resultado de um estudo sobre a influência do elogio e da repreensão no cérebro. Até os 8 anos de idade, somente os elogios têm influência. Vale ler a reportagem inteira no link: http://www.desenvolvimentoeducacional.com.br/2012/01/ate-os-8-so-elogio-ok.html.
Boa leitura a todos!
Aguardo os comentários...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Franquias - O franqueado Ideal

A consultora Ana Vechi postou um excelente artigo no site da ABF com o título "Quem é o franqueado ideal para sua rede", onde ela fala sobre a evolução na busca e desenvolvimento do franqueado. Vale a pena ler e por isso deixo o link: http://www.portaldofranchising.com.br/site/content/interna/index.asp?codA=15&codAf=23&codC=2&origem=artigos
Aos colegas da área de franquias, certamente será uma leitura que agregará valor.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Programa 1.000 mulheres - FGV e IE Business School

A FGV em parceria com a IE Business School, escola espanhola de gestão, está lançando o programa 1.000 mulheres, com o objetivo de treinar mulheres empreendedoras que tenham negócios próprios.
Mais informações estão no site da FGV, no link:

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

domingo, 30 de outubro de 2011

Consultor de Campo em uma rede de franquias

Arlan Roque escreveu um artigo muito interessante sobre a função do Consultor de Campo em uma rede de franquias. Clique no link abaixo e confira.

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/franquias-consultor-de-campo-quem-e-este-profissional/59408

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Não é fácil viajar de avião...

"Brasil lidera alta da aviação doméstica" (Folha de São Paulo, página B1 - 29/07/2011).
A receita da aviação doméstica brasileira cresceu 19%, em relação ao mesmo período de 2010. A média mundial, para esse mesmo período, foi de 4%. Superamos a Índia(17,7%) e a China(7,8%).
Esse crescimento vem do fato das classes C e D estarem aumentando o seu poder de compra e as passagens aéreas terem ficado mais baratas.

"Os assentos oferecidos pelas companhias aéreas em rotas nacionais, de acordo com a IATA, cresceram em ritmo menor que a receita com passageiros: 11%"
Como os assentos não crescem na mesma proporção do número de passageiros, temos cada vez mais voos lotados e assentos sendo vendidos pela tarifa cheia. Assim, nos horários mais nobres, uma passagem que normalmente é vendida de 100 a 200 reais, pode chegar à 1200 reais.
Além disso, os principais aeroportos estão saturados. Congonhas, sexta-feira, parece a 25 de março em véspera de Natal.

Em Porto Alegre, para desafogar o novo aeroporto, reativaram o terminal antigo, onde colocaram as companhias Azul e Webjet, mas as condições são muito precárias, sem caixas eletrônicos, poucos banheiros, divisórias de Eucatex, instaladas com aparência de provisórias.

Outro grande sinal da deficiência dos nossos aeroportos é a demora de mais de 1h para chegar a mala na esteira. Isso faz com que as pessoas queiram levar tudo dentro do aeronave, atrasando o embarque e lotando o bagageiro do avião.
Mas a INFRAERO e as companhias aéreas já estão "resolvendo" essa situação. A solução está descrita na página C4 da folha de São Paulo (29/07/2011) - " Empresas farão blitze em bagagem de mão".
O limite estabelecido para as "bagagens de mão" é de 5 kg e com 115cm (largura+comprimento+profundidade). A INFRAERO comprará "gabaritos" para colocar junto aos aparelhos de Raio X na entrada do embarque. As malas que não couberem no gabarito terão que ser despachadas.

Fico indignado porque não ví escrito em lugar algum que a INFRAERO contratará mais pessoas ou vai melhorar o setor de bagagens, para que os passageiros não fiquem tanto tempo aguardando na esteira. O voo de Porto Alegre para São Paulo dura 1h20min, não cabe ficar na esteira aguardando a mala mais de 1h.

Lamentavelmente o nosso poder público não tem competência para resolver os seus problemas. Os principais aeroportos serão privatizados, na tentativa que a iniciativa privada consigar melhorar a situação atual até a Copa do Mundo.

E quem continua sofrendo é o passageiro, que paga a passagem e a taxa de embarque.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A importância de ter um bom começo na educação das crianças!

O professor Arthur Reynolds divulgou o resultado de suas pesquisas sobre a influência do estudo pré-escolar na vida adulta. Faz até uma análise do retorno do investimento público em programas para pré-escolares. Muito interessante! Deixo o link para mais detalhes.
http://www.sciencedaily.com/releases/2011/02/110204091258.htm

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Como uma pequena empresa vai a falência

Porque uma empresa vai a falência?


Imagine a seguinte situação: Alberto é dono de uma padaria bem localizada numa grande cidade. Seus produtos são de ótima qualidade, o ambiente é limpo e organizado, seus preços não são muito altos e os clientes estão sempre satisfeitos. Alberto, por ser o único dono do negócio, nunca se preocupou em separar muito bem suas contas pessoais das da empresa.

Frequentemente, Alberto paga fornecedores com seu próprio dinheiro ou retira capital do caixa para pagar uma conta pessoal. Seu padrão de vida é bom e ele sempre consegue manter uma reserva de capital de giro na “conta” da empresa. Seu negócio mantém o mesmo faturamento há 12 meses e ele não vê muitos motivos para mudar seus hábitos.

No caso relatado, mesmo parecendo estar tudo bem com Alberto e seu negócio, basta um concorrente à altura abrir as portas na mesma região, os preços dos insumos aumentarem ou a família de Alberto assumir uma nova dívida que ambos serão afetados, Alberto e seu negócio.

Um dos maiores motivos que levam pequenas empresas à falência é a má administração do fluxo de caixa da empresa. E um empresário que não consegue controlar com eficiência o seu próprio fluxo de caixa, certamente também não o fará na sua empresa. Os erros mais comuns e mais graves ao administrar o fluxo de caixa de uma empresa são:

Erro 1: Misturar contas pessoais com as da empresa. Os sócios devem definir um valor mensal para retirar da empresa. E para saber quanto realmente precisam para manter seus padrões de vida, precisam ter suas próprias finanças sob controle. Além disso, precisam ter disciplina, para não reajustar seus salários cada vez que o negócio dá um salto no faturamento. O reajuste deve ser planejado anualmente e deve levar em conta os objetivos da empresa.

Erro 2: Gastos desnecessários. Ao iniciar um negócio, são listados todos os investimentos necessários para estabelecer a empresa e é estimado o tempo de retorno deste investimento. Infelizmente, quando a empresa já está funcionando, novos investimentos normalmente não seguem o mesmo cuidado. O ideal é que cada aquisição da empresa venha a diminuir as despesas ou aumentar as receitas; e o novo retorno do investimento deve ser calculado.

Erro 3: Pouco controle do fluxo de caixa. Todas as contas devem ser registradas em algum lugar, seja uma simples planilha eletrônica ou um poderoso software de gestão. Tanto as contas à pagar quanto as à receber. O mesmo vale para o patrimônio e os investimentos da empresa, quando existentes. E este fluxo de caixa, considerando receitas e despesas, deve ser analisado mensalmente, de preferência em contraste com as metas do período.

Erro 4: Muito foco nas despesas. Quando você foca seus esforços em reduzir as despesas, você tem um limite: pode reduzi-las a zero (ou o mais próximo possível disso). Já quando você foca seus esforços em aumentar suas receitas, você não tem limite algum. Esse é pensamento que o empreendedor tem que ter em mente ao controlar o fluxo de caixa da empresa. Controlar fluxo de caixa não é cortar despesas, mas sim conhecê-las bem para pode estabelecer boas metas para as receitas.

Mesmo contratando um profissional para cuidar das contas da empresa, é fundamental para a saúde do negócio o sócio ter boa educação financeira. Sócios sem educação financeira adequada e que não conseguem controlar seu próprio fluxo de caixa familiar um dia acabam precisando retirar da empresa mais dinheiro do que o previsto.

Quanto menos o empreendedor retirar da empresa, mais ele poderá reinvestir no negócio, fazendo-o crescer ainda mais. E isso é ainda mais importante durante o primeiro ano da empresa. Além disso, quanto mais tranquilo e organizado for o fluxo de caixa do próprio empreendedor, mais ele poderá focar no negócio, com menos preocupações e administrando uma empresa financeiramente saudável. Conclui-se que educação financeira é fundamental para empreendedores de sucesso.

Fonte: Newsletter Educação Financeira Básica

terça-feira, 7 de junho de 2011

Como se preparar e viver bem na aposentadoria

Os seis estados da aposentadoria ativa


Armelino Girardi

O que denomino como segundo tempo da vida pode ser a mais bela estação da vida, pois é o coroamento das etapas anteriores. Ela apresenta a colheita de tudo o que se aprendeu e viveu; de tudo o que se sofreu e se superou. Portanto, não é uma etapa da vida a ser temida e muito menos uma fase a ser desprezada. É um período de rupturas, de descobertas e de valorização da vida fértil que existe em cada um.

Para isso, o aposentado precisa conscientizar-se de que a vida não termina com a aposentadoria, sendo necessário adotar atitudes inovadoras e criativas, de forma a encarar esse período como uma rica e promissora travessia de uma etapa para outra da vida, e não como o fim do caminho.

