terça-feira, 12 de abril de 2011

Diferença dos salários entre regiões do Brasil está diminuindo

Dependendo da região, os salários pagos são diferentes. Historicamente, os salários pagos nos grandes centros, como Rio e São Paulo, são maiores em relação a outras regiões do Brasil. Mas uma pesquisa recente mostra que esta diferença está caindo.
Tal diferença motivou a migração de profissionais para São Paulo e Rio, mas esse comportamento social pode mudar, e até se inverter.
Transcrevo abaixo 2 reportagens que relatam tal fato.

"Cai diferença entre salários de São Paulo e resto do país



Renda de outras regiões cresce mais rapidamente que a dos paulistanos
Investimentos em infraestrutura, reajuste do salário mínimo e programas sociais explicam fenômeno



MARIANA SCHREIBER


DE SÃO PAULO - 04/04/2011

A diferença entre os salários de São Paulo e do resto do Brasil está diminuindo. E, em algumas regiões e setores, ela já desapareceu.
Levantamento do IBGE comparando o rendimento médio dos trabalhadores da região metropolitana de São Paulo com os de outras cinco -Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Salvador- mostra que em todas houve redução da diferença entre 2003 e 2011.
Isso aconteceu porque os salários dos paulistanos e dos habitantes dos municípios vizinhos cresceram em ritmo menor do que os dos trabalhadores das outras regiões metropolitanas.
No Rio, a remuneração média aumentou mais -chegou a R$ 1.682 em fevereiro, superando em R$ 45 a de São Paulo (R$ 1.637).
Em Porto Alegre, os salários médios do setor de serviços e comércio já estão no mesmo patamar do rendimento dos paulistanos.
O economista da FGV Marcelo Neri ressalta que esse movimento é mais profundo: dados do IBGE de 2001 a 2009 mostram que a renda tem crescido em ritmo maior do que em São Paulo no país.
"A queda da desigualdade regional é inédita. Nos últimos 50 anos, desde quando há dados do assunto, nunca tinha acontecido", disse.
Especialistas em mercado de trabalho e desenvolvimento regional apontam três causas principais para esse fenômeno- a transferência de renda por meio do Bolsa Família, o forte aumento do salário mínimo e os investimentos em infraestrutura.
Clemente Ganz, diretor-técnico do Dieese, observa que o salário mínimo vem crescendo acima da média da remuneração do trabalho no país. Isso, acrescenta, tem impacto maior nas regiões mais pobres, onde uma parte maior da remuneração está atrelada ao piso nacional.
Grandes investimentos do governo em infraestrutura também são considerados importantes, ao estimularem indústria e construção civil.
No caso de Pernambuco, os investimentos públicos mais que duplicaram, passando de um média anual de R$ 680 milhões, entre 2003 e 2006, para R$ 1,68 bilhões, entre 2007 e 2010.
Empresas em busca de incentivos fiscais e mão de obra mais barata também explicam o aquecimento da economia e dos salários fora de São Paulo.
No caso de Minas Gerais, há ainda o fator "China", país que consome ferozmente o minério de ferro produzido no Estado.

CONTINUIDADE
Com o fortalecimento do mercado doméstico, a tendência, dizem economistas, é que a diferença entre os salários regionais caia mais.
"Nosso mercado de trabalho está ficando mais homogêneo, com um forte crescimento da classe média em todo o país", destaca João Saboia, diretor do Instituto de Economia da UFRJ.
Apesar do otimismo generalizado, Raul Silveira Neto, da Universidade Federal de Pernambuco, considera que a baixa qualidade do ensino e da saúde no país pode limitar a expansão dos salários.
"O bem-estar não está evoluindo no mesmo ritmo dos rendimentos. Melhorar emprego e renda dá mais voto que melhorar saneamento e educação", disse.

 

Rendimento médio no Rio de Janeiro cresceu 30% em 8 anos

DE SÃO PAULO
DO RIO DE JANEIRO
DE PORTO ALEGRE

Os salários médios da região metropolitana fluminense cresceram mais de 30% em oito anos, superando os de São Paulo.


