Estou lendo o livro Quente, Plano e Lotado, do jornalista americano Thomas L. Friedman, onde dá sequência ao livro "O Mundo é Plano", de sua autoria.
O livro começa com a transcrição de uma história que o jornal The Orion publicou em 15/06/2005. A história não é verdadeira, mas ela retrata claramente a relação das sociedades ocidentais com os produtos chineses. Quando lí essa parte do livro, recentemente tinha dado uma passada pela rua 25 de março, em São Paulo, e percebi que embora essa história fosse inventada por um jornalista do The Onion, ela retrata claramente a nossa realidade. Em resumo, o texto fala do costume dos americanos (incluo os brasileiros nisso) de comprar todas as "porcarias" que são produzidas na China e que não tem tanta utilidade no dia-a-dia. Por exemplo, uma concha de sopa, com um furo no meio e um cabo que dobra 90 graus, microondas para omelete, lupas que brilham no escuro, extrator de miolo de abacaxi,... Depois de um tempo, ao percebemos que não servem para muita coisa, que estão ocupando lugar no armário e que pagamos muito pouco pelo produto, jogamos no lixo.
Mas para produzir todos esses produtos, a China precisa de energia elétrica, que é produzida em usinas termo elétricas a carvão.
A classe média dos países em desenvolvimento, como Brasil, India, Rússia e China, vem aumentando e essas pessoas começam a consumir mais e mais produtos, produzidos na China, através da queima de carvão.
A queima de combustível fóssil aumenta o efeito estufa e o planeta está aquecendo cada vez mais.
Até pouco tempo, a China era um país exportador de carvão. Mas ontem, no jornal Folha de São Paulo, encontrei a seguinte reportagem: "Países exportam carvão para suprir demanda chinesa - Expansão do consumo chinês gera tensão entre países que visam lucros e os que defendem metas ambientais". Este artigo retrata a mudança da China - de exportador, virou importador de carvão. Ela precisa de mais energia para poder produzir mais produtos que são consumidos de forma desmedida pelas sociedades que vêm enriquecendo.
Precisamos analisar melhor as nossas atitudes no dia-a-dia, as mais básicas, pois elas podem estar contribuindo muito para o aquecimento global.
Quem tiver a oportunidade, vale ler esse livro do Friedman.
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