Um dos participantes dos vários cursos que conduzi em um grande banco estatal me perguntou sobre o que seria uma aposentadoria ativa, no comparativo com a história da águia que, ao chegar aos 40 anos, arranca seu bico, suas unhas e velhas penas. Foi numa sexta feira, e justamente naquele dia, meu voo de retorno a Curitiba atrasou. O tempo de espera me inspirou a formular as dicas que passo a seguir, que representam os seis os “estados” que considero necessários para se chegar à aposentadoria ativa, fruto de minha experiência pessoal:

1. Estado do Sonho – É preciso buscar nos sonhos a possibilidade de inventar seu futuro. Se você não sonhar, vai acabar realizando sonhos dos outros. Se você não tiver um projeto de vida pessoal, fatalmente vai acabar cumprindo projetos de outros e virar um “já que”. E é por isso que defino como “desaposentados” os aposentados que continuam sonhando, que transformam os sonhos em projetos e os projetos em vida;

2. Estado de Ruptura – Para fazer a transição para um mundo mais humano, há que haver uma ruptura com o mundo e o sistema que aí está e que fez parte intrínseca dos seus interesses durante a vida profissional. É preciso romper com o antigo para dar espaço ao novo. Despir-se de paradigmas, preconceitos, dogmas, valores, hábitos. Esvaziar seus vasos mental e físico das pequenas coisas e preenchê-los com novos sonhos, vontade de fazer alguma coisa para a sua vida e para a vida dos que estão a sua volta;

3. Estado de Redescoberta – A prática nos mostra que as pessoas, em geral, não se conhecem como deveriam. Tanto a educação formal como os treinamentos in company se atêm ao conhecimento profissional, relegando o autoconhecimento a um segundo plano. Ao se aposentar é preciso descobrir e despertar o seu verdadeiro potencial, com ênfase nas habilidades interpessoais, fundamentais na nova fase de vida (...) acordar a ‘águia’ que existe dentro de nós, ousar novos voos, inventar novos caminhos e tirar de dentro de nós mesmos, de nossos sonhos e ideais as razões para lutar, criar e viver”, conforme ensina Leonardo Boff;

4. Estado da Reaprendizagem – “O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo pela vida e desiste de aprender” (Balzac). A aprendizagem na fase da aposentadoria deve ser algo bem abrangente, pois há muito que se aprender. O foco deve ser a redescoberta de seu mundo interior, seus sonhos, talentos e novas ocupações. Portanto, assim como você se preparou para o trabalho, precisa, ao se aposentar, preparar-se para novos hábitos de vida;

5. Estado da ação – Este é o estado do empreendedorismo, da busca por novas atividades. Ocupar-se é a palavra chave. Os desafios a que nos propomos devem conter exigências que pareçam ir além de nossas forças. Só dessa forma poderemos descobrir nosso poder e conhecer nossas energias escondidas. A longevidade é diretamente proporcional à sociabilidade e ao sentido de utilidade;

6. Estado da Ressignificação – É o estado da transição do mundo corporativo para um universo personalizado e empreendedor, além de mais humano e solidário. Ninguém pode dar-se por realizado se passar pelo mundo sem deixar suas marcas. Além de dar um novo sentido à sua vida ou um sentido mais amplo, você deverá ressignificar os limites e as perdas que vêm com a idade. Isso faz toda a diferença.

Aguarde para os próximos artigos um detalhamento de cada um dos estados de transição para uma aposentadoria ativa.

Como os pais podem ajudar na aprendizagem dos filhos

Na revista veja de 16/fev/2011, o economista Gustavo Ioschpe escreveu uma excelente reportagem sobre a influência da família no desenvolvimento acadêmico das crianças.

Quem trabalha com educação e/ou tem filhos, vale a pena cliclar no link e ler.

http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/como-os-pais-podem-ajudar-na-aprendizagem-dos-filhos

Boa leitura!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Agora é definitivo: a população do Brasil é de 190.755.799!

Segue matéria do site do IBGE

"Primeiros resultados definitivos do Censo 2010: população do Brasil é de 190.755.799 pessoas


O Brasil tem 190.755.799 habitantes. É o que constata a Sinopse do Censo Demográfico 2010, que contém os primeiros resultados definitivos do XII Recenseamento Geral do Brasil. A publicação oferece uma série de informações, desde o primeiro Censo, realizado em 1872, sobre a evolução demográfica do País, dados populacionais por sexo e grupos de idade, média de moradores em domicílios particulares ocupados e número de domicílios recenseados, segundo a espécie (ocupados, vagos, fechados, uso ocasional, coletivos) e situação urbana e rural. A publicação impressa é acompanhada por um CD-ROM onde as informações estão em níveis geográficos mais detalhados: Unidades da Federação, municípios, distritos e Regiões Metropolitanas. Também contém 21 tabelas com alguns resultados preliminares do Conjunto Universo do Censo 2010 para as Grandes Regiões e Unidades da Federação, com a população por cor ou raça, pessoas responsáveis pelos domicílios particulares, cônjuges das pessoas responsáveis pelos domicílios particulares, existência de compartilhamento da responsabilidade pelo domicílio, pessoas com registro de nascimento em cartório, alfabetização, rendimento domiciliar, mortalidade e algumas características dos domicílios particulares permanentes.

Nos próximos meses, o IBGE divulgará novos dados do Censo de 2010 sobre a estrutura territorial do País, a malha dos setores censitários e novas informações sociais, econômicas, demográficas e domiciliares referentes aos dados do universo, conforme pode ser conferido no calendário de divulgações: www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/calendario.shtm

A publicação completa pode ser acessada na página www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/default_sinopse.shtm O hotsite www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse disponibiliza tabelas e gráficos variados até o nível de município. Por fim, no link www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/webservice há uma ferramenta de consulta dos resultados que pode ser implementada em qualquer site.

Censo visitou 67,5 milhões de domicílios em 5.565 municípios

O Censo Demográfico é a mais complexa operação estatística realizada por um país, sobretudo quando ele tem dimensões continentais como o Brasil, com 8.515.692,27 km², distribuídos em um território heterogêneo, muitas vezes de difícil acesso, composto por 27 Unidades da Federação e 5.565 municípios. Trabalharam nessa operação 230 mil pessoas, sendo 191 mil recenseadores. Foram investidos R$ 1,2 bilhão durante o ano de 2010, o equivalente a quatro dólares por habitante.

Os recenseadores visitaram 67,5 milhões de domicílios no período de 1º de agosto a 31 de outubro de 2010 e ao menos um morador forneceu informações sobre todos os moradores de cada residência. Os primeiros resultados sobre a população dos municípios foram divulgados no Diário Oficial da União de 4 de novembro de 2010, e as prefeituras tiveram 20 dias para apresentar suas avaliações sobre os números divulgados. O IBGE realizou nesse mesmo período um trabalho de supervisão e controle de qualidade de todo material coletado, em conjunto com as Comissões Censitárias Estaduais (CCE) e as Comissões Municipais de Geografia e Estatística (CMGE), que funcionaram como um canal de comunicação entre o IBGE e a sociedade e participaram de todo o processo de realização do Censo.

Em 29 de novembro de 2010, o IBGE divulgou as populações dos municípios, que indicavam uma população de 190.732.694, 23.105 pessoas a menos que o resultado definitivo agora divulgado. Isso ocorre porque esses resultados eram provenientes de um banco de dados resumo e receberam um tratamento de validação para verificar eventuais omissões e duplicidades na transmissão das informações. Além disso, municípios com áreas indígenas como, por exemplo, São Gabriel da Cachoeira (AM) e Boca do Acre (AM), de difícil acesso e onde a transmissão dos dados é mais complexa, registraram acréscimo de população depois do fim da coleta.

Para alcançar os melhores padrões de qualidade no Censo 2010, o IBGE introduziu várias inovações gerenciais, metodológicas e tecnológicas, com destaque para a atualização da base territorial digital, a adoção do computador de mão equipado com GPS para a coleta dos dados, e a internet como alternativa para preenchimento do questionário. As inovações tecnológicas usadas no Censo 2010, o primeiro no mundo a ser feito de forma totalmente digital, levaram o IBGE a ser um dos dez premiados, em fevereiro de 2011, pela Unesco e a Netexplorateur, ONG francesa pelo desenvolvimento da sociedade digital.


899 mil domicílios tiveram sua população estimada em 2010

Do total dos 67,5 milhões de domicílios recenseados, foram realizadas entrevistas em 56,5 milhões de domicílios (83,7%). Foram classificados como fechados 899 mil domicílios (1,3%), nos quais não foi possível realizar as entrevistas, mas havia evidências de que existiam moradores. Nesses casos, após terminar a coleta e as supervisões de campo, o IBGE utilizou uma metodologia para estimar o número de pessoas residentes nos domicílios fechados. Esta prática é adotada por vários Institutos Oficiais de Estatística de países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, México e Reino Unido, e já havia sido utilizada na Contagem da População 2007 realizada pelo IBGE.

A metodologia para estimar o número de pessoas residentes nos domicílios fechados consiste em atribuir a cada domicílio fechado o número de moradores de outro domicílio, que havia sido inicialmente considerado fechado e depois foi recenseado. A escolha é aleatória, levando em conta a Unidade da Federação, o tamanho da população do município e a situação urbana ou rural. A população total estimada no Censo 2010 por esse procedimento é de 2.795.533 pessoas.

Ao se realizar comparações dos dados populacionais de 2010 com os anos anteriores, será necessário observar que no Censo 2010, pela primeira vez, foi utilizada a estimação dos moradores de domicílios fechados.

O Censo Demográfico 2010 também encontrou 6,1 milhões (9,0%) de domicílios vagos, ou seja, domicílios que não tinham morador na data de referência (noite de 31 de julho para 1º de agosto de 2010), mesmo que, posteriormente, tivessem sido ocupados. Prédios construídos mas não habitados, casas colocadas à venda ou para aluguel são exemplos de domicílios vagos.

Os domicílios de uso ocasional, que somaram 3,9 milhões (5,8%), são aqueles que servem ocasionalmente de moradia, usados para descanso de fins de semana, férias ou outra finalidade.

Já o número de domicílios coletivos (hotéis, pensões, presídios, quartéis, postos militares, asilos, orfanatos, conventos, alojamento de trabalhadores etc.) foi de 110 mil (0,1%).

Em 2000, do total de 54,3 milhões de domicílios, 45 milhões eram ocupados, 528 mil fechados, 6 milhões vagos e 2,7 milhões de uso ocasional.

População brasileira cresce quase 20 vezes desde 1872

A população do Brasil alcançou a marca de 190.755.799 habitantes na data de referência do Censo Demográfico 2010 (noite de 31 de julho para 1º de agosto de 2010). A série de censos brasileiros mostra que a população experimentou sucessivos aumentos em seu contingente, tendo crescido quase vinte vezes desde o primeiro recenseamento realizado no Brasil, em 1872, quando tinha 9.930.478 habitantes.