Grande parte desse crescimento está associado à recuperação da indústria do Rio, com destaque para a siderúrgica, automotiva e naval.


O salário industrial médio na região metropolitana chegou a R$ 1.934,80 em fevereiro, 11,6% acima do de São Paulo (R$ 1.733,90).


Ruvail de Souza Paulista Filho, 51, é um dos trabalhadores do Rio que melhoraram de vida com o ressurgimentos dos grandes projetos industriais e os investimentos no setor de petróleo.


O operário trabalhou na construção da siderúrgica CSA até 2009 e fez um curso técnico patrocinado pelo Prominp (Programa de Mobilização da Indústria do Petróleo) depois que saiu da obra.


O curso o ajudou a arrumar uma posição melhor no emprego atual, de inspetor de controle na construção do novo prédio do Cenpes, o centro de pesquisa da Petrobras, na zona norte do Rio.


Ele não revela o salário, mas diz que ganha "bem mais" e consegue guardar dinheiro. "Melhorei de vida."


Das metrópoles pesquisadas mensalmente pelo IBGE, Porto Alegre é onde os rendimentos mais vêm se aproximando dos de São Paulo, depois dos do Rio.


No setor que engloba educação, saúde e servidores públicos, os salários já aumentaram em média 17%.






(MARIANA SCHREIBER, PEDRO SOARES e GRACILIANO ROCHA)

A diferença de salários por regiões está diminuindo

Há muitos anos os salários nos grandes centros do país são mais altos. São Paulo e Rio de Janeiro sempre tiveram a fama de pagar salários maiores, devido ao custo de vida, grande concentração de empresas,... Isso fez com que houvesse grande migração de profissionais para esses grandes centros. Um pesquisa recente mostrou uma informação inédita, a diferença

sábado, 2 de abril de 2011

As mulheres fazem sucesso no ramo de franquia

No site da ABF há uma reportagem do jornal carioca O Dia, de 09/03, que fala sobre a maior rentabilidade das franquias sob a gestão de mulheres. Transcrevo abaixo a reportagem.

Franquias sob liderança feminina faturam mais

Unidades têm receita até 32% maior, em média, do que as comandadas por homens

O Dia - RJ - 09/03

No mercado, as mulheres estão dando cada vez mais trabalho para os concorrentes. E, na liderança das empresas, elas também não dão moleza. No caso das franquias, hoje o sexo feminino já domina um terço das unidades no País. Além disso, as empresas franqueadas comandadas por mulheres têm faturamento 32% maior.
Os dados são de uma pesquisa da Rizzo Franchise, consultoria especializada em franquias. De acordo com o levantamento, nos últimos cinco anos, a participação feminina nesse modelo de negócio cresceu significativamente. Entre 8% e 10% ao ano.
De acordo com Marcus Rizzo, especialista em franquias, foram apontadas três razões para o grande sucesso das mulheres. A primeira é a dedicação maior. "A mulher se dedica mais ao negócio. Elas, em geral, são mais presentes que os homens. Elas abraçam a oportunidade com toda a força", diz Rizzo.
A segunda razão é a postura mais receptiva. "No treinamento, o homem chega com a mentalidade de 'eu já sei', enquanto a mulher vem com a de 'quero aprender'", explica o especialista
A terceira é a capacidade de liderança. "A rotatividade nas franquias de mulheres é bem menor. Isso indica que elas têm mais capacidade para desenvolver equipes de trabalho que os homens".

EMPRESÁRIA E MÃE
Muitas mulheres, além de lidar com os negócios, precisam enfrentar a jornada de mães e de esposas. Por isso, elas vêem as franquias como uma oportunidade de ficar mais perto de casa e da família, para terem sucesso e não se ausentarem dos deveres com os filhos.
E, de acordo com Marcus Rizzo, a participação maior de mulheres nas franquias é um movimento que não deve parar. Pelo contrário, a tendência é que o crescimento de até 10% ao ano faça com que os dois sexos ocupem postos de comando por igual em cerca de 10 anos. "É um caminho sem volta", afirma Rizzo.