Até a década de 1940, predominavam altos níveis de fecundidade e mortalidade no País. Com a diminuição desta última em meados dos anos 1940 e a manutenção dos altos níveis de fecundidade, o ritmo do crescimento populacional brasileiro evoluiu para quase 3,0% ao ano na década de 1950. No começo dos anos 60, os níveis de fecundidade começaram lentamente a declinar, queda que se acentuou na década seguinte. Esse fato fez com que as taxas médias geométricas de crescimento anual da população subsequentes também caíssem. Em comparação com o Censo 2000, a população do Brasil apresentou um crescimento relativo de 12,3%, o que resulta em um crescimento médio geométrico anual de 1,17%, a menor taxa observada na série em análise:

Regiões Norte e Centro-Oeste apresentam maior crescimento populacional

Entre 2000 e 2010, o crescimento populacional não se deu de maneira uniforme entre as Grandes Regiões e Unidades da Federação. As maiores taxas médias geométricas de crescimento anual foram observadas nas regiões Norte (2,09%) e Centro-Oeste (1,91%), onde a componente migratória e a maior fecundidade contribuiram para o crescimento diferencial. As dez Unidades da Federação que mais aumentaram suas populações em termos relativos se encontram nessas duas regiões, com destaque para Amapá e Roraima, que apresentaram um crescimento médio anual de 3,45% e 3,34%, respectivamente. As regiões Nordeste (1,07%) e Sudeste (1,05%) apresentaram um crescimento populacional semelhante. A região Sul (0,87%), que desde o Censo de 1970 vinha apresentando crescimento anual de cerca de 1,4%, foi a que menos cresceu, influenciada pelas baixas taxas observadas no Rio Grande do Sul (0,49%) e no Paraná (0,89%).

Por deter o maior contingente populacional, o Sudeste foi responsável pela maior parcela do incremento populacional em termos absolutos, tendo absorvido 37,9% do crescimento total do País entre os dois últimos censos. O segundo lugar em importância correspondeu ao Nordeste, cujo peso no incremento populacional entre 2000 e 2010 alcançou 25,5%. Essas duas regiões detiveram 63,4% (13,3 milhões de pessoas) do total do incremento da população na última década. As Unidades da Federação com maior participação absoluta no crescimento populacional do País na década passada foram São Paulo (20,2% do incremento populacional, ou 4,2 milhões de pessoas), Minas Gerais (8,1%, ou 1,7 milhão), Rio de Janeiro (7,6%, ou 1,6 milhão), Pará (6,6%, ou 1,4 milhão) e Ceará (4,9%, ou 1,0 milhão). Estas duas últimas assumiram os postos que na década anterior eram de Bahia e Paraná.

As regiões mais populosas foram a Sudeste (com 42,1% da população brasileira), Nordeste (27,8%) e Sul (14,4%). Norte (8,3%) e Centro-Oeste (7,4%) continuam aumentando a representatividade no crescimento populacional, enquanto as demais regiões mantêm a tendência histórica de declínio em sua participação nacional.

Os estados mais populosos do Brasil – São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná – concentram, em conjunto, 58,7% da população total do País. São Paulo é o estado com a maior concentração municipal de população, onde os 32 maiores municípios (5,0%) concentram quase 60,0% dos moradores do estado. A menor concentração acontece no Maranhão, onde a população dos 11 maiores municípios, que também representam cerca de 5,0%, corresponde a 35,4% do total do estado.

Na década de 2000, foram criados 58 novos municípios

No Censo Demográfico 2010 foram pesquisados 5.565 municípios, que tiveram sua participação relativa nas regiões Nordeste (32,2%), Sudeste (30,0%) e Norte (8,1%) inferior àquela calculada com os 5.507 municípios existentes no Censo Demográfico 2000. As Regiões Sul (21,3%) e Centro-Oeste (8,4%) aumentaram suas participações no número de municípios do País, já que na última década foram justamente essas regiões as mais contempladas com novos municípios. A Região Sul teve um incremento de 29 municípios (todos eles no Rio Grande do Sul), enquanto no Centro-Oeste surgiram 20 novos municípios no período de 2000 a 2010, sendo 15 deles no Mato Grosso.

Entre os municípios mais populosos, 15 apresentaram população superior a 1 milhão de habitantes, contra 13 em 2000. Somente este grupo reunia 40,2 milhões de pessoas em 2010, o que corresponde a 21,1% da população total do País. Os três municípios mais populosos continuaram sendo São Paulo (11.253.503 habitantes), Rio de Janeiro (6.320.446) e Salvador (2.675.656). Belo Horizonte (2.375.151) passou a ser o sexto mais populoso em 2010, sendo superado por Brasília (2.570.160) e Fortaleza (2.452.185).

Entre os 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes, os que mais cresceram em dez anos foram Manaus (1.802.014 pessoas em 2010), que com uma taxa de 2,51% ao ano, passou de nono para sétimo mais populoso; e Brasília (2.570.160), que passou de sexto para quarto, com um crescimento médio anual de 2,28%. Porto Alegre (1.409.351 pessoas) foi o município que menos cresceu nesse grupo, com incremento anual de apenas 0,35% ao ano.

As capitais das regiões Norte e Nordeste cresceram mais que os demais municípios de suas respectivas Unidades da Federação, com exceção do Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte e Pernambuco. A maior diferença entre as taxas médias geométricas de crescimento anual foi observada no Tocantins, onde Palmas – a capital que mais cresceu no Brasil – apresentou uma taxa de 5,21%, enquanto os demais municípios do estado cresceram 1,25% ao ano. Na Região Sul, Curitiba e Florianópolis cresceram mais que o conjunto dos demais municípios de seus estados, enquanto Porto Alegre – capital com o menor crescimento populacional, de 0,35% ao ano – cresceu menos que os outros municípios do Rio Grande do Sul (também o menor crescimento entre o grupo dos demais municípios, de 0,51%). Na Região Centro-Oeste, com exceção do Mato Grosso do Sul, o crescimento dos municípios das capitais foi menor que o dos demais municípios, ocorrendo o mesmo em todos os estados do Sudeste.

Maranhão, Piauí e Pará apresentam os menores graus de urbanização

O acréscimo de quase 23 milhões de habitantes urbanos resultou no aumento do grau de urbanização, que passou de 81,2% em 2000, para 84,4% em 2010. Esse incremento foi causado pelo próprio crescimento vegetativo nas áreas urbanas, além das migrações com destino urbano.

Os critérios adotados para subdividir o espaço territorial brasileiro em áreas urbanas e rurais são baseados nas legislações de cada município brasileiro. As áreas urbanas são áreas internas ao perímetro urbano de uma cidade ou vila, sendo este perímetro definido por lei municipal. As áreas rurais são as áreas externas aos perímetros urbanos, que também são definidas po lei municipal.

Dentro de um perímetro urbano definido em lei municipal, podem existir áreas urbanizadas, áreas não urbanizadas e até mesmo áreas urbanas isoladas. Estas últimas são caracterizadas por serem separadas da sede municipal, ou distrital, por uma área rural ou por outro limite legal. Da mesma forma, as áreas rurais podem ser classificadas como aglomerados rurais de extensão urbana, povoados, núcleos ou outros aglomerados, todos eles também definidos por legislação municipal.

A região Sudeste continua sendo a mais urbanizada do Brasil, apresentando um grau de urbanização de 92,9%, seguida pelas regiões Centro-Oeste (88,8%) e Sul (84,9%), enquanto as regiões Norte (73,5%) e Nordeste (73,1%) têm mais de 1/4 dos seus habitantes vivendo em áreas rurais. Rio de Janeiro (96,7%), Distrito Federal (96,6%) e São Paulo (95,9%) são as Unidades da Federação com maiores graus de urbanização. Os estados que possuem os menores percentuais de população vivendo em áreas urbanas estão concentrados nas regiões Norte e Nordeste, sendo que Maranhão (63,1%), Piauí (65,8%) e Pará (68,5%) apresentam os índices abaixo de 70%.

País tem 96 homens para cada 100 mulheres

Segundo o Censo Demográfico 2010, há no Brasil uma relação de 96,0 homens para cada 100 mulheres, como resultado de um excedente de 3.941.819 mulheres em relação ao número total de homens. Com este resultado, acentuou-se a tendência histórica de predominância feminina na população do Brasil, já que em 2000 o indicador era de 96,9 homens para cada 100 mulheres.

A região Norte é a única que apresenta o número de homens superior ao de mulheres (relação de 101,8 para cada 100), sendo que todos os seus estados apresentam também razão de sexo superior a 100%. Nas demais regiões, as razões de sexos são as seguintes: Centro-Oeste, 98,6 homens para cada 100 mulheres; Sul, 96,3 homens para cada 100 mulheres; Nordeste, 95,3 homens para cada 100 mulheres respectivamente; e Sudeste, 94,6 homens para cada 100 mulheres.

Entre os estados, a maior razão de sexo está em Mato Grosso, com 104,3 homens para cada 100 mulheres. A Unidade da Federação que apresenta a menor razão de sexo é o Rio de Janeiro: 91,2 homens para cada 100 mulheres. Com exceção do Amazonas, todas as Unidades da Federação apresentam queda na razão de sexos entre 2000 e 2010.

Embora no conjunto da população do Brasil haja o predomínio feminino, em mais de 60,0% dos municípios observa-se um superávit masculino, fato decorrente das correntes migratórias. Entretanto tal predominância ocorre em municípios menos populosos. Cerca de 80,0% dos municípios com menos de 5.000 habitantes possuem mais homens do que mulheres em suas populações, ao passo que em todos os municípios com mais de 500 mil habitantes o número de mulheres é superior ao de homens.

Diminui a proporção de jovens e aumenta a de idosos

A representatividade dos grupos etários no total da população em 2010 é menor que a observada em 2000 para todas as faixas com idade até 25 anos, ao passo que os demais grupos etários aumentaram suas participações na última década. O grupo de crianças de zero a quatro anos do sexo masculino, por exemplo, representava 5,7% da população total em 1991, enquanto o feminino representava 5,5%. Em 2000, estes percentuais caíram para 4,9% e 4,7%, chegando a 3,7% e 3,6% em 2010. Simultaneamente, o alargamento do topo da pirâmide etária pode ser observado pelo crescimento da participação relativa da população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passando a 5,9% em 2000 e chegando a 7,4% em 2010.

Os grupos etários de menores de 20 anos já apresentam uma diminuição absoluta no seu contingente. O crescimento absoluto da população do Brasil nestes últimos dez anos se deu principalmente em função do crescimento da população adulta, com destaque também para o aumento da participação da população idosa.

A região Norte, apesar do contínuo envelhecimento observado nas duas últimas décadas, ainda apresenta uma estrutura bastante jovem, devido aos altos níveis de fecundidade no passado. Nessa região, a população de crianças menores de 5 anos, que era de 14,3% em 1991, caiu para 12,7% em 2000, chegando a 9,8% em 2010. Já a proporção de idosos de 65 anos ou mais passou de 3,0% em 1991 e 3,6% em 2000 para 4,6% em 2010. A região Nordeste ainda tem, igualmente, características de uma população jovem. As crianças menores de 5 anos em 1991 correspondiam a 12,8% da população; em 2000 esse valor caiu para 10,6%, chegando a 8,0% em 2010. Já a proporção de idosos passou de 5,1% em 1991 a 5,8% em 2000 e 7,2% em 2010.

Sudeste e Sul apresentam evolução semelhante da estrutura etária, mantendo-se como as duas regiões mais envelhecidas do País. As duas tinham em 2010 8,1% da população formada por idosos com 65 anos ou mais, enquanto a proporção de crianças menores de 5 anos era, respectivamente, de 6,5% e 6,4%.

A região Centro-Oeste apresenta uma estrutura etária e uma evolução semelhantes às do conjunto da população do Brasil. O percentual de crianças menores de 5 anos em 2010 chegou a 7,6%, valor que era de 11,5% em 1991 e 9,8% em 2000. A população de idosos teve um crescimento, passando de 3,3% em 1991, para 4,3% em 2000 e 5,8% em 2010.

Média de moradores por domicílio cai para 3,3

No Brasil, a densidade domiciliar, relação entre as pessoas moradoras nos domicílios particulares ocupados e o número de domicílios particulares ocupados, apresentou um declínio de 13,2% no último período censitário, mais acentuado que os 9,6% observados entre os Censos de 1991 e 2000, passando de 3,8, em 2000, para 3,3, em 2010. Esse comportamento persistiu tanto na área urbana quanto na área rural.

A região Norte tem a maior densidade domiciliar, enquanto a Sul apresenta a menor, sendo que a tendência de declínio é uma característica geral e está diretamente relacionada à redução da fecundidade. Das cinco regiões, apenas a Norte apresenta média de moradores por domicílio igual a 4,0. Nas demais, esse valor já se situa entre os 3,1 da região Sul e os 3,5 do Nordeste. No contexto estadual, as médias oscilam entre 3,0, no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, e 4,3, nos estados do Amazonas e Amapá.

Calendário das próximas divulgações do Censo Demográfico 2010

Comunicação Social
29 de abril de 2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

Diferença dos salários entre regiões do Brasil está diminuindo

Dependendo da região, os salários pagos são diferentes. Historicamente, os salários pagos nos grandes centros, como Rio e São Paulo, são maiores em relação a outras regiões do Brasil. Mas uma pesquisa recente mostra que esta diferença está caindo.
Tal diferença motivou a migração de profissionais para São Paulo e Rio, mas esse comportamento social pode mudar, e até se inverter.
Transcrevo abaixo 2 reportagens que relatam tal fato.

"Cai diferença entre salários de São Paulo e resto do país



Renda de outras regiões cresce mais rapidamente que a dos paulistanos
Investimentos em infraestrutura, reajuste do salário mínimo e programas sociais explicam fenômeno



MARIANA SCHREIBER


DE SÃO PAULO - 04/04/2011

A diferença entre os salários de São Paulo e do resto do Brasil está diminuindo. E, em algumas regiões e setores, ela já desapareceu.
Levantamento do IBGE comparando o rendimento médio dos trabalhadores da região metropolitana de São Paulo com os de outras cinco -Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Salvador- mostra que em todas houve redução da diferença entre 2003 e 2011.
Isso aconteceu porque os salários dos paulistanos e dos habitantes dos municípios vizinhos cresceram em ritmo menor do que os dos trabalhadores das outras regiões metropolitanas.
No Rio, a remuneração média aumentou mais -chegou a R$ 1.682 em fevereiro, superando em R$ 45 a de São Paulo (R$ 1.637).
Em Porto Alegre, os salários médios do setor de serviços e comércio já estão no mesmo patamar do rendimento dos paulistanos.
O economista da FGV Marcelo Neri ressalta que esse movimento é mais profundo: dados do IBGE de 2001 a 2009 mostram que a renda tem crescido em ritmo maior do que em São Paulo no país.
"A queda da desigualdade regional é inédita. Nos últimos 50 anos, desde quando há dados do assunto, nunca tinha acontecido", disse.
Especialistas em mercado de trabalho e desenvolvimento regional apontam três causas principais para esse fenômeno- a transferência de renda por meio do Bolsa Família, o forte aumento do salário mínimo e os investimentos em infraestrutura.
Clemente Ganz, diretor-técnico do Dieese, observa que o salário mínimo vem crescendo acima da média da remuneração do trabalho no país. Isso, acrescenta, tem impacto maior nas regiões mais pobres, onde uma parte maior da remuneração está atrelada ao piso nacional.
Grandes investimentos do governo em infraestrutura também são considerados importantes, ao estimularem indústria e construção civil.
No caso de Pernambuco, os investimentos públicos mais que duplicaram, passando de um média anual de R$ 680 milhões, entre 2003 e 2006, para R$ 1,68 bilhões, entre 2007 e 2010.
Empresas em busca de incentivos fiscais e mão de obra mais barata também explicam o aquecimento da economia e dos salários fora de São Paulo.
No caso de Minas Gerais, há ainda o fator "China", país que consome ferozmente o minério de ferro produzido no Estado.

CONTINUIDADE
Com o fortalecimento do mercado doméstico, a tendência, dizem economistas, é que a diferença entre os salários regionais caia mais.
"Nosso mercado de trabalho está ficando mais homogêneo, com um forte crescimento da classe média em todo o país", destaca João Saboia, diretor do Instituto de Economia da UFRJ.
Apesar do otimismo generalizado, Raul Silveira Neto, da Universidade Federal de Pernambuco, considera que a baixa qualidade do ensino e da saúde no país pode limitar a expansão dos salários.
"O bem-estar não está evoluindo no mesmo ritmo dos rendimentos. Melhorar emprego e renda dá mais voto que melhorar saneamento e educação", disse.

 

Rendimento médio no Rio de Janeiro cresceu 30% em 8 anos

DE SÃO PAULO
DO RIO DE JANEIRO
DE PORTO ALEGRE

Os salários médios da região metropolitana fluminense cresceram mais de 30% em oito anos, superando os de São Paulo.


Grande parte desse crescimento está associado à recuperação da indústria do Rio, com destaque para a siderúrgica, automotiva e naval.


O salário industrial médio na região metropolitana chegou a R$ 1.934,80 em fevereiro, 11,6% acima do de São Paulo (R$ 1.733,90).


Ruvail de Souza Paulista Filho, 51, é um dos trabalhadores do Rio que melhoraram de vida com o ressurgimentos dos grandes projetos industriais e os investimentos no setor de petróleo.


O operário trabalhou na construção da siderúrgica CSA até 2009 e fez um curso técnico patrocinado pelo Prominp (Programa de Mobilização da Indústria do Petróleo) depois que saiu da obra.


O curso o ajudou a arrumar uma posição melhor no emprego atual, de inspetor de controle na construção do novo prédio do Cenpes, o centro de pesquisa da Petrobras, na zona norte do Rio.


Ele não revela o salário, mas diz que ganha "bem mais" e consegue guardar dinheiro. "Melhorei de vida."


Das metrópoles pesquisadas mensalmente pelo IBGE, Porto Alegre é onde os rendimentos mais vêm se aproximando dos de São Paulo, depois dos do Rio.


No setor que engloba educação, saúde e servidores públicos, os salários já aumentaram em média 17%.






(MARIANA SCHREIBER, PEDRO SOARES e GRACILIANO ROCHA)

A diferença de salários por regiões está diminuindo

Há muitos anos os salários nos grandes centros do país são mais altos. São Paulo e Rio de Janeiro sempre tiveram a fama de pagar salários maiores, devido ao custo de vida, grande concentração de empresas,... Isso fez com que houvesse grande migração de profissionais para esses grandes centros. Um pesquisa recente mostrou uma informação inédita, a diferença

sábado, 2 de abril de 2011

As mulheres fazem sucesso no ramo de franquia

No site da ABF há uma reportagem do jornal carioca O Dia, de 09/03, que fala sobre a maior rentabilidade das franquias sob a gestão de mulheres. Transcrevo abaixo a reportagem.

Franquias sob liderança feminina faturam mais

Unidades têm receita até 32% maior, em média, do que as comandadas por homens

O Dia - RJ - 09/03

No mercado, as mulheres estão dando cada vez mais trabalho para os concorrentes. E, na liderança das empresas, elas também não dão moleza. No caso das franquias, hoje o sexo feminino já domina um terço das unidades no País. Além disso, as empresas franqueadas comandadas por mulheres têm faturamento 32% maior.
Os dados são de uma pesquisa da Rizzo Franchise, consultoria especializada em franquias. De acordo com o levantamento, nos últimos cinco anos, a participação feminina nesse modelo de negócio cresceu significativamente. Entre 8% e 10% ao ano.
De acordo com Marcus Rizzo, especialista em franquias, foram apontadas três razões para o grande sucesso das mulheres. A primeira é a dedicação maior. "A mulher se dedica mais ao negócio. Elas, em geral, são mais presentes que os homens. Elas abraçam a oportunidade com toda a força", diz Rizzo.
A segunda razão é a postura mais receptiva. "No treinamento, o homem chega com a mentalidade de 'eu já sei', enquanto a mulher vem com a de 'quero aprender'", explica o especialista
A terceira é a capacidade de liderança. "A rotatividade nas franquias de mulheres é bem menor. Isso indica que elas têm mais capacidade para desenvolver equipes de trabalho que os homens".

EMPRESÁRIA E MÃE
Muitas mulheres, além de lidar com os negócios, precisam enfrentar a jornada de mães e de esposas. Por isso, elas vêem as franquias como uma oportunidade de ficar mais perto de casa e da família, para terem sucesso e não se ausentarem dos deveres com os filhos.
E, de acordo com Marcus Rizzo, a participação maior de mulheres nas franquias é um movimento que não deve parar. Pelo contrário, a tendência é que o crescimento de até 10% ao ano faça com que os dois sexos ocupem postos de comando por igual em cerca de 10 anos. "É um caminho sem volta", afirma Rizzo.