Mãe e empresária. Como se dividir
Além da participação maior em suas empresas, as mulheres estão também variando os mercados. "Não é mais em um negócio específico, como o de saúde e de beleza ou de vestuário. Agora, elas vão para diferentes ramos, como postos de gasolina e oficinas mecânicas. Não existem mais 'negócios de mulher'", diz Marcus Rizzo.
Filha de um empresário, Alessandra de Araújo, 39 anos, nunca enfrentou preconceito no mundo empresarial e carrega o gene empreendedor. Com 20% de participação na Fernandes Araújo, ela passou por algumas das melhores universidades do mundo para se qualificar.
Hoje, ela é diretora da empresa. "Meu pai sempre me apoiou. Inclusive a buscar experiências fora da própria empresa", conta.
Alessandra é mãe de gêmeos de três anos. E, para ela, dividir o tempo entre os filhos e o trabalho não é nada fácil. "Gerencio do jeito que posso. Em primeiro lugar vem a família, meus filhos", garante.
Mas explica que nem sempre consegue êxito total na empreitada. "A culpa acompanha a mulher, a mãe. Quando eu chego em casa e vejo meus filhos já dormindo no berço, meu peito aperta", desabafa.
Para Alessandra, há grandes diferenças entre o comando masculino e o feminino. "A mulher, normalmente, tem mais tato. Tem uma percepção diferente. Mas isso não quer dizer que seja sempre melhor ter chefe mulher. As condições são distintas".
Ela vê a liderança feminina como diferencial. Para Alessandra, a mulher tende a ser mais detalhista e tem percepção maior do funcionário como um todo. "Digo até que nós temos um sexto sentido. E sabemos nos colocar melhor", afirma a empresária.

Sem discriminação em setor onde domínio é dos homens.
Dentro do mercado da construção civil, a participação masculina sempre foi maior que a feminina. Elaine Cóndor, 35 anos, começou com o escritório de arquitetura Arte a Metro há 10 anos e, há dois, resolveu investir também em construção industrial e incorporação imobiliária. Apesar de ter a ajuda do marido, seu sócio, ela garante que é ela mesmo que fica na linha de frente.
Mesmo em um meio predominantemente masculino, ela não vê preconceito. "Não sinto nada disso. E acho que eu já me habituei", diz a empresária.
Ela conta que trabalhou sem problemas por muitos anos em obras onde era a única mulher. "Eu até sinto falta de ter outras mulheres trabalhando comigo, mas preconceito eu não sofro", explica Elaine, para quem a chegada de uma mulher à Presidência da República ajuda a quebrar os padrões.
Mas, apesar da dedicação ao trabalho, para ela a família vem em primeiro lugar. "Da hora em que chegamos em casa até a hora que nossos filhos vão dormir, somos pai e mãe".
Ela explica que, quando leva tarefas para casa, elas só são resolvidas após as 22h. "Mesmo que eu fique até as 5h trabalhando".
Elaine considera a capacidade de desenvolver várias atividades o melhor diferencial da mulher líder. Na entrevista, perto do fim do expediente, a mãe falou mais alto: "Hoje, é o baile de Carnaval da escola deles. E eu vou para lá".

A influência da vírgula

Para descontrair um pouco, estou compartilhando uma mensagem que recebi de uma amiga e que achei muito interessante. Muitas vezes não percebemos o efeito que uma simples vírgula pode causar, conforme o local onde é colocada.

Sobre a Vírgula


Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.

Detalhes Adicionais:

COLOQUE UMA VÍRGULA NA SEGUINTE FRASE:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A importância do Geomarketing

No site da revista Exame tem um artigo muito interessante sobre o uso do Geoprocessamento nas empresas. O Kumon trabalha com essa tecnologia para analisar novos pontos de abertura de franquias.
Para saber mais acesse o link: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/geomarketing-o-que-voce-ganha-com-isso?page=1&slug_name=geomarketing-o-que-voce-ganha-com-isso.