Mãe e empresária. Como se dividir
Além da participação maior em suas empresas, as mulheres estão também variando os mercados. "Não é mais em um negócio específico, como o de saúde e de beleza ou de vestuário. Agora, elas vão para diferentes ramos, como postos de gasolina e oficinas mecânicas. Não existem mais 'negócios de mulher'", diz Marcus Rizzo.
Filha de um empresário, Alessandra de Araújo, 39 anos, nunca enfrentou preconceito no mundo empresarial e carrega o gene empreendedor. Com 20% de participação na Fernandes Araújo, ela passou por algumas das melhores universidades do mundo para se qualificar.
Hoje, ela é diretora da empresa. "Meu pai sempre me apoiou. Inclusive a buscar experiências fora da própria empresa", conta.
Alessandra é mãe de gêmeos de três anos. E, para ela, dividir o tempo entre os filhos e o trabalho não é nada fácil. "Gerencio do jeito que posso. Em primeiro lugar vem a família, meus filhos", garante.
Mas explica que nem sempre consegue êxito total na empreitada. "A culpa acompanha a mulher, a mãe. Quando eu chego em casa e vejo meus filhos já dormindo no berço, meu peito aperta", desabafa.
Para Alessandra, há grandes diferenças entre o comando masculino e o feminino. "A mulher, normalmente, tem mais tato. Tem uma percepção diferente. Mas isso não quer dizer que seja sempre melhor ter chefe mulher. As condições são distintas".
Ela vê a liderança feminina como diferencial. Para Alessandra, a mulher tende a ser mais detalhista e tem percepção maior do funcionário como um todo. "Digo até que nós temos um sexto sentido. E sabemos nos colocar melhor", afirma a empresária.

Sem discriminação em setor onde domínio é dos homens.
Dentro do mercado da construção civil, a participação masculina sempre foi maior que a feminina. Elaine Cóndor, 35 anos, começou com o escritório de arquitetura Arte a Metro há 10 anos e, há dois, resolveu investir também em construção industrial e incorporação imobiliária. Apesar de ter a ajuda do marido, seu sócio, ela garante que é ela mesmo que fica na linha de frente.
Mesmo em um meio predominantemente masculino, ela não vê preconceito. "Não sinto nada disso. E acho que eu já me habituei", diz a empresária.
Ela conta que trabalhou sem problemas por muitos anos em obras onde era a única mulher. "Eu até sinto falta de ter outras mulheres trabalhando comigo, mas preconceito eu não sofro", explica Elaine, para quem a chegada de uma mulher à Presidência da República ajuda a quebrar os padrões.
Mas, apesar da dedicação ao trabalho, para ela a família vem em primeiro lugar. "Da hora em que chegamos em casa até a hora que nossos filhos vão dormir, somos pai e mãe".
Ela explica que, quando leva tarefas para casa, elas só são resolvidas após as 22h. "Mesmo que eu fique até as 5h trabalhando".
Elaine considera a capacidade de desenvolver várias atividades o melhor diferencial da mulher líder. Na entrevista, perto do fim do expediente, a mãe falou mais alto: "Hoje, é o baile de Carnaval da escola deles. E eu vou para lá".

A influência da vírgula

Para descontrair um pouco, estou compartilhando uma mensagem que recebi de uma amiga e que achei muito interessante. Muitas vezes não percebemos o efeito que uma simples vírgula pode causar, conforme o local onde é colocada.

Sobre a Vírgula


Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.

Detalhes Adicionais:

COLOQUE UMA VÍRGULA NA SEGUINTE FRASE:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A importância do Geomarketing

No site da revista Exame tem um artigo muito interessante sobre o uso do Geoprocessamento nas empresas. O Kumon trabalha com essa tecnologia para analisar novos pontos de abertura de franquias.
Para saber mais acesse o link: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/geomarketing-o-que-voce-ganha-com-isso?page=1&slug_name=geomarketing-o-que-voce-ganha-com-isso.

terça-feira, 15 de março de 2011

Receita aperta cerco à sonegação

Esse artigo que o repórter Wagner Lopes publicou no jornal Tribuna do Norte, do Rio Grande do Norte, retrata muito bem o nível de fiscalização da Receita Federal do Brasil.
Transcrevo o artigo por julgar importante deixá-lo registrado neste blog.

Publicação: 13 de Março de 2011 às 00:00

http://tribunadonorte.com.br/noticia/receita-aperta-cerco-a-sonegacao/

"Novos instrumentos de controle, um sistema que permite a correção de falhas e uma quantidade cada vez maior de fontes de dados. É com esses “armamentos” que a Receita Federal promete apertar o cerco sobre contribuintes que pretendam sonegar o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), cujas declarações ano-base 2010 estão sendo entregues até 29 de abril.

O delegado da Receita Federal em Natal, Marco Aurélio Barbosa, acredita que as ações de combate à sonegação adotadas nos últimos anos já vêm dando resultados e aponta as novidades para 2011. “Este ano teremos pela primeira vez a entrega da Declaração de Serviços Médicos, a Dmed, por parte dos prestadores de serviços de saúde, como clínicas, hospitais, médicos e profissionais de saúde em geral”, explica.
A irregularidade caracterizada pela declaração de despesas médicas não efetuadas é uma das duas formas mais comuns de sonegação do IRPF. “A receita vai justamente efetuar o cruzamento das informações das Dmeds com as prestadas pelos contribuintes. Se houver divergência de dados, a declaração cairá na ‘malha fina’ e o contribuinte terá oportunidade de se autorregularizar. Se não o fizer, será intimado para apresentar a documentação.”


O outro motivo que comumente leva as declarações a serem retidas na “malha fina” é a omissão de rendimentos, ou seja, quando os contribuintes deixam de declarar os valores recebidos de fontes pagadoras, ou registram no documento valores menores que os reais. Essa irregularidade, porém, é facilmente identificada com o cruzamento de dados.
Já com relação às despesas médicas, o desencontro de informações entre a Dmed e a declaração de imposto não necessariamente representa que o contribuinte esteja errado. “Mas já será um indicativo”, lembra Marco Aurélio. As despesas médicas são utilizadas pelos sonegadores principalmente porque não preveem limite de dedução, ao contrário, por exemplo, das despesas com educação.
“Muitas vezes as pessoas tendem a abusar e a gente tem detectado o que chamamos de ‘recibos graciosos’, emitidos pelos profissionais mesmo sem os serviços terem sido prestados”, lamenta o delegado, lembrando que o assunto já foi, inclusive, alvo de uma operação específica da Receita Federal, intitulada “Jaleco Branco”.
As fraudes ao IRPF não se limitam à omissão de receitas, ou declaração de despesas médicas não realizadas. Há também, por exemplo, pessoas que deixam de declarar alugueis. Ou aquelas que não têm rendimento suficiente para justificar aquisição de imóveis.
Para todos os casos, o delegado garante que a Receita vem reforçando a fiscalização. “A cada ano os controles estão mais efetivos. Trabalhamos hoje com informações vindas de cartórios, do Detran, concessionários de veículos, com registro de aeronaves, embarcações, imóveis, movimentação bancária. E todos esses dados são cruzados.”
O representante da Receita Federal lembra que “algum tempo atrás” as declarações iam para a “malha fina” por amostragem. “Hoje em dia não. Todas são cruzadas, analisadas, e aquelas que apresentarem divergência ou inconsistências vão para a ‘malha fina’”, adverte. Ele diz que não há estimativa nem mesmo nacional de quanto é a sonegação do Imposto de Renda. “Há alguns chutes, mas a Receita não se pronuncia porque não há nenhum embasamento científico.” Ainda assim, acredita que, pelo menos no tocante aos contribuintes pessoa física, o problema vem diminuindo.


Há um Big Brother Fiscal no Brasil, diz IBPT

A análise de que a Receita Federal vem apertando o cerco sobre os sonegadores não parte apenas de membros do próprio órgão. Para o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), João Eloi Olenike, hoje já se implantou um verdadeiro “Big Brother Fiscal” no país e as brechas para a sonegação são cada vez menores.
“Se você compra um carro, a Receita fica sabendo. Se compra um imóvel, também. Se movimenta mais de R$ 5 mil no cartão de crédito, igualmente. Existe até mesmo uma fiscalização em cima de sinais aparentes de riqueza. Então a Receita avançou bastante e está muito bem nessa área de fiscalização”, elogia.
A evolução é fundamental para reduzir a sonegação no País. De acordo com uma estimativa divulgada em 2007 pelo IBPT, para cada R$ 1 que ingressava nos cofres públicos a título de impostos em geral, na época, R$ 3 eram sonegados. O levantamento ainda vem sendo atualizado, mas João Eloi acredita que a relação se tornou menos alarmante, devido aos novos mecanismos de controle.
Ainda assim o problema é grave. “O imposto sonegado é dinheiro que deixa de ser utilizado para investimentos e melhorias sociais”, enfatiza. Ele lembra que os governos também acabam incentivando, indiretamente, a sonegação, seja devido à alta carga tributária (“se fosse baixa todo mundo contribuiria”), ou pela baixa eficiência na aplicação dos recursos: “Muitos não se sentem estimulados a pagar os impostos, pois não veem o retorno deles para a sociedade.”
De qualquer maneira, o presidente do IBPT destaca o aprimoramento da Receita Federal, através de instrumentos como a nova Declaração de Serviços Médicos (Dmed), ou mesmo, em se tratando das empresas, com o advento das notas fiscais eletrônicas. “Tudo isso vem coibindo cada vez mais a sonegação”, resume.

Contribuinte pode evitar cair na malha fina

Em 2010, 5.700 das declarações entregues no Rio Grande do Norte foram parar na “malha fina” da Receita Federal. Nesses casos, os contribuintes podem ter de pagar multa e ser alvos de processos judiciais, se houver irregularidade; ou demorar mais a receber a restituição do imposto, mesmo que esteja tudo correto.
Há uma forma de evitar as dores de cabeça. “A Receita dispõe de um sistema no qual o contribuinte pode se autorregularizar, antes de ser intimado. Para isso, ele pode acessar a Internet e ver em que status se encontra a declaração. Com isso, ele pode corrigir algum erro cometido, efetuando a (declaração) retificadora”, explica Marco Aurélio.
O processamento da declaração pode ser acompanhado pelo site da receita (www.receita.fazenda.gov.br). Quem detectar a necessidade de fazer a correção de irregularidades ou inconsistências, deve gerar uma senha para acessar o extrato da declaração. Para isso, o contribuinte precisa do número do CPF e dos números dos recibos dos dois últimos exercícios.
O próprio sistema informa a existência de pendências na declaração, parte das quais podem ser corrigidas online. Porém a retificação precisa ser feita antes do contribuinte receber a notificação da Receita Federal, pois a partir desse momento há possibilidade de aplicação das multas. Quem demorar a fazer a autorregularização, mesmo que ainda não tenha sido notificado, terá de arcar com os juros e multa de mora pelo atraso no pagamento do imposto, já que o vencimento da primeira cota, ou cota única do IRPF, é dia 29 de abril.
No Rio Grande do Norte, o delegado da Receita estima que 20% dos contribuintes que cairiam na “malha fina” se autorregularizaram, antes de serem intimados. “Para o restante pode ocorrer também de estar tudo correto e, ao ser intimado, ele vai trazer a documentação necessária comprovando as despesas, ou as receitas pendentes de confirmação.”
Marco Aurélio afirma que a maioria dos casos nos quais não é feita a autorregularização apresentam mesmo irregularidades. Sendo assim, o contribuinte recebe um auto de infração e fica sujeito a multa de 75% do imposto devido. Se houver fraude, a multa é elevada a 150%. As informações também são enviadas ao Ministério Público Federal, que pode ingressar judicialmente contra o contribuinte. A pena por sonegação fiscal é de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.
Em relação às 5.700 declarações retidas na “malha fina” em 2010, aproximadamente mil notificações foram entregues em janeiro e fevereiro de 2011. Outras 2.500 devem ser entregues em março e abril e o envio continuará até meados de julho.
Apenas 4% já entregaram a declaração 2011
Este ano a estimativa da Receita Federal é receber 234 mil declarações de Imposto de Renda Pessoa Física, no Rio Grande do Norte, até o fim do prazo, em 29 de abril. Até a manhã de sexta-feira, dia 11, apenas 9.374 haviam sido entregues, o equivalente a 4% do total. O ritmo é lento, mas o sistema de recebimento vem funcionando normalmente.
Marco Aurélio Barbosa afirma que transtornos registrados devido a problemas nos computadores da Receita em São Paulo, no início do mês, já foram solucionados. “Atualmente não tem havido dificuldades, nem temos recebido queixas de lentidão, por isso não há um horário melhor para se enviar a declaração. O alerta é para sempre evitar os últimos dias, já que sempre congestiona.”
Em 2010 foram entregues 248 mil declarações no estado, relativas ao ano-base 2009. A redução no número previsto para este ano é atribuída ao reajuste no limite de isenção do Imposto de Renda. Nas declarações elaboradas ano passado, o limite de isenção era de R$ 17.215,08 e quem recebesse abaixo desse valor não tinha obrigação de declarar o IRPF. Agora em 2011 a quantia passou para R$ 22.487,25.
O acréscimo foi significativo, mas só foi adotado porque muitos contribuintes, mesmo ganhando acima do limite de isenção, só precisavam fazer uso do desconto simplificado de 20% para não pagar o tributo. Por isso a Receita decidiu simplificar o processo e agora quem está nessa situação é desobrigado de apresentar a declaração."

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Facebook

Lendo a Folha de São Paulo de hoje, 10/01/2011, no caderno Mercado, descobri algumas informações bem interessantes sobre o Facebook, em uma matéria do jornalista Álvaro Fagundes, de Nova Iorque.
São elas:
1. O Brasil tem o 3º maior custo por clique dos anúncios no Facebook. Perde somente para Austrália (USD 1,64) e Rússia (USD 1,49). Cada clique no anúncio do Facebook do Brasil custa USD 1,27 ao anunciante.
2. O valor do clique é definido por um leilão do espaço para anunciar.
3. Em 2010 o número de pessoas cadastradas chegou a 8,8 milhões, representando um crescimento de 265% em relação a 2009.
4. As publicidades voltadas para o público feminino superam as voltadas para o público masculino.Nos Estados Unidos é o contrário.
5. O site está se expandindo no Brasil principalmente entre o público de classe média, com maior poder aquisitivo.
6. A Argentina tem mais usuários que o Brasil - 12,2 milhões. Nos Estados Unidos são 147 milhões de usuários.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Relacionamento franqueado x franqueador

No site Guia do Franchising tem um artigo que roforça a importância do bom relacionamento entre franqueado e franqueador e para isso a importância de uma rigorosa seleção dos franqueados. Vale conferir o artigo escrito por Carlos Ruben Pinto. Clique no link: http://www.guiadofranchising.com.br/franquia/franquias/artigo/texto.php?id=443

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Melhores Práticas na Seleção de Franqueados

Mais um artigo interessante no site do Franchise Relationships Institute. Confira http://www.franchiserelationships.com/articles/BestPracticesinFranchiseeEvaluation.html.

Como melhorar as visitas de campo - Dica para o Coordenador de Franquia

No site do Franchise Relationships Institute, há artigos muito interessantes sobre franquia, relação franqueado e franqueador, com dicas bem práticas.
No artigo "Improve the Effectiveness of Your Field Visits" o autor relata 6 fatores que levam as visitas de campo adicionarem valor ao franqueado. Discorre também sobre a psicologia da visita de campo, como o coordenador/gerente de campo faz a diferença e relata um caso para exemplificar.
Para ler o artigo, clique no endereço: http://www.franchiserelationships.com/articles/ImproveFieldVisits.html.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Novidade: A maternidade leva ao empreendedorismo!!

Na Folha de São Paulo de domingo, dia 28/11/2010, há um artigo muito interessante da jornalisata Daniela Buno, que na assinatura salienta que é mãe de duas meninas, de 6 e 2 anos.
A reportagem tem o título "Maternidade leva mulheres a abrir o próprio negócio" e relata o comportamento de mulheres executivas, que têm uma carga horária de trabalho de até 12h e largam tudo para realizar o sonho de ser mãe. Isso tem um impacto financeiro e profissional, mas elas estão atenuando esse impacto montando negócios que podem ser operados de suas casas e com isso conseguem consciliar, mais facilmente, a vida de mãe com a vida profissional.
Essas executivas são fortes candidatas a micro-franquias que usam o sistema home-based.
O Kumon não usa mais o sistema home-based, mas é uma excelente oportunidade para essas mães que desejarem recomeçar com um negócio onde elas aplicarão o know how adquirido nesse período dedicado à educação de seus filhos.
Depois de um tempo em casa, cuidando dos filhos, fica difícil retornar para o mercado de trabalho. Com a experiência de executiva, a veia empreendedora desenvolvida nesse sistema importado dos USA (mompreneurship, traduzido para "empreendedorismo materno") somada aos 2, 3 ou mais anos acompanhando o recém nascido até ele estar pronto para ingressar em uma escolhinha, cria um perfil de sucesso para um franqueado Kumon.
Fica a dica para essas mães e para a equipe do Kumon!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Censo 2010 - Alguns resultados prévios

Já estão disponíveis, no site do IBGE, os primeiros resultados do Censo 2010. Fiz uma rápida análise dos dados e destaquei algumas curiosidades.

A população brasileira chegou a 190.732.694 habitantes, distribuídos em 5.565 municípios. Isso significa que, em média, cada cidade tem 34.273 habitantes. Mas 42% dos municípios têm menos de 10.000 habitantes e 90% têm menos de 50.000.
O mais impressionante é que 10% das cidades concentram 66% da população.
A região que mais cresceu, desde o último Censo em 2000, foi a Norte (22,98%), seguida pela região Cento-Oeste (20,74%). A região Sul foi a que menos cresceu  (9,07%).
O gráfico a seguir mostra a distribuição da população nas 5 regiões.
As 10 maiores cidades são (posição no Censo 2000):
1. São Paulo/SP (1)
2. Rio de Janeiro/RJ (2)
3. Salvador/BA (3)
4. Brasília/DF (6)
5. Fortaleza/CE (5)
6. Belo Horizonte/MG (4)
7. Manaus/AM (9)
8. Curitiba/PR (7)
9. Recife/PE (8)
10. Porto Alegre/RS (10)

Vamos aguardar mais dados para termos conhecimento do perfil atual do brasileiro.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

blog do Julio Segala: Ter um padrão é importante para uma rede de franqu...

blog do Julio Segala: Ter um padrão é importante para uma rede de franqu...: "A jornalista Adriana Lampert escreveu um excelente artigo sobre a importância de ter um padrão em uma rede de franquias. Ela foi muito habil..."

Ter um padrão é importante para uma rede de franquias?

A jornalista Adriana Lampert escreveu um excelente artigo sobre a importância de ter um padrão em uma rede de franquias.
Ela foi muito habilidosa em resumir vários fatores em uma forma simples e objetiva.
Transcrevo abaixo o artigo:
(http://www.portaldofranchising.com.br/site/content/interna/index.asp?LarguraTela=1113&codA=368&codC=5)

Manter o padrão é norma essencial para os franqueados

Adriana Lampert - Jornal do Comércio - RS - 13/10

"Para abrir um negócio é preciso mais do que dinheiro. Entre outras exigências importantes, conhecer o ramo de atuação é fundamental para tomar decisões que ajudem no andamento do empreendimento. Além da disposição para administrar finanças é preciso saber liderar e manter equipes treinadas, bem como estar sempre presente no estabelecimento. Estas são dicas básicas para quem pensa em investir no próprio negócio. E servem de exemplo também para quem pensa estar na linha de frente de uma franquia, independentemente do ramo de atuação.


Neste caso, deve-se partir do princípio de que cada ponto de venda funciona para contribuir na divulgação da marca do franqueador. Se não ficar atento, o investidor pode vir a dar um "tiro no pé", ou mesmo arranhar a imagem institucional da rede que estiver representando. Um exemplo de procedimentos que podem prejudicar tanto franqueador quanto franqueado é o mau atendimento ou a perda de padronização. E isso não é incomum.


O publicitário Julio Bernardi, acostumado a frequentar determinada rede, descreve situação que vivenciou em um estabelecimento franqueado da marca em questão. "Em geral, nas lojas desta rede o atendimento é rápido, a comunicação é cordial e o local está em condições aceitáveis de higiene. Certo dia, ao rodar a cidade, entrei em uma loja e me deparei com um tratamento que destoava do que estava acostumado", relata.


Sempre correndo contra o relógio, Bernardi conta que perdeu 20 minutos esperando apenas para ser atendido. Na fila, apenas três pessoas o antecediam. Proximidade suficiente para conseguir observar uma situação constrangedora: cada cliente que deixava a fila do caixa era alvo de piadas por parte dos atendentes. "Chamei a atenção de uma funcionária, e recebi uma resposta mal humorada e displicente. Fiquei aborrecido", conta o publicitário, que ainda percebeu outro deslize do estabelecimento: "A xícara do meu café estava suja".


O descontentamento levou o publicitário a buscar seus direitos de consumidor. "Utilizei o site para falar com a ouvidoria da rede", lembra. A resposta que obteve foi rápida e dentro do padrão do departamento de relacionamento com o cliente, com promessas de orientação à equipe. Passadas algumas semanas ele voltou ao local, e o atendimento não havia melhorado.


Mas o mau atendimento não é exclusividade de franquias. "No caso do franchinsing, significa que o franqueador está sendo negligente", adverte Gustavo Schifino, diretor da Associação Brasileira de Franchinsing no Estado (ABF/ RS). Segundo ele, cabe ao franqueador acompanhar os negócios franqueados e realizar supervisão de campo. "Se não estiver no padrão, deve enviar advertência em primeiro momento, depois tem direito a aplicar uma multa contratual e, por último, reincidir o contrato", resume.


O dirigente lembra ainda que é possível evitar casos desagradáveis a partir do momento em que se fecha um negócio desse gênero. "O bom franchinsing recomenda uma análise de perfil do interessado em adquirir uma franquia, para ver se ele tem condições de cumprir os critérios estabelecidos", ensina. Conforme o diretor da ABF/RS, é importante ressaltar que o sucesso ou insucesso de um franqueado não está exclusivamente ligado ao franqueador. São também fundamentais iniciativa, aptidão e boa administração do negócio por parte do empreendedor, além do acerto no ponto comercial. Porém, o suporte que o franqueador deve oferecer é um elemento fundamental para o sucesso da franquia.


"Nós realizamos avaliação mensal, pois tem sempre um franqueado que insiste em fazer como ele quer. Coincidentemente, são estes os que não têm sucesso", destaca Milton Costa, agente de desenvolvimento da rede de restaurantes Subway. Ele acredita que a maioria das redes enfrenta problemas. "E os clientes percebem isso", garante. "Em nossa experiência, quando uma loja não acerta o passo, é sempre devido a problemas operacionais, onde o franqueado não está presente e não se importa com o negócio", completa.


Critérios na escolha não garantem o perfil ideal


Um dos processos mais delicados em um franchising é o processo de seleção dos franqueados. "Até hoje procuro o perfil ideal, mas é difícil", admite Milton Costa, agente de desenvolvimento da Subway, com 32 franqueados no Rio Grande do Sul. Ele chama atenção para empresários com perfil de investidor, com interesse apenas em injetar dinheiro em um negócio. "Prefiro pessoas ativas, dinâmicas, empreendedoras, presentes e detalhistas", enumera o executivo. Essas características, segundo ele, podem garantir que os funcionários sintam a presença do proprietário controlando o negócio, administrando forças e fraquezas da equipe. "Acho imprescindível, antes da assinatura do contrato, que o novo empreendedor passe pelas lojas, conheça o trabalho e veja, na prática, como funciona", completa.


Treinamento de atendimento e de moda, consultorias de planejamento e gestão, apoio em negociação com cartões, e campanhas padronizadas são algumas das ações que a rede de lojas Via Uno executa, buscando manter o padrão de seus franqueados. "Felizmente, em nossa rede, estes empresários possuem o entendimento de que se a imagem da marca sofre, a loja individualmente também será prejudicada", diz Paulo Kieling Filho, diretor de marketing da empresa.


A fim de manter um bom conceito da marca no mercado, o franqueado deve estar permanentemente motivado para que o bom atendimento e a prestação de serviços adequada predomine, garantindo o sucesso do empreendimento. Mas como proceder no caso de a franquia não dar certo? "O respeito e a transparência vêm em primeiro lugar. A partir daí é trabalhar nas causas e buscar as melhorias que se fizerem necessárias", opina Kieling.


Na rede de restaurantes McDonald´s, que conta com 63 operadores em todo o País, os franqueados são selecionados através dos critérios de "empreendedorismo, forte desejo de ser bem-sucedido, experiência profissional de sucesso e conhecimentos adequados para gerenciar seu próprio negócio". A marca oferece treinamento de até um ano, antes da abertura do restaurante. Atualmente, a Arcos Dourados, empresa responsável pelas franquias da rede, não está aberta a novos empreendedores no Brasil."

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Aumento da classe média no mundo x Efeito Estufa

Estou lendo o livro Quente, Plano e Lotado, do jornalista americano Thomas L. Friedman, onde dá sequência ao livro "O Mundo é Plano", de sua autoria.
O livro começa com a transcrição de uma história que o jornal The Orion publicou em 15/06/2005. A história não é verdadeira, mas ela retrata claramente a relação das sociedades ocidentais com os produtos chineses. Quando lí essa parte do livro, recentemente tinha dado uma passada pela rua 25 de março, em São Paulo, e percebi que embora essa história fosse inventada por um jornalista do The Onion, ela retrata claramente a nossa realidade. Em resumo, o texto fala do costume dos americanos (incluo os brasileiros nisso) de comprar todas as "porcarias" que são produzidas na China e que não tem tanta utilidade no dia-a-dia. Por exemplo, uma concha de sopa, com um furo no meio e um cabo que dobra 90 graus, microondas para omelete, lupas que brilham no escuro, extrator de miolo de abacaxi,... Depois de um tempo, ao percebemos que não servem para muita coisa, que estão ocupando lugar no armário e que pagamos muito pouco pelo produto, jogamos no lixo.
Mas para produzir todos esses produtos, a China precisa de energia elétrica, que é produzida em usinas termo elétricas a carvão.
A classe média dos países em desenvolvimento, como Brasil, India, Rússia e China, vem aumentando e essas pessoas começam a consumir mais e mais produtos, produzidos na China, através da queima de carvão.
A queima de combustível fóssil aumenta o efeito estufa e o planeta está aquecendo cada vez mais.
Até pouco tempo, a China era um país exportador de carvão. Mas ontem, no jornal Folha de São Paulo, encontrei a seguinte reportagem: "Países exportam carvão para suprir demanda chinesa - Expansão do consumo chinês gera tensão entre países que visam lucros e os que defendem metas ambientais". Este artigo retrata a mudança da China - de exportador, virou importador de carvão. Ela precisa de mais energia para poder produzir mais produtos que são consumidos de forma desmedida pelas sociedades que vêm enriquecendo.
Precisamos analisar melhor as nossas atitudes no dia-a-dia, as mais básicas, pois elas podem estar contribuindo muito para o aquecimento global.
Quem tiver a oportunidade, vale ler esse livro do Friedman.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Lucro, lucratividade, rentabilidade

Lucro, lucratividade, rentabilidade
Data de publicação: 14/08/2009
http://www.sebraemg.com.br/Geral/VisualizadorConteudo.aspx?cod_conteudo=283&cod_areasuperior=31&cod_areaconteudo=130&cod_pasta=131&navegacao=PARA_SUA_EMPRESA/Desenvolva_sua_Empresa/Resultados_Positivos/Lucro%2C+lucratividade%2C+rentabilidade?cod_areaconteudo=1409&cod_paginaconteudo=1409


Lucro - Sendo conceituado de uma forma simplificada, nada mais é do que o resultado positivo deduzido das vendas os custos e despesas.

Lucratividade - É a relação do valor do lucro com o montante de vendas, ou seja, divide-se o valor do lucro pelo volume de vendas (lucro líquido/vendas).

Rentabilidade - Refere-se ao resultado que possibilita a análise do retorno sobre o investimento realizado na empresa.

O lucro, portanto, é a base para a análise das decisões de investimentos.

A primeira pergunta que se faz é qual o lucro ideal?

É obvio que quanto maior, melhor! Entretanto, o retorno de investimento é uma recompensa equivalente a todo o investimento e não apenas aos lucros gerados nos períodos iniciais, ou de um período específico.

Um investimento pode proporcionar altas taxas de lucros em determinados períodos, e até prejuízos em outros; neste caso deve prevalecer o retorno médio obtido no período considerado.

Para os pequenos negócios é importante que os lucros gerados sejam equivalentes a 3% ao mês em média do valor dos investimentos próprios.
Com relação à lucratividade (lucros sobre as vendas) para as micros e pequenas empresas ela varia entre torno de 5% a 10% para indústria e comércio. No caso de prestadoras de serviços ficam em torno de 15% a 20%. Para análise correta da lucratividade, as considerações são as seguintes: quanto maior, melhor para a empresa; a mesma deverá ser comparada com média do setor em que a empresa atua; e deverá atender a expectativa do empreendedor.

Normalmente os lucros gerados por uma empresa revelam três situações distintas:

-Podem estar gerando recursos insuficientes para manter a empresa;
-Podem estar gerando recursos mínimos para manter a sua sobrevivência;
-Podem estar gerando recursos para empresa sobreviver e crescer.

Uma empresa que esteja gerando recursos para sobreviver e crescer, deve observar o seguinte:

-Normalmente tem fluxo de caixa positivo;
-Obtém ganho financeiro;
-Investe recursos na atualização do seu imobilizado; procura manter seus funcionários treinados e atualizados;
-Investe recursos constantemente em marketing;
-Gera recursos para manter o capital de giro e proporcionar o retorno desejado pelos investidores.

Concluindo:

Toda empresa necessita gerar lucros para sobreviver e crescer. Todo empreendedor, quando aplica os seus recursos financeiros em qualquer negócio, tem expectativa de obter retorno o mais rapidamente possível e com segurança. E para que isto aconteça é preciso a empresa apresentar não somente resultados positivos quantitativos, mas também resultados positivos qualitativos.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A padronização do sucesso

Como modelo de negócio, o sistema de franquias tem boas lições a ensinar, especialmente a da padronização, tão útil para qualquer varejista que tem mais de um ponto-de-venda e deseja estabelecer um modelo único e eficiente para suas lojas. Esse é o assunto do artigo do consultor especializado em franquia, Marcus Rizzo.
Artigo de Marcus Rizzo
Ilustrações Cacá

Nada melhor que a bola rolando em uma bela partida de Copa do Mundo para entender a importância dos padrões. O torneio de futebol é um dos principais responsáveis pela popularização do esporte, mas são os padrões que acabam viabilizando a realização da Copa e permitem que seja realizada, assistida, compreendida e também sofrida ou comemorada.
Como é possível que bilhões de espectadores espalhados por todo o planeta com cultura, religião e educação tão diferentes entendam esse jogo com tanta clareza? Regras simples, totalmente padronizadas, e muita rigidez na sua aplicação tornaram o futebol o esporte mais popular do mundo.
Em qualquer lugar do mundo, o campo tem as mesmas dimensões, o cartão vermelho expulsa o jogador, o número de jogadores em cada time é o mesmo, apenas três substituições são permitidas, o jogo ocorre em noventa minutos, há sempre um árbitro e dois auxiliares e a bola, essa que transmite a mais universal das linguagens, precisa ultrapassar a linha das traves para o melhor momento: o gol!

Escala é o nome do jogo - Mas por que cargas d’água abrir um artigo sobre a importância de padrões para o varejo falando tanto de futebol? Simples. O esporte é um exemplo perfeito de vitória da padronização. Trazendo essa realidade para o mundo dos negócios, o sistema de franquia é quem melhor incorpora o uso de processos padronizados.
Tal qual no futebol, são os padrões que permitem que esses pequenos negócios alcancem a internacionalização mantendo os mesmos conceitos, produtos, serviços e operação independentemente do local em que estejam instalados.
Nesse exato momento, 25 mil restaurantes McDonald’s nos mais diferentes locais do globo terrestre estão produzindo sanduíches Big Mac exatamente iguais, operados por franqueados diferentes. É permitido aqui esquecer o gosto ou até mesmo a eventual dificuldade de digestão, mas é importante refletir sobre a redução de custos por meio do credenciamento de fornecedores e do processo produtivo e, principalmente, a velocidade de produção e entrega do produto.
Pode até parecer neurose, mas o nome do jogo é ter escala, o que é possível somente com a padronização, considerada o caminho mais seguro para a produtividade e a competitividade, possibilitando formar a base para a internacionalização de negócios.


Festival de diferenças - Com algumas exceções, o varejo óptico no Brasil é um bom exemplo da falta de padrões, o que, obviamente, dificulta a expansão. Há pequenas e médias redes em todo o país, atuando em estados ou regiões, em que o único ponto em comum, porém, é a marca. E, muitas vezes, até mesmo a marca é aplicada de diferentes formas em cada loja.
A desigualdade continua: o conceito é totalmente modificado a cada filial aberta em virtude da evidente falta de padrões. Como não há critérios de localização para instalar um novo ponto-de-venda - geralmente a abertura de uma filial tem origem em uma oportunidade imobiliária e não de mercado –, descobre-se que o perfil do consumidor naquela nova área é totalmente diferente daquele do local original. Em decorrência, ocorre uma série de outras mudanças que fogem do controle como mix de produtos, preços, margens, atendimento, layout, exposição, estocagem e sistema de reposição.
Como resultado, na maioria das vezes, o insucesso bate à porta desses lojistas que não levaram a padronização em conta e, então, apelam para tábuas de salvação. É um vale-tudo para salvar aquele ponto comercial vendendo relógios, jóias e livros. Opa, livros? Essa é nova! Bom, sabe como é, quem lê precisa ter sua visão em dia e devidamente corrigida.


Como seguir padrões? - De que forma as franquias conseguem manter intacto o conceito, mesmo instaladas em diferentes mercados e operadas por franqueados independentes? O segredo são os padrões operacionais desenvolvidos numa unidade-piloto, transformados em manuais e passados em programas de treinamento.
A unidade-piloto é a instalação experimental e prática onde o franqueador testa produtos e serviços e examina os procedimentos operacionais com o objetivo de desenvolver o melhor fluxo de trabalho possível para atender o consumidor e garantir a lucratividade do negócio. Para ficar mais fácil o entendimento, no varejo comum a unidade-piloto pode ser considerada como a loja-modelo.
Para que haja real possibilidade de sucesso em uma operação de franquia, o franqueador precisa ter um negócio testado e de sucesso comprovado. Isso se dá com a abertura e a operação de várias lojas próprias, estabelecidas por meio de uma ou mais unidades-piloto, local em que todos os procedimentos serão sistematizados e transmitidos por meio de programas de treinamento para funcionários e franqueados.
Entre os aspectos considerados mais importantes para o desenvolvimento do protótipo do negócio na unidade-piloto estão produtos e marketing, seleção do ponto, métodos de construção, inauguração, unidade-piloto como centro de treinamento, compras de materiais e suprimentos e controle de qualidade.

Produtos e marketing – Itens como reações dos consumidores em relação aos produtos e serviços, qualidade, consistência e aparência são testados na unidade-piloto, que também é usada como teste de mercado para as franquias da rede.
A probabilidade de o consumidor comprar o produto ou serviço, o modelo de consumo e as variáveis controláveis de marketing empregadas para satisfazer o mercado-alvo são medidas e sistematizadas pelo franqueador.
Conhecer as reações do consumidor para então desenvolver estratégias de conquistá-lo e encantá-lo são necessidades fundamentais a qualquer modelo de comércio. Depois de estudar tais questões, em sua loja-modelo, o empresário estará pronto para transmitir os conceitos às suas outras lojas.


Seleção do ponto - A importância na determinação do local para instalar novas lojas requer uma análise cuidadosa que envolve fatores demográficos, rotas de acesso para os consumidores e algumas características físicas do imóvel.
Muitos franqueadores possuem mais de uma unidade-piloto, permitindo que avaliem as forças e fraquezas de cada protótipo e quais as diferenças operacionais de localização ou características de layout do negócio. Tais comparações, realizadas entre diferentes protótipos, permitem avaliar se uma única característica afeta a eficiência operacional, o volume de vendas ou atitudes do consumidor em relação ao ponto, a conveniência, aos ambientes interno e externo.
O ponto comercial é fator determinante para o sucesso de qualquer negócio, seja franquia ou varejo tradicional. Sua escolha deve ser baseada em análises de importante variáveis como as descritas acima e não alicerçada apenas em oportunidades imobiliárias, como já foi citado anteriormente.


Construção - Planos detalhados são desenvolvidos envolvendo projetos de arquitetura e especificações do layout do interior da loja. Aparência, materiais de construção e métodos construtivos são analisados e definidos de acordo com a praticidade e a economia apresentada durante a obra. Todas as alterações dos planos e cronogramas de construção são registrados para minimizar a possibilidade de enganos.
A aparência da loja é algo muito perceptível para o consumidor final. Da mesma forma que o atendimento e o mix de produtos, o cliente imediatamente identifica a loja em que acabou de entrar, se todos os pontos-de-venda dessa rede “falam a mesma língua”.


Inauguração – É o grande dia. A abertura de uma nova loja, mesmo para os mais experientes, é sempre recheada de fortes emoções. É preciso estudar todos os procedimentos: do treinamento de funcionários às informações que serão distribuídas para a imprensa, os convites para autoridades e tudo mais.
Mas tão importante quanto a festa de abertura são os procedimentos de monitoração na fase seguinte à inauguração, quando se avalia o giro dos estoques e o resultado das vendas de acordo com a lucratividade apresentada por produto.

Unidade-piloto como um centro de treinamento - Os manuais de operações do negócio serão utilizados como apostilas práticas do programa de treinamento. Grandes franqueadores possuem enormes instalações de treinamento que atendem centenas de franqueados: o McDonald’s dispõe da Universidade do Hambúrguer, nos Estados Unidos, e também em Alphaville, na Grande São Paulo, e a Midas tem o MIT-Midas Institute of Technology, isto é, Instituto de Tecnologia Midas, também em solo norte-americano.
Nesses centros de treinamento, franqueados e seus funcionários são apresentados a todas as situações que envolvem a operação do negócio, desde a abertura até o fechamento das portas no final do dia, gerenciamento de pessoal, caixa, estoques, enfim, tudo será abordado.
Um varejista tradicional não conta com franqueados, mas tem supervisores, gerentes e equipes de vendas, que devem rezar todos pela mesma cartilha. O caminho é padronizar o treinamento, criando uma central de formação que envolva todos os aspectos do dia-a-dia da loja.

Compras de materiais e suprimentos - Na unidade-piloto, o franqueador desenvolve produtos, fornecedores e a especificação de materiais, determinando o padrão de quantidade e o preço por meio do custo efetivo de compras. É o local onde o franqueador tem a oportunidade de estudar custos, analisando os estoques por tipo de item e quantidade mínima necessária por intermédio do histórico de vendas do negócio.
Os serviços oferecidos aos consumidores pelo franqueado, como entrega, empacotamento e horário de atendimento estendidos podem alterar os custos e também serão analisados para definir o que é realmente importante para atrair consumidores.
A loja-modelo é uma importante oportunidade para o varejista deixar sua oferta de produtos azeitada e eficiente, além de ter a possibilidade de avaliar o nível dos serviços para, então, implantá-los com qualidade total em todas as lojas.

Controle de qualidade - O sucesso de uma franquia depende muito da padronização dos produtos, dos processos de trabalho e dos serviços oferecidos aos consumidores, que esperam encontrar a mesma qualidade em todas as unidades da franquia. A proposta do controle de qualidade é checar se produtos e serviços oferecidos na rede estão consistentemente seguindo os padrões definidos.
Além disso, o controle de qualidade também irá reduzir perdas de material, minimizar sobras e reduzir ao mínimo a insatisfação dos consumidores. Anúncios podem atrair consumidores para a primeira compra, mas é a qualidade da operação, dos produtos e dos serviços que fará o consumidor retornar à loja.

Partir para a ação - Depois de explicar todos os pontos em que a padronização faz a diferença no sistema de franquias, vale trazê-los para o varejo comum, para o dia-a-dia de quem tem uma rede de ópticas ou para quem tem em mente esse projeto. Tudo pode ser facilmente aplicado, basta adaptar a estratégia e partir para o processo de padronização propriamente dito.
Quer crescer ou até mesmo sobreviver? Desenvolva tecnologia para operar o seu negócio e padronize. Padronizar é reunir as pessoas e discutir o procedimento até encontrar o melhor caminho. Para treinar pessoas, é necessário registrar o padrão e assegurar-se de que a execução está de acordo com o que foi condensado.
Sem dúvida, é uma tarefa árdua. Afinal, trata-se de alterar os métodos de trabalho, romper paradigmas e implantar uma nova realidade no negócio. Mas quando se vê o sucesso que as franquias que trabalharam direitinho têm, deve-se sentir estimulado para ir adiante. A uma certa altura, o empresário verá que, mais que padronização dos processos, ele terá o sucesso também como padrão. E aí, como em uma boa partida de futebol, é só chutar para o gol e correr para o abraço!